quarta-feira, 16 de março de 2016

Teorias do Envelhecimento - Teoria dos Radicais Livres

“A base desta teoria é a acumulação de produtos denominados radicais livres como resultado do uso do oxigénio nas células. (...) Embora muitos radicais livres tenham somente microssegundos de existência independente antes de se recombinarem com outros átomos, as formas transitórias podem iniciar muitos tipos de reações bioquímicas.”

Sally Roach

In “Introdução à Enfermagem Gerontológica”

Teorias do Envelhecimento - Teoria Genética


“A premissa desta teoria é que um mecanismo interno ou “relógio genético” determina a senilidade. As células são programadas para dividir um certo número de tempo. Quanto mais longo o ciclo de vida maior é o número de divisões celulares.”

Sally Roach

In “Introdução à Enfermagem Gerontológica”

domingo, 6 de março de 2016

70 anos : - Cheguei.....

Por Silvia Beraldo Masutti  ( nas comemorações dos seus 70 anos)

Parece brincadeira...não estou querendo acreditar, não, mas é isso aí! Os fios do cabelo branco cada dia mais finos.. e mais brancos... e mais ralos. Sabe quando fica aquele  rosadinho  no alto da cabeça, entre os fios de cabelo? Pois é.....  Nem as rugas, aliás muito mais fundas do lado esquerdo do rosto por conta do sol em todo o tempo que dirigi sem  protetor solar, incomoda tanto quando me vejo no espelho. O  “bração!” se instalou de tal maneira que não há exercício que resolva....   Verruguinhas  incontáveis  se esgueiram sei lá de onde pelo meu pescoço e colo.....  Nomes  me somem com frequência: sabe aquela história de velhinho  que vive dizendo assim: - “sabe aquela???? Aquela!!!!!???” -, então.. é verdadeira. Nomes de bairros, de ruas, de artistas em geral, de escritores, de livros, de flores e até de legumes  desaparecem às vezes, num ato de pura rebeldia contra minha sanidade.  O frio do inverno , que sinto com maior intensidade a cada ano, me deixa de mal humor ; o calor do verão, por cuja chegada eu anseio todo o tempo, me deixa cansada, fazendo  com que as pernas pesem toneladas e os pés pareçam imensos.
Comprar roupas também vai se tornando um problema.... Tenho sentido dificuldade em gostar de qualquer coisa mais discreta, mais compatível com a idade.... Sei que preciso dar um up grade  no visual....  Vou pensar nisso...

Mas por dentro..... dentro de mim mudei muito pouco. Talvez eu tenha ficado um pouco mais tolerante, mais paciente, mais compreensiva... sei lá!  Junto com isso, um certo senso de justiça se exacerbou e uma certa  desconfiança inicial em relação à imprensa, governantes e políticos em geral e formadores de opinião em particular anda se tornando  em  uma volumosa birra, pura e simples . 

Procuro, porém, preservar em mim o amor  à vida e às pessoas, especialmente à minha família. Um por do sol e mesmo uma brisa fresca tocando meu corpo me faz feliz. Um carinho e um sorriso dos netos  são bens preciosos  .Agradeço imensamente a Deus pela vida do meu marido, companheiro que está ao meu lado sempre, mesmo em meus “pitis” . Também rendo graças a Deus pelas vidas dos meus quatro filhos e pelas suas famílias.  Ainda tenho sonhos e  aguardo a realização deles. Exceções ficam por conta de viagens  um pouco mais longas:  decidi que não vou mais me sujeitar à turbulências que me deixam desconfortável.

Procuro aprender coisas novas, embora  me sinta meio preguiçosa, às vezes.  Tento até fazer um pouco de crochê e tricô, mas quem me conhece bem sabe que eu jamais tive habilidade manual... nunca fui capaz de fazer direito nada disso.  Leio bastante, mas só o que me agrada: chega de autores existencialistas, chega de dramas, chega de política. O que eu gosto mesmo é de um bom autor policial. Aprendi há muitos anos que passar longe das novelas só me faz bem, então eu curto mesmo as séries e filmes feitos para TV.  Aprendi  que caminhar e alongar faz bem, então eu me dedico a essa atividade  com uma certa regularidade. Aprendi a comer com equilíbrio e parcimônia, e estou me  sentindo bem com isso. Ouço música  e, confesso, adoro ouvir música gospel de bom gosto.  Amo a Palavra de Deus, porque é na Bíblia que encontrei respostas a todas minhas questões existenciais....Creio no amor de Deus, e acima de tudo, creio que Jesus Cristo é a única porta para a salvação, a única porta para a esperança  de uma vida de paz, a se estender além da morte.

A vida vai se afunilando e , se de um lado os dias transcorrem como água de lagoa em dia de calmaria, por  outro esses mesmos dias se revelam  únicos, cheios de ricas surpresas... Não sabemos como será o dia de amanhã, mas espero viver muito ainda e celebrar a vida por muito tempo ainda. 

Exercícios para evitar e combater a osteoporosis


domingo, 14 de fevereiro de 2016

Empatia

Resultado de imagem para empathyAo aludir sobre a empatia, Chalifour (1993, pag 154) menciona que a empatia é (…) “a capacidade de imersão no mundo subjectivo do outro e de participar na sua experiência na medida em que a comunicação verbal, ou a não verbal, o permitam (…) é a capacidade de verdadeiramente se colocar no lugar do outro, de ver o mundo como ele o vê”. Assim pode-se entender que a empatia é a chave que está em nós e que nos habilita, através da nossa aceitação plena e absoluta do outro, a entrar no seu mundo, com o único objectivo de entender os seus sentimentos, a sua forma de ser, observar as suas tendências frente a determinadas situações. Sentir as necessidades e anseios dos outros, posicionar-se no seu lugar e analisar como reajo em situações idênticas sem entretanto, como já foi mencionado, fazer qualquer juízo de valores.

Assim, entende-se que para desenvolver empatia é obrigatoriamente necessário aprender a lidar com as pessoas, saber ver naqueles que estão à nossa frente um ser humano tal como eu sou. É preciso ter interesse pela pessoa. Estanqueiro (1999, p:66) postula que “mostrar interesse significa, antes de mais, olhar de frente para a pessoa, enquanto a escuta. Olhar de frente, «olhos nos olhos» (…) captar a linguagem corporal e estabelecer uma relação mais profunda”. Se estamos em sintonia com a pessoa numa fusão de empatia, a nossa postura física poderá até, naturalmente, tornar-se tal qual a postura física com quem estamos em diálogo ou a observar. Não contemplamos o outro como se se tratasse da nossa própria imagem reflectida num espelho, mas mais do que isso, entramos no seu mundo para entender e aceitar as suas reacções e identificarmo-nos com ele. A arte de compreender passa pelo processo de, como tão bem frisou Estanqueiro (1999, p:46) “perceber o universo alheio, como se visse com os olhos dos outros, como se pensasse com a cabeça dos outros e sentisse com o coração dos outros”. É somente a partir dessa tomada de atitude que estaremos a desenvolver a empatia em sua plenitude e somente assim estaremos aptos a ver os outros seres humanos tal como eu. 

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O exercício físico e o bem-estar emocional

Resultado de imagem para exerciciosEntre outros aspectos, o bem-estar emocional está relacionado com a nossa capacidade da auto aceitação e da aceitação dos outros. Partindo desse princípio vamos analisar como o exercício físico pode ser um agente importante para o nosso equilíbrio emocional.
Para além dos benefícios físicos que o exercício pode proporcionar, é de salientar a importância do exercício físico no universo psicológico da pessoa. 
De acordo com a enfermeira Glaucia Duarte, do Hospital Albert Einstein, um dos mais conceituados hospitais privados de São Paulo, a prática do exercício físico é eficaz na liberação de substâncias hormonais que atuam na redução tanto do stress, como da ansiedade e da depressão. Por outro lado o exercício ajuda a aumentar a autoestima e a promover a integração social.
Num estudo qualitativo que desenvolvi em janeiro de 2010 entre diversas pessoas entre os 65 e 82 anos da grande região de lisboa, pode observar-se que, daquele grupo, as pessoas que mantinham uma prática constante de exercício físico descreviam a sua vida de uma forma muito mais positiva e projetavam-se para o futuro numa perspetiva muito mais animadora que aqueles que viviam uma vida sedentária.
Há centenas de estudos provados nos laboratórios por diversos investigadores como Ezuerra, Idoate, Barrero, entre outros, que certificam que quando mantemos uma prática constante de exercício físico, começa a acontecer algo de espetacular no nosso corpo através da libertação de algumas substâncias chamadas endorfinas, que atuam como analgésicos naturais e reduzem a ansiedade, assim como  relaxam a mente e melhoram os sintomas da depressão. Dessa forma, a prática do exercício físico desenvolve na pessoa uma acentuada alteração no estado de espírito, provocando bem-estar e melhor capacidade de socialização. Só isso já não é uma grande motivação para abandonar o sedentarismo? 

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Treino da memória na terceira idade e ao longo da vida

Ao longo da vida, “ginasticar” a memória, é uma estratégia considerada muito positiva. 

Na terceira idade ajudam:

    • A execução musical;
    • Jogos como o xadrez e o bridge;
    • Vida profissional ativa;
    • Organizar novas informações (aquilo que a pessoa já sabe ajuda a entender melhor novos conceitos e aprimora a sua capacidade de se lembrar de outros factos);
    • Brincar com as palavras através de rimas, músicas ou piadas pode ajudar a lembrar, dando dicas ou pistas;
    • Formar imagens mentais (utilizando com determinada sequência, utilizando a imaginação que explora as relações visuais e espaciais, pois é uma das armas principais para facilitar a memória);
    • Manter o hábito da leitura;
    • Meditar ou praticar exercício físico diariamente ajuda a aliviar situações de stress e ansiedade, que em níveis elevados prejudicam a nossa memória a curto prazo;
    • Fazer uma alimentação adequada (existem determinados alimentos que podem prejudicar a concentração e aumentar a dificuldade em memorizar);
    • Ter um sono adequado, pois dormir bem ajuda na consolidação de informação na memória.
Fonte: Site do Hospital Lusíadas. Data da visita ao site 13/01/2016 11h30

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Demência de Alzheimer e Exercício Físico

Por Flávia Gomes de Melo Coelho; Ruth Ferreira Santos-Galduroz; Sebastião Gobbi; Florindo Stella. 

 Doenca Medicina Alzheimer Associacao Apoio Familia Pessoas Sociedade A demência do tipo Alzheimer (DA) é um processo de declínio de funções cognitivas que se estende para desorganização do comportamento e sintomas psicóticos. Entretanto, o quadro é insidioso e, frequentemente, antecipado por comprometimento cognitivo leve, uma condição considerada, por vários autores, como pré-demência1-2.
Inicialmente, o paciente apresenta maior comprometimento da memória recente e, com a evolução do quadro clínico, ocorrem distúrbios de memória semântica, dificuldade de nomeação e de elaboração da linguagem, déficits de atenção, prejuízos nas habilidades vísuoespaciais e nas funções executivas3-4. Estes déficits cognitivos prejudicam o paciente em suas atividades de vida diária, incluindo-se a convivência familiar, bem como o desempenho social e ocupacional5-6.
A neuropatologia da DA caracteriza-se por dois mecanismos críticos que determinam a morte neuronal: 1) formação de placas amilóides externas aos neurônios a partir da clivagem da proteína precursora de amilóide pela gama-secretase e beta-secretase; 2) hiperfosforilação da proteína tau, que leva à formação de emaranhados neurofibrilares dentro dos neurônios. Estes mecanismos determinam o processo de atrofia cerebral, inicialmente em áreas mesiais do lobo temporal, como hipocampo e córtex entorrinal - áreas associadas ao processamento de memória recente - e atrofia do núcleo de Meynert, bem como dos núcleos septais, no prosencéfalo basal. Estes núcleos são responsáveis pela produção de acetilcolina, um neurotransmissor mediador da atividade cognitiva. Progressivamente, o processo neurodegenerativo acomete todo o córtex cerebral, determinando o declínio das demais funções cognitivas, além de distúrbios de comportamento7-9.
Ainda não existe um tratamento definitivo que possa curar ou reverter a deterioração do funcionamento cognitivo causada pela DA. Do ponto de vista farmacológico, o tratamento atual consiste na prescrição de anticolinesterásicos (rivastigmina, donepezil e galantamina) e de memantina (antiglutamatérgico), tanto para declínio cognitivo, quanto para distúrbios de comportamento10. Entretanto, intervenções não-farmacológicas têm apontado resultados favoráveis no manejo de pacientes com DA. Programas de estimulação cognitiva, psicoterapia de orientação para a realidade, terapia ocupacional, atividades em grupo, treinamento de cuidadores e outros procedimentos têm proporcionado impacto benéfico na atenuação do declínio cognitivo e na melhora dos distúrbios de comportamento em pacientes com DA11-13. Outra alternativa nãofarmacológica inclui a prática regular de atividade física, a qual tem propiciado benefícios aos pacientes com demência14-16.
Algumas pesquisas têm demonstrado a ação benéfica do exercício físico sobre a cognição17. Colcombe e Kraemer, em uma metanálise, concluíram que o treinamento aeróbio, em pessoas idosas, proporcionou melhora no funcionamento cognitivo, especialmente nas funções executivas18. Heyn et al. também, por meio de metanálise, destacaram vários estudos nos quais ocorreram melhora significativa nas funções cognitivas globais com a prática de exercícios físicos em indivíduos com declínio cognitivo leve ou com demência14.
Apesar da crescente evidência dos benefícios do exercício físico para a cognição, poucos estudos foram realizados com utilização da atividade física sistematizada em pacientes com DA. Também existe uma lacuna no detalhamento dos programas de exercícios físicos aplicados e as recomendações (intensidade, tipo de exercício, freqüência, duração) para a prática de atividade física sistematizada nesta população.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Envelhecimento Celular

«O envelhecimento celular diz respeito a todos os tipos de celulares somáticos não transformados; apenas as linhas germinais possuem uma duração de vida ilimitada. O fenómeno de senescência replicativa aplica-se no adulto, nos tipos celulares somáticos não transformados que gozam de uma capacidade de proliferação. São os fibroblastos presentes nos tecidos intersticiais, as células satélites dos músculos, as células endoteliais dos vasos sanguíneos, os enterócitos do intestino, as células musculares lisas vasculares, os queratinócitos da epiderme, as células adrenocorticais, os linfócitos, os condrócitos das articulações.»
Por Florence Chainiux e Oliver Toussaint

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Envelhecer com dignidade

Aken (2009, pag. 47) classifica o aumento da esperança de vida nos últimos 150 anos como uma “linha recta dirigida para cima”. Em todos os países do mundo nota-se um aumento considerável da população idosa e por isso surgem novos desafios. 
Anaut (2005, pag 123) informa que “a população idosa tornou-se nomeadamente um dos grupos de investigação mais instrutivos […]”.Assim o idoso dos nossos dias passou a ser visto como parte integrante de um grupo com um grande potencial a ser explorado quer pela ciência, quer pelos senhores dos negócios nos seus mais diversos ramos. Este grupo entretanto tem as suas características, necessidades e fragilidades próprias.
Tornou-se obrigatório criar e desenvolver meios para proporcionar aos idosos 
melhor qualidade de vida e promover um modelo de envelhecimento onde sejam garantidas condições de integração social e que potencie um envelhecimento saudável em todos os seus aspetos.
Em seu livro A Arte de Envelhecer, Claude Olievenstein escreve que “há velhos e velhos, de vários níveis e de várias idades”. Este facto deve ser seriamente tomado em consideração por todos os que lidam com idosos, quer familiares, cuidadores ou outros profissionais. Assim como as crianças são indivíduos únicos e necessitam de uma aprendizagem diferenciada para um melhor desenvolvimento cognitivo, muito mais deve esta realidade ser vivenciada nos idosos uma vez que têm um longo percurso no que tange à bagagem de cultura e de desenvolvimento do carácter pela experiência que a vida lhes proporcionou. Desta forma entende-se que o idoso, como um indivíduo, é digno de um tratamento personalizado pois trata-se de um ser. 

terça-feira, 23 de junho de 2015

O Exercício Físico como Elo de Integração Social

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Tem sido cada vez mais evidente que o exercício físico tem a sua parcela essencial na promoção da saúde física e mental. A saúde total, mais conhecida como homeostase, é um conceito mais abrangente, que integra, também, a saúde emocional que, por sua vez, interliga-se com relacionamentos sociais de qualidade pois somos seres sociais. O homem, como ser social, tem a necessidade inerente de viver em sociedade e desenvolver relações com as pessoas à sua volta

Já alguém disse que o “o homem não é uma ilha”. Assim o homem só se realiza como pessoa quando vive e desenvolve relações com os seus semelhantes. Essa relação tem vários níveis e assume múltiplas formas que podem ser caracterizadas como: amizade, intimidade e sociabilidade. São as tais relações interpessoais e causais que tanto ouvimos falar nos dias de hoje. Como seres humanos sociais dependemos diariamente dessas intervenções sociais para prosseguir no nosso desenvolvimento como pessoas.
Contudo, o leitor já deve estar a questionar: “então qual é o elo de ligação entre exercício físico e a interação social?” Embora sejamos seres sociais e o sejamos até ao fim dos nossos dias, outro facto que também é uma grande verdade é que depois de uma certa idade torna-se cada vez mais difícil desenvolver novas amizades, o que não deixa de ser algo extremamente antagônico, pois se somos seres sociais, com o avançar da idade deveríamos ter mais facilidade em criar amizades mais sólidas. Mas não é o que se verifica. Esse fenómeno está relacionado com uma série de fatores que não iremos abordar agora mas tratam-se sobretudo das desilusões, do apego profundo ao passado e sobretudo das limitações sociais em que nos fechamos na idade mais avançada.
É nestes momentos que a gerontologia deve intervir para quebrar o ciclo, reprogramar os hábitos e criar novas possibilidades de integração social. Isso tudo é possível graças aos exercícios físicos! Como já mencionámos nos artigos anteriores a prática de exercícios estimula o nosso organismo a produzir hormonas que nos levam a quebrar todas as barreiras da “insociabilidade”, pois faz-nos mais alegres, comunicativos. Estamos a falar da produção natural e ordenada de serotonina e endorfina no nosso corpo, que nos traz sensação de felicidade e estimula a interagir com outras pessoas de uma forma muito mais positiva.


sexta-feira, 29 de maio de 2015

O segredo para dormir bem

Resultado de imagem para sleepingQuantas horas necessita um idoso de dormir? Há muitos que defendem o conceito que um idoso não necessita de mais de 5 a 6 horas de sono. Entretanto, a Gerontologia aposta num conceito em que cada pessoa tem as suas necessidades únicas e cada caso deve ser avaliado individualmente. Assim, as horas de sono de um idoso devem ser exatamente as horas necessárias para a restauração das energias e recuperação da fadiga.
Não obstante é extremamente importante referir qual o período em que o sono mais traz benefícios para o corpo. Muitos estudos, como os de Handysides e Kuntaraf têm assegurado o conceito de Ellen White ao salientar que “o sono é muito mais valioso antes do que depois da meia-noite. Duas horas de bom sono antes das doze valem mais do que quatro horas depois das doze”. Isso dá-se pelo facto da melatonina, uma hormona produzido pela glândula pineal, aumentar a sua secreção com a escuridão. Essa hormona desenvolve um papel importante no nosso bem-estar.
O que se observa que provoca o desregulamento do sono no idoso é, entre outras coisas, o sedentarismo que gera os diversos dormitar ao longo do dia que impedem uma pré-disposição para um sono restaurador à noite. Aqui entra a importância do exercício físico.Quer ter boas noites de sono? Comece a exercitar-se logo de manhã ou ao fim da tarde. Faça isso durante algum tempo e brevemente irá ter horas de sono de grande qualidade! 

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Cura para o Cancro

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Como é do conhecimento comum, a cura para o cancro, ainda não foi encontrada. Porém, muitos investigadores como Garberoglio, Solomon, Senthil, Reeves, Rivera, Kazanjian, Srikuerja Lewis, Walter, todos associados do Cancer Center de Loma Linda University  apoiam que a boa prática de exercício físico constante é a base da medicina preventiva. Segundo a agência Eurocancer, as pessoas fisicamente ativas têm o risco de cancro do cólon reduzido, entre os 20% a 28%, em comparação às pessoas sedentárias. Eurocancer (2005). Em adição, a população portuguesa fazer parte do grupo que apresenta o “maior índice de sedentarismo” da Europa, Camões e Lopes (2008 p: 209). O Ministério da Saúde de Portugal garante que um dos motivos que pode levar o organismo a desenvolver o cancro do cólon é o excesso de peso e o sedentarismo. Ministério da Saúde (2005).

Quanto à relação entre o exercício físico e o cancro, existe uma panóplia de artigos a indicar que  “o exercício físico poderia diminuir ligeiramente o risco e parece até melhorar a qualidade de vida nos pacientes com cancro prostático que fazem quimioterapia ou radioterapias”. A Liga Portuguesa Contra o Cancro nomeia, na sua página da internet, vários fatores de risco que contribuem para o cancro, entre eles o envelhecimento e o sedentarismo.
A nossa pergunta chave é como o exercício físico pode ser um elemento importante na prevenção do cancro? A resposta não é minha. Vem de investigações de diversos sectores da medicina que no artigo deste mês tenho grande prazer em compartilhar.
Os estudos mostram que uma rotina semanal de exercícios físicos fortalece o sistema imunitário de uma pessoa. Como isso ocorre? Uma das funções dos glóbulos brancos do sangue é proteger o organismo contra doenças e infeções. Através do exercício físico os glóbulos brancos são estimulados, tornando-se mais ativos, o que contribui para o melhor desenvolvimento das suas funções de guardiões do corpo. 
Resultado de imagem para exercise and cancerTambém tem sido observado que o exercício constante tem uma determinada contribuição no controlo de muitas hormonas como o estrogénio e a insulina. O descontrolo dessas hormonas também está de uma certa forma vinculado com alguns tipo de cancro, mas isso ainda faz parte da investigação.

Entretanto o que se tem observado sobre o exercício físico é que esses benefícios não surgem de uma prática eventual. Todas as investigações salientam que o exercício tem o seu efeito positivo quando praticado de uma forma rotineira. Daí a necessidade de criar hábitos saudáveis!

terça-feira, 26 de maio de 2015

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Impacto da prática regular de exercício físico no equilíbrio

Por Fernando Ribeiro

O envelhecimento é acompanhado pelo marcado declínio das capacidades funcionais. Sendo um processo complexo, o envelhecimento resulta da interacção de diversos factores (p.e. factores genéticos, estilo de vida, doenças crónicas) determinando o declínio da capacidade funcional. No entanto, a manutenção de um estilo de vida activo através da realização regular de exercício físico (p.e. exercício aeróbio e/ou exercício de força) contribui para um envelhecimento mais saudável, que se caracteriza entre outros aspectos por níveis de aptidão que se relacionam com menor risco de morbilidade e mortalidade(1). O declínio da capacidade funcional resulta, em parte, de alterações neuromusculares tais como a desnerva- ção muscular, a atrofia e perda selectiva de fibras musculares (especialmente das fibras tipo II) com redução da massa muscular total e a diminuição da força e da potência muscular. 

Estas alterações repercutem-se negativamente no equilíbrio e na mobilidade funcional dos sujeitos idosos pela redução da eficácia dos mecanismos de ajustamento postural e do controlo motor(2), contribuindo para o aumento do risco de quedas e fracturas na população idosa(3). Risco esse que é particularmente elevado em idosos institucionalizados, uma vez que, entre outros factores, os níveis de aptidão funcional são inferiores aos de idosos não institucionalizados o que poderá explicar parcialmente a maior prevalência de quedas com fractura do colo do fémur que se tem observado neste segmento populacional(4, 5). O padrão de declínio da força muscular não é uniforme em todas as regiões corporais e grupos musculares. 
A força dos membros inferiores diminui mais rapidamente com a idade do que a dos membros superiores. À diminuição da força dos membros inferiores associa-se menor capacidade de realização de certas acções e actividades da vida diária, tais como: levantar de uma cadeira, apanhar um objecto do chão, caminhar e subir escadas(1). Contudo, vários autores sugerem que independentemente do sexo, a participação de idosos em programas de exercício físico promove aumento da massa muscular, da força muscular(1, 2, 6) e do equilíbrio(1), reduzindo o risco de quedas(1, 7, 8) e consequentemente de fracturas(1).

REFERÊNCIAS 
Mazzeo R, Cavanagh P, Evans W, Fiatarone M, Hagberg J, McAuley E , Startzell J (1998). American College of Sports Medicine Position Stand. Exercise and physical activity for older adults. Med Sci Sports Exerc 30(6): 992-1008 2. Timiras PS (2003). Physiological Basis of Aging and Geriatrics. 3rd Edition. Boca Raton: CRC Press LLC. 3. Douris P, Southard V, Varga C, Schauss W, Gennaro C , Reiss A (2003). The Effect of Land and Aquatic Exercise on Balance Scores in Older Adults. J Geriatr Phys Ther 26(1): 3-6 4. Norton R, Campbell AJ, Reid IR, Butler M, Currie R, Robinson E , Gray H (1999). Residential status and risk of hip fracture. Age Ageing 28(2): 135-9 5. Ramnemark A, Nilsson M, Borssen B , Gustafson Y (2000). Stroke, a major and increasing risk factor for femoral neck fracture. Stroke 31(7): 1572-7 6. Krebs DE, Jette AM , Assmann SF (1998). Moderate exercise improves gait stability in disabled elders. Arch Phys Med Rehabil 79(12): 1489-95 7. Chandler JM, Duncan PW, Kochersberger G , Studenski S (1998). Is lower extremity strength gain associated with improvement in physical performance and disability in frail, community-dwelling elders? Arch Phys Med Rehabil 79(1): 24-30 8. Mecagni C, Smith JP, Roberts KE , O’Sullivan SB (2000). Balance and ankle range of motion in community-dwelling women aged 64 to 87 years: a correlational study. Phys Ther 80(10): 1004-11

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Exercitar para manter a saúde

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Quantas vezes observamos experiências de pessoas que não podem fazer isto ou aquilo pelo facto de serem obesas. Baixa resistência física, dificuldade de mobilidade, dores nas articulações causadas pelo excesso de peso, entre outros, são alguns exemplos do detrimento da qualidade de vida face à obesidade.O exercício físico contínuo recomenda-se para a profilaxia da obesidade que também é uma realidade preocupante no grupo de idosos sedentários. Com o avançar dos anos, o idoso perde massa muscular e aumenta a massa gorda. Isto decorre, entre outros, pelo facto da pessoa ter uma alimentação com mais calorias do que o necessário. Aqui entra o ponto-chave do exercício físico, exercitar para manter a forma. E manter a forma não é somente ter aquele corpo escultural dos anos da juventude. É manter a forma física que permita ao idoso exercer as suas atividades de rotina diária em todos os aspetos da sua vida. 
Isso é possível através de rotinas regulares de prática de atividade física, que irão ser um grande contributo para reduzir o excesso de peso, o que garantirá ao idoso o prolongamento da sua autonomia.

Em acréscimo, cada vez mais tem-se constatado uma forte ligação entre a obesidade e os mais variados tipos de doenças que poderiam ser evitadas mas que infelizmente tem ceifado a vida de muitos.
Para além disso, a obesidade também causa distúrbios psicológicos. A autoestima diminui e a autoimagem desvaloriza-se. 

O que está a fazer pelo seu corpo? As suas ações cooperam para uma vida saudável ou para um futuro incerto de doenças?  

terça-feira, 19 de maio de 2015

O café, como consumo diário, é um beneficio para a saúde?

De acordo com os estudos desenvolvidos pela equipa do Dr. Junxiu Liu da Universidade da Carolina do Sul e publicados na revista científica Mayo Clinic Proceedings publicado em 2013, entre 1971 e 2002 mais de 43 mil pessoas com idades dos 20 aos 87 anos fizeram parte da investigação que apresentou resultados alarmantes em relação ao feito da cafeína sobre a nossa saúde. As pessoas que bebem uma média de 4 chávenas de café por dia têm uma incidência de morte prematura de 50% a mais sobre as pessoas que não bebem café. No caso dos homens a incidência é de 56%. O mais notável de tudo isso é que a causa das mortes apresentada no estudo estava relacionada com doenças cardiovasculares, o que é de se esperar pois tanto o tabaco como o café são altamente estimulantes e provocam estímulos e reações prejudiciais ao coração. O pior de tudo é que os grandes lobbies do café tem conquistado governos, médicos e organizações de saúde, o que dificulta a informação completa sobre as consequências nocivas do café para a nossa saúde. 

Faça o seu pedido da cópia original da investigação de Junxiu Liu através da página inicial deste blog utilizando o formulário de contato.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

A cura pelo exercício físico

Resultado de imagem para exerciseO exercício e o trabalho físicos combinados exercem uma agradável influência sobre a mente, fortalecem os músculos, aumentam a circulação e dão ao doente a satisfação de conhecer seu próprio poder de resistência; ao passo que, se o exercício saudável e o trabalho físico lhe são restringidos, sua atenção é atraída para ele próprio. Acha-se ele em constante perigo de imaginar-se pior do que realmente está e de formar dentro de si uma imaginação doentia que o leve a temer constantemente esteja sobrecarregando sua capacidade de resistência. De modo geral, se tomar parte em alguma actividade bem orientada, usando sua energia sem dela abusar, notará que o exercício físico se provará um agente mais poderoso e eficaz em sua recuperação. 


Conselho sobre saúde Pag. 201 - Paragrafo 2

Inatividade, Causa de Doenças

A inatividade é prolífera causa de doenças. O exercício aviva e equilibra a circulação do sangue, mas na ociosidade o sangue não circula livremente, e não ocorrem as mudanças que nele se operam, e são tão necessárias à vida e à saúde. Também a pele se torna inativa. As impurezas não são eliminadas, como seriam se a circulação houvesse sido estimulada por vigoroso exercício, a pele conservada em condições saudáveis, e os pulmões alimentados com abundância de ar puro, renovado. Esse estado do organismo lança um duplo fardo sobre o sistema excretor, dando em resultado a doença.

A Ciência do Bom Viver, pág. 238.