Fonte: Revista Men's Health Outubro de 2013 pag 17 - edição 148
domingo, 8 de dezembro de 2013
A Atividade Física como agente anti-stress
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Demência
Para além da devastação no âmbito da saúde mental do
indivíduo, a demência causa transtornos emocionais e sociais na vida dos
familiares. Para Andreasen (2004) "a marca típica de todas as demência é o
défice da memória e da cognição que é acompanhado por um declínio geral da
capacidade relacional ou funcional quer no trabalho quer na vida social".
O DSMIV identifica os quatro elementos característicos
existentes nas demências:
- Amnésia:
perda da memória;
- Agnosia:
incapacidade de reconhecer objectos mesmo quando a percepção sensorial
esteja intacta.
- Apaxia:
diminuição da capacidade de desenvolver actividades motoras apesar de a
função motora permanecer intacta.
- Afasia:
perturbação da linguagem.
Entretanto, a existência dos sintomas acima indicados
não significa que o idoso esteja a sofrer um tipo de demência. Os sintomas
expostos podem ser causados derivados de confusão. Para Hill (2005) "na
confusão haverá, por regra, perturbação da consciência (...) podendo durar
horas e dias". A confusão no idoso pode ser derivada de uso ou abstinência
de medicamento, intoxicação, infecções gerais, depressão, tristeza pela morte
do cônjuge ou familiares, entre outros.
A demência poderá eventualmente ter uma predisposição
genética mas o seu aparecimento pode ser evitado ou retardado devido ao estilo
de vida, alimentação saudável, desenvolvimento de actividades físicas e
cognitivas e sobretudo o saber lidar com as emoções.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Idosos e família: Um desafio a conquistar
O estilo de vida da nossa sociedade contemporânea exige que passemos mais tempo no trabalho, e dediquemos menos tempo aos nossos velhos. Entretanto, como salienta Alves (1997, p. 234) “A família e a sociedade devem exercer influências
positivas nos adultos idosos, de forma a proporcionar saúde física, psíquica e
bem-estar social. O ambiente familiar é insubstituível para que o adulto idoso
se sinta aceite e dignificado na sua pessoa.”
Em conformidade, White (2011, 204) aposta que "os idosos necessitam da auxiliadora
influência das famílias. (…). Se animados a partilhar dos interesses e
ocupações domésticos, isto os ajudará a sentir que não eixaram de ser úteis.
Fazei-os sentir que seu auxílio é apreciado, que há ainda alguma coisa para
fazerem em servir a outros, e isso lhes dará ânimo ao coração, ao mesmo tempo
que comunicará interesse a sua vida".
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Ansiedade, um mal desnecessário
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
A ansiedade como fator de envelhecimento
Neufild (2011, pag. 16) classifica o medo e a
ansiedade como elementos “muito vulgares”. No entanto estes “elementos” causam
“apreensão, preocupações, falta de ar, transpiração, dificuldade de
concentração e hipervigilância”.
Os indivíduos que estão constantemente amedrontados
por algo que eventualmente possa acontecer estão sempre apreensivos, não vivem
o presente em sua plenitude nem têm capacidade para desfrutar os momentos que a
vida lhes oferece. Estão a projetar toda a energia para uma eventualidade que
poderá acontecer no futuro, deixando desta forma de viver o presente. Com isto
sofrem por antecipação, e abrem consequentemente as portas da alma para a
depressão e outras patologias se desencadearão como consequência óbvia.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
O exercício físico e a saúde dos ossos
Nos dias actuais tem sido um dos maiores desafios da
gerontologia conscientizar as pessoas de que o envelhecimento é tão-somente
mais uma etapa da vida e como tal tem os seus lados positivos e negativos.
Embora entendamos que
envelhecimento não seja sinónimo de doença, também necessitamos ser sensíveis à
realidade do efeito que os anos vividos podem trazer. Como bem observaram os
investigadores franceses Thiebauld e
Sprumont (2009, p:41) “a senescência é caracterizada pela perda de tecido ósseo
que fragiliza o esqueleto”. A essa perda acentuada do tecido ósseo dá-se o nome
de osteoporose. Com feito, os poros normais dos ossos de uma pessoa com
osteoporose passam a ser muito maiores, de uma forma extremamente acentuada,
resultante da perda da massa óssea. Com isso o esqueleto fica fragilizado.
Muitos estudos tão recentes como
os de Thiebauld e Sprumont mostram que com o passar da idade é natural certa
diminuição da condensação óssea. Entretanto esse fenómeno pode caracterizar-se
com o surgimento excessivo de poros cada vez maiores, o que compromete o bom
funcionamento de todo o esqueleto.
Embora muitos dos motivos que
levam uma pessoa a adquirir osteoporose ainda estejam para serem descobertos,
pesquisadores como Barreiros, Espanha e Correia (2006) compartilham a ideia que
a inactividade física é um dos factores que apresenta uma grande contribuição
para o surgimento dessa doença. Enquanto nos idosos fisicamente activos foi
observado uma diminuição, menos acentuada, de massa óssea. Ou seja, mais
exercício físico, menor a probabilidade de adquirir osteoporose.
Ter ossos saudáveis e resistentes
sem exercício físico constante é como tentar fazer um bolo somente com farinha
e açúcar, ou um castelo com areia seca.
A grande questão que se coloca é,
como posso fazer exercícios físicos com um rendimento tão baixo? Infelizmente o
excesso de cuidado tem colocado muito dos nosso idosos inactivos. Para aqueles
que nunca apreciaram o desporto, algumas actividades domésticas, feitas com
segurança, poderão ser de grande auxílio na manutenção da saúde do idoso.
Parece que as câmaras municipais de norte a sul do país estão cada vez mais
conscientes da relevância do exercício físico e centenas jardins têm sido
agraciados com máquinas para promover o desporto. Há também muitas zonas
pedonais que foram recuperadas e tornam as caminhadas muito mais atractivas.
Comece hoje mesmo a usufruir desses recursos. Equipa-se de roupa e sapatos
confortáveis e não esqueça da sua garrafa de água. Caminhe na sua velocidade. O
importante é mover-se. Daqui há algum tempo gostava de receber um relato
daquilo que o exercício tem proporcionado na sua vida!
Nunca é tarde para começar a
exercitar-se. Entretanto relembramos que antes de começar qualquer exercício
físico consulte o seu médico e contacte o seu gerontólogo para saber quando
será a próxima caminhada de grupo.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
terça-feira, 8 de outubro de 2013
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Qualidade de vida e bem-estar dos idosos
Por: Liliana
Sousa, Helena Galante e Daniela Figueiredo
qualidade
de vida e bem-estar e deve ser fomentado ao longo dos estados anteriores de
desenvolvimento.
De
acordo com Victor et al a qualidade de vida inclui um alargado
espectro de áreas da vida. Os modelos de qualidade de vida vão desde a “satisfação
com a vida” ou “bem-estar social” a modelos baseados em conceitos de
independência , controle, competências sociais e cognitivas. Smith considera
que o conceito de bem-estar mudou a partir de meados do séc XX. Até aí
significava, apenas disponibiliade de bens materiais(comida, casa de banho,
casa aceitável, acesso a serviços de saúde e de acção social, dinheiro
suficiente). Actualmente relaciona-se, também condições com dimensões menos
tangíveis (sentido de segurança, dignidade pessoal, oportunidades de atingir
objectivos pessoais, satisfação com a vida, alegria, sentido positivo de si)
A noção de qualidade de vida também passa
pela mesma alteração, engloba os recursos e o direito de “gozar” a vida".
Fonte: Rev Saúde Pública 2003;37(3):364-71
Secção Autónoma de Ciências da Saúde da Universidade de Aveiro
domingo, 29 de setembro de 2013
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Novidades sobre os estudos referentes à doença de Alzheimer
"Cientistas descobriram como uma proteína implicada na doença de Alzheimer destrói ligações nervosas"Por Ana Gerschenfeld
Noticia do Jornal o Público, editada na totalidade
Pela
primeira vez, investigadores mostraram que pequenos agregados de proteína
beta-amilóide, o ingrediente de base das placas que se formam à volta dos
neurónios na doença de Alzheimer, conseguem ligar-se fortemente a uma molécula
receptora presente à superfície dos neurónios. Os seus resultados são hoje
publicados na revista Science.
A
proteína beta-amilóide, naturalmente presente no cérebro, tem tendência para
formar aglomerados. Inicialmente pequenos, esses agregados acabam por formar
placas ditas amilóides que "asfixiam" os neurónios e são uma das
"assinaturas" inequívocas da Alzheimer.
Carla
Shatz, da Universidade de Stanford (EUA), e colegas, tinham anteriormente
estudado, em ratinhos, um receptor presente à superfície dos neurónios chamado
PirB. E tinham descoberto que, quando activado por substâncias que se ligam a
ele, favorece o enfraquecimento das sinapses (as estruturas de passagem dos
impulsos nervosos de um neurónio para outro). Ora, como uma outra
característica da doença é a perda maciça de ligações nervosas, os cientistas
quiseram ver o que aconteceria, com uma estirpe de ratinhos geneticamente
manipulados com particular predisposição para a doença de Alzheimer, se os seus
neurónios fossem "despidos" do receptor PirB. Puderam constatar então
que, efectivamente, esses ratinhos deixavam de apresentar sinais da doença tais
como formação de placas amilóides ou perda de memória. Pelo contrário, os
ratinhos cujo receptor PirB funcionava normalmente apresentavam sintomas
patológicos de degradação mental, como era de esperar.
O
que poderia estar a proteger os primeiros animais das suas nefastas mutações
pró-Alzheimer? É aqui que entram em cena o autor principal do estudo agora
publicado, Taekho Kim, e a sua teoria. Segundo Kim, o que poderia estar a
acontecer é que a proteína beta-amilóide, ao ligar-se ao receptor PirB,
estivesse a provocar o enfraquecimento das sinapses e a comunicação entre os
neurónios acabava por se tornar impossível - e a memória por desaparecer.
As
experiências seguintes mostraram que, efectivamente, os pequenos agregados de
proteína beta-amilóide se ligavam fortemente ao receptor PirB. Entretanto, Kim
descobriu que existe também um receptor equivalente nos neurónios humanos,
chamado LilrB2, igualmente capaz de se ligar à beta-amilóide.
Restava
perceber como é que PirB fazia para enfraquecer as sinapses. Mais experiências,
desta vez a comparar os cérebros de ratinhos com e sem receptor PirB (mas todos
eles propensos à doença de Alzheimer), permitiram constatar
que,
nos primeiros, a actividade de uma enzima, a cofilina, era muito mais elevada
do que nos segundos. O mesmo se verificou, aliás, na autópsia ao cérebro de
doentes com Alzheimer, quando comparados com os de pessoas que não tinham a
doença na altura da morte.
A
cofilina actua partindo aos bocados uma outra proteína, a actina, que é por sua
vez essencial à manutenção da integridade das sinapses. E de facto, estes
cientistas mostraram que a ligação dos agregados de beta-amilóide ao receptor
PirB, à superfície dos neurónios, acarreta, dentro dessas células, alterações
bioquímicas na cofilina, reforçando assim a acção destruidora de sinapses da
actina. Todas a peças encaixavam perfeitamente.
"O
nosso estudo é um dos primeiros a explicar como a proteína beta-amilóide pode
conduzir à perda de ligações cerebrais através da ligação a um receptor de
superfície das células nervosas", disse ao PÚBLICO Carla Shatz. "Isso
é novo - como também a descoberta de um receptor equivalente no cérebro
humano." Os resultados sugerem, em particular, "que a doença de
Alzheimer começa a manifestar-se muito antes de a formação de placas amilóides
se tornar óbvia", salienta a cientista - e poderão abrir o caminho a
tratamentos mais eficazes nas fases precoces da doença.
Conhecem-se
outros receptores da proteína beta-amilóide no cérebro. Mas ainda nenhum deles
foi associado a mecanismos específicos de patologia celular, lê-se num
comentário na mesma edição da Science.
"Os novos resultados são provavelmente uma nova e importante peça do puzzle que nos permitirá perceber totalmente
a doença de Alzheimer", diz-nos Bart De Strooper, do Instituto de
Neurociências e Doença de Lovaina (Bélgica) e um dos co-autores daquele
comentário. "Existem outros receptores da amilóide e a questão é agora a
de saber como cada um dos diversos receptores contribui para a patologia."
Fonte: Jornal o Público online -
Publico Ciência. Data da visita ao site 25/09/2013
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Envelhecimento na Europa
O esforço principal consistirá em promover o envelhecimento saudável dos cidadãos europeus. Viver mais anos em boa saúde significa melhor qualidade de vida, mais autonomia e a possibilidade de se manter activo. Quando a população envelhece com saúde, os sistemas de saúde são menos solicitados e há menos casos de reforma por invalidez, o que é muito positivo para o crescimento económico da Europa.
A UE colabora activamente com os Estados-Membros para promover o envelhecimento saudável, através de iniciativas que visam melhorar a saúde dos idosos, da população activa, das crianças e dos jovens e prevenir as doenças ao longo de toda a vida. Além disso, a UE desenvolve acções destinadas a melhorar as condições de vida das pessoas idosas".
Fonte: Saúde UE - Comissão Européia
domingo, 15 de setembro de 2013
A Saúde e a Informação
Anne Squire
In”Saúde e bem - estar para Pessoas Idosas”
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