segunda-feira, 24 de junho de 2019

Quanto começa o envelhecimento?

Resultado de imagem para envelhecerO envelhecimento pode ser classificado como “um processo multidimensional que comporta mecanismos de reparação e destruição que são desencadeados ou interrompidos em momentos e ritmos diferenciados consoante as características de cada pessoa”. Berges e Mailloux-Poirier.

Este afirmação vem ao encontro de diversos estudos que mostram que não existe uma idade determinada para o inicio da retrogénese. Depende do estilo de vida, do factor genético e da saúde do indivíduo. Mais uma vez fica provado que o nosso estilo de vida irá determinar a nossa saúde quer a curto ou a longo prazo.

sábado, 16 de março de 2019

O que acontece quando morremos

Por Adolfo Suárez: 
Resultado de imagem para vela a se apagar"O que é a morte? Essa é uma indagação que todos fazem, mas nem todos sabem responder satisfatoriamente. O Novo Dicionário Aurélio registra o seguinte no vocábulo “morte”: “1. Ato de morrer; o fim da vida animal ou vegetal. 2. Termo, fim. 3. Destruição, ruína.” A definição do dicionário é clara, mas as crenças de muitas religiões e filosofias são diversas. Em seu livro Imortalidade ou Ressurreição?, o teólogo Samuele Bacchiocchi afirma que, historicamente, há dois pontos de vista principais e antagônicos sobre a natureza humana: o “dualismo clássico” e o “holismo bíblico”.
A visão dualista afirma que a natureza humana é composta por um corpo material e mortal mais uma alma imortal e espiritual. A alma imortal sobrevive à morte do corpo e se reúne a ele na ressurreição. Essa concepção dualista teve um impacto imenso no pensamento cristão, afetando a visão da vida humana, do mundo presente, da redenção e do mundo por vir.
Por outro lado, pesquisadores e eruditos bíblicos têm examinado os textos da Bíblia e concluído que a natureza humana não é dualista, e sim claramente holística. Ou seja, não há contraste entre o corpo e a “alma”. Aliás, a alma não é algo imaterial; ao contrário, designa a vitalidade ou princípio da vida humana. Não existe uma “alma” que sai do corpo quando a pessoa morre. O que acontece é a cessação da vida, quando o pó volta à terra, de onde veio, e o espírito volta a Deus, que o deu (Ec 12:7).
Segundo Niels-Erik Andreasen, em seu artigo no Tratado de Teologia, o estudo das palavras referentes à morte no Antigo Testamento aponta para uma compreensão simples e única: “o completo término da vida, de suas expressões e funções”. Isso pode ser verificado neste conhecido texto bíblico: “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol” (Ec 9:5, 6).
Analisemos brevemente essa ­fórmula. O pó da terra indica que a substância material da qual foi feita a humanidade (em hebraico ’adam) é a própria terra (em hebraico ’damah). Nesse sentido, a humanidade é caracterizada como sendo mortal e terrena, pois, como se originou do pó, não possui nenhuma vida inerente, nenhuma vida própria e nenhuma vida imortal.
Fica evidente no relato de Gênesis 2:7 que o corpo formado a partir do pó da terra não continha materiais ou componentes divinos, que lhe permitissem uma vida independente. Uma vez formado o boneco Adão do pó da terra, Deus lhe acrescentou a respiração, o que lhe deu vida/ânimo, às vezes chamada de “espírito”.
Esse fôlego de vida, como ressalta Andreasen no Tratado de Teologia, não era uma substância separada colocada no boneco sem vida. Foi o poder divino da vida que transformou o pó em um ser vivo. Ou seja, o sopro de vida “não representa uma segunda entidade, acrescentada ao corpo como se fosse um ingrediente, capaz de existir separadamente”. Esse sopro foi “um poder energizante procedente de Deus, que transformou o corpo terreno em um ser vivo”. 

O Homem é Mortal ou Imortal?

Imagem relacionadaNa sequência sobre a nossa condição na morte venho partilhar o meu pensamento expresso no texto de Adolfo Suárez: 
"Por trás da crença na reencarnação está a ideia da imortalidade: porque o ser humano não morre, reencarna em outra vida. Podem os cristãos, que acreditam na Bíblia, dar crédito ao ensinamento da imortalidade humana? Deixemos a própria Escritura responder a essa pergunta: o ser humano é como a flor, que nasce e logo murcha; é uma sombra passageira (Jó 14:2); ele não sabe o que lhe acontecerá amanhã, pois é como a neblina que aparece e logo se dissipa (Tg 4:14); é como uma brisa passageira (Sl 78:39).
Na obra The Seventh-day Adventist Encyclopedia, editada por Don Neufeld, é-nos dito que “as Escrituras em parte alguma descrevem a imortalidade como uma qualidade ou estado que o homem ou mulher – ou sua ‘alma’ ou ‘espírito’ – possui inerentemente. Os termos normalmente traduzidos como ‘alma’ e ‘espírito’ […] ocorrem mais de 1.600 vezes na Bíblia, mas nunca em associação com as palavras ‘imortal’ ou ‘imortalidade’”.
Por outro lado, Deus é apresentado como eterno e imortal: “Ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos” (1Tm 1:17). “O único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A Ele honra e poder eterno” (1Tm 6:16).
Assim, na perspectiva bíblica, os seres humanos são limitados, mortais e transitórios, enquanto Deus é infinito, imortal e eterno. Atribuir imortalidade ao ser humano equivale a dizer que ele é divino, e isso contraria os ensinamentos da Escritura.
O apóstolo Paulo afirma que tudo foi criado por Deus e para Deus (Cl 1:16). É dele que toda criatura recebe o fôlego da vida; é por causa dele que “nos movemos, e existimos” (At 17:25, 28). De modo que o ser humano foi criado para viver eternamente, pois recebeu o sopro de vida de um Deus que é eterno. Não faria sentido pensar que Deus nos cria para então morrermos.
Nesse sentido, deve ficar claro que, “quando Deus criou Adão e Eva, concedeu-lhes liberdade de decisão – a capacidade de escolher”. O homem “poderia obedecer ou deixar de ­fazê-lo, e a continuação de sua existência dependeria de contínua obediência através do poder de Deus. Assim, a sua posse do dom da imortalidade era condicional” (Nisto Cremos, p. 429, 430)".

Por quê morremos?

Resultado de imagem para flor murchaHá imenso tempo gostava de publicar um artigo sobre tanatologia, o estudo da morte. O tema é de enorme relevância mas o tempo tem sido demasiado curto. Encontrei um artigo já pronto da autoria de Adolfo Suárez e passo a publicá-lo na integra. Esta é uma das partes:
 "O texto de Gênesis 2:17 é a primeira passagem bíblica que faz referência à morte, numa advertência de Deus para que Adão e Eva não comessem da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comessem morreriam. Esse texto revela que a morte é consequência direta do pecado (ou punição, como diriam alguns), aspecto confirmado pelo ­apóstolo Paulo (Rm 5:12; 6:23) ao ligar a morte à narrativa sobre Adão.
Como resultado da desobediência, Adão recebeu logo a sentença que hoje faz parte da realidade de todos os seres humanos: “Tu és pó e ao pó tornarás” (Gn 3:19). E o que nós temos que ver com a transgressão de Adão e Eva? Por que nós, cidadãos do século 21, temos que morrer se não estávamos lá no Éden?
Acontece que somos descendentes deles e acabamos sendo impactados por aquilo que eles fizeram, assim como nossos descendentes serão impactados por aquilo que nós fizermos. Sendo que Adão e Eva perderam a imortalidade condicional e não podiam transmitir para nós aquilo que eles próprios não possuíam, “a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 5:12)".

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

O Exercício e o bem-estar emocional


Resultado de imagem para exercise and brain healtho exercício físico tem-se mostrado um elemento crucial para promover o bem-estar mental. Os estudos de Andrea Dunn e sua equipa, publicados no American Journal of Preventive Medicine em Jan de 2005 mostraram que os exercícios aeróbios em doses consistentes é efectivo para o tratamento em pessoas com depressão média moderada enquanto que pouco exercício aeróbio tem o mesmo efeito que os placebos.
Aproveite a oportunidade que o novo ano traz e coloque como objetivo iniciar uma atividade física. O seu corpo e mente agradecem!

O Sedentarismo e a Depressão


Resultado de imagem para depressãoA ligação dentre o sedentarismo e a depressão é muito real. Já no século XIX Ellen White, no seu livro A Ciência do Bom Viver pags 272 e 273, escreveu: “Deve-se conceder aos pulmões a maior liberdade possível, sua capacidade se desenvolve pela liberdade de ação; diminui, se eles são constrangidos e comprimidos. Daí os maus efeitos do hábito tão comum, especialmente em trabalhos sedentários, de ficar todo dobrado sobre a tarefa em mão. Nesta postura é impossível respirar profundo. A respiração superficial torna-se em breve um hábito, e os pulmões perdem a capacidade de expansão. ...Assim é recebida uma deficiente provisão de oxigênio. O sangue move-se lentamente. Os resíduos, matéria venenosa que devia ser expelida nas exalações dos pulmões, são retidos, e o sangue se torna impuro. Não somente os pulmões, mas o estômago, o fígado e o cérebro são afetados. A pele torna-se pálida, é retardada a digestão; o coração fica deprimido; o cérebro nublado; confusos os pensamentos; baixam sombras sobre o espírito; todo o organismo se torna deprimido e inativo, e especialmente suscetível à doença.”

domingo, 30 de dezembro de 2018

Depressão


Resultado de imagem para depressãoAo logo dos anos muito se tem debatido sobre a depressão. A definição mais simplista de depressão é a de transtorno do humor. Para os investigadores Telles e Barbosa alguns dos sintomas básicos do estado depressivo está diretamente relacionado com a visão negativa de si mesmo; visão negativa das suas interações com o meio ambiente onde a principal atitude por parte do doente é achar-se totalmente desenquadrado; e por fim visão negativa do futuro onde tudo lhe parece muito obscuro.
Quanto falamos dos sintomas da depressão, o que vêm à nossa mente são pessoas tristes, que recusam a fazer a sua rotina normal de atividades da vida diária, que recusam a se envolverem socialmente, com uma híper sensibilidade emocional, que choram com mais facilidade, entre outros. Entretanto esses são apenas os sintomas visíveis. Existe também os sintomas mais camuflados. Alguns psicólogos entendem que o cansaço constante, a facilidade em irritar-se, a indiferença aos afetos, o desinteresse nas atividades outrora prazerosas, o apego a maus hábitos alimentares como elemento de fuga, sentimento excessivo da pressão social, oscilação contínua do humor podem ser sintomas de um estado depressivo.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Ajuda na Depressão



Participe do projeto da Vita Salus. Contactos e informações através do link: 

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O Sistema Muscular e o Exercício Físico


Resultado de imagem para muscle and exerciseA estrutura muscular do corpo humano é tão grande que o mundo científico ainda não chegou a um acordo sobre a quantidade exata de músculos que temos. Calcula-se que existam entre 640 a 850 peças desse grande puzzle, dependendo da escola de investigação. Entretanto, são unânimes em classificá-los entre três grandes grupos: os músculos esqueléticos, os músculos lisos e os músculos cardíacos.
Quando chegamos a uma fase mais avançada no processo do envelhecimento a tendência natural é a diminuição acentuada da massa muscular de todo o sistema. Quando essa redução drástica da massa muscular entra num processo irreversível, chama-se síndrome sarcopénica. As investigações lideradas por Aniasson, Grimby, Lexell, Fiatarone e Evens, chegaram à conclusão que 100% dos idosos são afetados por esse mal silencioso. Daí surgem a perda do controlo dos esfíncteres e a dificuldade no movimento, o que gera redução dramática da autonomia e consequentemente maior dependência do idoso.
A boa notícia é que a síndrome sarcopénica pode ser atrasada ou mascarada se mantivermos uma vida em que o exercício físico seja parte da rotina. Isso foi observado no trabalho desenvolvido por Thiebauld e Sprumont. Quanto mais movimentarmos o nosso corpo com exercício físico, maior será a resposta muscular. E quanto mais cedo fizermos disso uma prática, melhores resultados iremos obter e o processo da síndrome sarcopénica será cada vez mais atrasado.
Por outras palavras, está nas nossas mãos a possibilidade de atrasar o nosso relógio interno que determina o nosso envelhecimento. Isso é possível graças a prática constante de exercício físico.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Exercitar para estimular o Sistema Nervoso


Resultado de imagem para sistema nervoso e o exercicio fisicoO sistema nervoso é constituído pelo cérebro, cerebelo, medula espinhal e um enorme conjunto de ramificações que constituem uma complexa cadeia de teia nervosa, todos conectados na medula espinhal que por sua vez está conectada ao cérebro. Esses nervos percorrem todo o nosso corpo, até as suas extremidades mais periféricas, enviando e recebendo informações para o bom desempenho do nosso corpo.
Algum tempo atrás o conceito popular era que as pessoas que faziam muito exercício físico ficavam com atrofia cerebral. Estudos muito sérios como os de Bullit, Katz e Bonito publicados na revista científica RSNA de 2008 apontam para o exercício físico como agente fundamental na irrigação sanguínea do cérebro, mesmo nos vasos mais finos, desencadeando assim um maior desenvolvimento cerebral, comparado com idosos sedentários.
O exercício não beneficia somente a parte física funcional, mas também atua na expansão das capacidades cognitivas, na memória e no humor. Tudo isso graças à estimulação na produção de hormonas provocada pelo exercício. É por esse motivo que estudiosos nas áreas do mal de Alzheimer e outras doenças do campo da neurociência têm dedicado atenção especial nesse assunto.
Cada vez mais tem se observado que os benefícios abrangem uma esfera muito maior do que se espera quando se trata dos benefícios do exercício físico no cérebro humano.