Assim,
entende-se que para desenvolver empatia é obrigatoriamente necessário aprender
a lidar com as pessoas, saber ver naqueles que estão à nossa frente um ser
humano tal como eu sou. É preciso ter interesse pela pessoa. Estanqueiro (1999,
p:66) postula que “mostrar interesse significa, antes de mais, olhar de frente
para a pessoa, enquanto a escuta. Olhar de frente, «olhos nos olhos» (…) captar
a linguagem corporal e estabelecer uma relação mais profunda”. Se estamos em
sintonia com a pessoa numa fusão de empatia, a nossa postura física poderá até,
naturalmente, tornar-se tal qual a postura física com quem estamos em diálogo
ou a observar. Não contemplamos o outro como se se tratasse da nossa própria
imagem reflectida num espelho, mas mais do que isso, entramos no seu mundo para
entender e aceitar as suas reacções e identificarmo-nos com ele. A arte de
compreender passa pelo processo de, como tão bem frisou Estanqueiro (1999,
p:46) “perceber o universo alheio, como se visse com os olhos dos outros, como
se pensasse com a cabeça dos outros e sentisse com o coração dos outros”. É somente
a partir dessa tomada de atitude que estaremos a desenvolver a empatia em sua
plenitude e somente assim estaremos aptos a ver os outros seres humanos tal
como eu.
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Empatia
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
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