Mais informação na Agenda Gerontológica deste Blog
quarta-feira, 10 de julho de 2013
terça-feira, 9 de julho de 2013
O segredo da eficácia para o Cuidador Formal e Informal
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Vegetarianos vivem mais tempo
Fonte: Diário de Notícias 07/Junho/2013
De acordo com a
investigação da Associação Médica Americana, os vegetarianos tiveram menos 12%
de mortos ao longo dos quase seis anos abrangidos pelo estudo. Os vegetarianos
sofrem ainda de menos problemas de coração do que os consumidores habituais de
carne, cerca de 19% menos.
Problemas de rins e a
diabetes também efectuam em menor grau os praticantes de uma dieta vegetariana.
A diferença de dieta
reflectiu-se de forma mais evidente nos elementos do sexo masculino do que no
feminino, e não está associada ao valor das calorias ingeridas.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Intervenção Pro-activa no Envelhecimento
Por Schneider RH, Marcolin D, Dalacorte RR
A partir da terceira década de vida, o desempenho funcional dos indivíduos declina progressivamente, devido ao processo fisiológico do envelhecimento. Muitas vezes, limitações funcionais apresentam maior repercussão na vida diária de um idoso do que as doenças crónicas. Diagnosticar e tratar as comodidades
Fonte: Scientia Medica, Porto Alegre, v. 18, n. 1, p. 4-9, jan./mar. 2008
peculiares produz benefícios em qualquer faixa etária, principalmente em idosos. Isso inclui detectar, o mais precocemente possível, deficiências visuais e auditivas, disfunção de membros superiores e inferiores com aumento do risco de quedas, sintomas depressivos, incontinência urinária, deficits cognitivos e prejuízos nas actividades instrumentais e básicas da vida diária.
terça-feira, 2 de julho de 2013
Abuso e Negligência contra o Idoso
Por Célia Afonso Alves

O abuso e negligência do idoso é um fenómeno mais recente que outros tipos de abuso, como o dirigido à mulher ou a crianças, sendo reconhecido como problema médico e social há apenas três décadas.
Trata-se de um problema sub-diagnosticado e sub-notificado.
O abuso pode existir sob várias formas: físico, psicológico, emocional, sexual, financeiro ou sob forma de negligência. Estudos publicados estimam a prevalência do abuso de idosos entre 1 e 5 %.
Factores de risco para abuso do idoso incluem dependência, incapacidade mental ou física, perda de
laços familiares, cultura de violência familiar, fracos recursos económicos, escassez de suporte na comunidade, bem como más condições de trabalho e reduzido ordenado nas instituições. Factores que contribuem para o sub-diagnóstico e para a sub-notificação do abuso de idosos incluem negação, quer da vítima, quer do perpetrador, relutância dos médicos em sinalizar as vítimas, falta de confiança nos recursos médicos e sociais e escasso conhecimento dos médicos acerca dos sinais de alarme. Os resultados do abuso de idosos são devastadores, podendo incluir fracturas, depressão, demência, má-nutrição e morte. Os médicos em Cuidados de Saúde Primários encontram-se em posição privilegiada para prevenção e detecção de abuso e negligência, bem como intervenção e tratamento das vítimas.
terça-feira, 25 de junho de 2013
Análise Swot na Gerontologia Social
A Gerontologia pode utilizar uma infinidade de ferramentas para
desenvolver uma aplicação prática e fazer a diferença na vida dos idosos. É por
isso que esta ciência é transversal e multidissiplinar. Hoje irmos ver como
podemos aplicar, de uma forma simples a Análise SWOT em actividades com grupos
de idosos.
A Análise SWOT é uma ferramenta vastamente utilizada para
avaliação de utilização de metodologias e diagnósticos estratégicos.
O nome SWOT deriva da abreviatura das palavras Strenghts, Weaknesses,
Opportunities e Threats.
Assim, quanto
tivermos uma proposta de atividade com grupos de idosos ou indivíduos podermos
fazer uma análise para avaliar de uma forma prática a sua aplicabilidade. A
grande vantagem da Análise SWOT é que essa avaliação pode ser desenvolvida
juntamente com o grupo e transformar os pontos fracos da atividade em pontos
fortes e as ameças em oportunidades, acrescentando desta forma a técnica de empowement para permitir que haja uma
participação ativa nas decisões do grupo.

sexta-feira, 21 de junho de 2013
Encha a sua vida de cores
Para Newton “a cor alimenta as nossas emoções” e para Goethe
“as cores são resultado da interpretação do cérebro”. Ambas as teorias,
aparentemente contraditórias entre si, são verdades quando fundidas uma à
outra. Deste modo é determinado “a ligação entre a cor e a alma através do cérebro”.
E foi assim que muitos pensadores utilizaram a cor na formação de diversas
ramificações da psicologia actual que veio enriquecer o estudo do comportamento
humano.
No âmbito da Gerontologia podemos utilizar esses recursos
para trazer mais alegria à vida dos idosos com os quais desenvolvemos as nossas
actividades, ao promover um ambiente alegre através de uma mistura adequada de cores,
design e ergonomia.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Qualidade de Vida e Saúde
Por: Aristides A. Rocha e Chester G. Cesar
O trabalho conjunto pela melhoria das condições de
saúde, pelo respeito à relação entre os homens e destes com a natureza e pelo
desenvolvimento de valores de solidariedade só se inicia a partir do
entendimento do significado das demandas da população que vive em um
determinado território.”
In “Saúde
Pública – Bases Conceituais
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Demência x Confusão
O DSMIV identifica os quatro elementos característicos
existentes nas demências:
- Amnésia:
perda da memória;
- Agnosia:
incapacidade de reconhecer objectos mesmo quando a percepção sensorial
esteja intacta.
- Apaxia:
diminuição da capacidade de desenvolver actividades motoras apesar de a
função motora permanecer intacta.
- Afasia:
perturbação da linguagem.
Entretanto, a existência dos sintomas acima indicados
não significa que o idoso esteja a sofrer um tipo de demência. Os sintomas
expostos podem ser causados derivados de confusão. Para Hill (2005) "na
confusão haverá, por regra, perturbação da consciência (...) podendo durar
horas e dias". A confusão no idoso pode ser derivada de uso ou abstinência
de medicamento, intoxicação, infecções gerais, depressão, tristeza pela morte
do cônjuge ou familiares, entre outros.
A demência poderá eventualmente ter uma predisposição
genética mas o seu aparecimento pode ser evitado ou retardado devido ao estilo
de vida, alimentação saudável, desenvolvimento de actividades físicas e
cognitivas e sobretudo o saber lidar com as emoções.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
A Simplicidade do Suporte Social para Idosos
As redes sociais foram criadas com o objectivo
de fornecer o suporte social em todos os níveis para toda a sociedade.
Entretanto neste trabalho iremos dar uma atenção especial ao suporte social
para pessoas idosas.
Já alguém disse
que “o homem não é uma ilha”. Assim o
homem só se realiza como pessoa quando vive ou desenvolve relações com os seus
semelhantes. Esta relação tem vários níveis e assume múltiplas formas que podem
ser caracterizadas como; amizade, intimidade e sociabilidade. Daí derivam as
atracções interpessoais e consequentemente as atribuições causais. Na óptica de
Cutrona (apud Serra 2002) as pessoas devem “confiar umas às outras para obter
certas necessidades básicas. Assim é demonstrada a evidência da fragilidade
humana e como tal dependemos uns dos outros.
O suporte social para pessoas
idosas é o conforto físico e emocional e financeiro que nos é transmitido no
convívio familiar, no círculo de amizades, nas redes sociais mais alargadas. O
homem como um ser social tem a necessidade inerente de viver em sociedade e
desenvolver relações com as pessoas à sua volta. Tornando-se desta forma “relações”
ao agir e interagir com as pessoas à sua volta. Archer (2001, pag. 224) classifica
a pessoa como um “membro vivo de um corpo social, de uma família. Sem sentido
de pertença, nem participação, pode começar a despersonalizar-se”.
domingo, 9 de junho de 2013
Qualidade de Vida
No âmbito da Gerontologia Social, a qualidade de vida é um fator decisivo. Entretanto somos sempre confrontados sobre a definção mais precisa daquilo que seja de fato qualidade de vida. Gosto da forma concreta como Vasco Pinto Magalhães expõe a sua definição quando associa o tema à bioética: " ... uma vida verdadeiramente humanizada, responsabilizada por se autopromover e por denunciar e corrigir a degradação do humano por atitudes e situações de imoralidade ou amoralidade redutoras da pessoa humana. (...) o desafio da qualidade de vida é o cerne da questão ética. É mesmo um dos imperativos do ethos humano. Como se viu, nada tem a ver com vida fácil, ou com auxência de sofrimento e de luta. Pelo contrário, é a conquista, para o meior numero possível de possoas, de uma vida digna com sentido.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Educar para a Saúde
Por Amâncio Carvalho; Graça Carvalho in Educação para a Saúde
“É fundamental capacitar as pessoas para aprenderem
durante toda a vida, preparando-se para todos os estádios do seu
desenvolvimento e para lutarem contra as doenças crónicas e incapacidades (OMS,
1986). Estas intervenções devem ter lugar em vários contextos como a escola, o
trabalho e as organizações comunitárias e serem realizadas por organismos
educacionais, profissionais e de solidariedade social. O conceito de
educação parece envolver a ideia de um processo de desenvolvimento, de algum
modo natural e espontâneo e que se deseja global e harmónico, estruturado e
hierarquizado, das capacidades do homem (Dias 1993:4). Ou seja, a educação
envolve o desenvolvimento das capacidades do homem.”
terça-feira, 21 de maio de 2013
Inclusão social para idosos
Bruto da Costa et al In “ Um olhar sobre a pobreza
Mas a vida em sociedade é também moldada pela relação que
estabelecemos com referências identitárias que construímos e que nos
permitem ser reconhecidos e reconhecermo-nos como parte dessa sociedade e pela
construção das memórias individual e colectiva que permitem um processo de
ancoragem social essencial à inclusão.
O acesso aos sistemas geradores de rendimento (pelo menos a
um deles) e ao mercado de bens e serviços representa, pois, outro factor de
inclusão social.
O acesso à informação e ao conhecimento, por exemplo, é
crescentemente reconhecido como um dos factores mais decisivos de
inclusão/exclusão nas sociedades modernas.
“(...) a inclusão exige não apenas condições objectivas de
integração, mas também o reconhecimento subjectivo de se estar incluído. Este
domínio abrange o sistema social que diz respeito às referências identitárias, e à construção
das memórias individuais e colectivas e que constituem um patamar
fundamental de inclusão na sociedade.”
domingo, 12 de maio de 2013
ERGONOMIA, ENVELHECIMENTO E ADAPTAÇÃO
Por Cláudia
MouraIn”Século XXI – Século do Envelhecimento”
No entanto,
tais mudanças ambientais, nomeadamente no domicílio, aduzem alguma resistência,
quer por parte do geronte, quer pela própria família. A conjuntura da ergonomia
face ao ambiente familiar traduz-se na otimização das condições e conforto
visando de forma integrada a sua garantia através de um ambiente seguro (…) Os
vínculos inabaláveis entre o indivíduo e o ambiente edificam a base para uma
abordagem socio-ecológica da saúde. (…) a enunciação de ambientes favoráveis à
saúde, reporta aos aspetos físicos e sociais que nos envolvem, nomeadamente,
aos locais onde os gerontes habitam.”
terça-feira, 7 de maio de 2013
Educação para a Saúde
“Educação para a saúde
é toda a actividade intencional conducente a aprendizagens relacionadas com
saúde e doença [...], produzindo mudanças no conhecimento e compreensão e nas
formas de pensar. Pode influenciar ou clarificar valores, pode proporcionar
mudanças de convicções e atitudes; pode facilitar a aquisição de competências;
pode ainda conduzir a mudanças de comportamento e de estilos de vida (Tones e
Tilford, 1994:11).”
Citado por Amâncio
Carvalho; Graça Carvalho in Educação para a Saúde
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Como envelhecemos?
Recebi um email de um leitor que fez a seguinte afirmação: "todos nascemos, crescemos e morremos, como seres humanos somos todos iguais, mas por algum motivo umas pessoas parecem ser mais jovens que outras e mesmo entre os idosos há uns mais cheios de vida que outros."
Certamente a afirmação do leitor vem de encontro com o conceito de envelhecimento adotado pela Gerontologia Social em que cada pessoa envelhece de uma forma única, a seu próprio tempo, como salientou Neves (2000, p 77)“…Ninguém envelhece da mesma maneira e as alterações causadas
pelo envelhecimento desenvolvem-se a um ritmo diferente para cada pessoa e
dependem de factores externos como o estilo de vida, actividades e ambiente, e
de factores internos como a bagagem genética e o estado de saúde…”
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Instabilidade e Quedas entre Idosos
O medo de cair
pode afetar negativamente o estado funcional dos indivíduos idosos. As quedas repetidas
e as lesões consequentes podem ser fatores importantes na decisão de internar
os indivíduos idosos em uma instituição de longa permanência.
Fraturas de
quadril, de fêmur, do úmero, de punho e de costelas e lesões dolorosas dos
tecidos frouxos são as complicações físicas mais comuns. Algumas dessas lesões
acarretam internações hospitalares, com os seus riscos associados de
imobilização e complicações iatrogênicas.
As fraturas de quadril e de membro inferior
frequentemente causam limitações físicas
prolongadas, devido à restrição da mobilidade. O hematoma subdural é uma lesão
menos comum, mas igualmente importante. Sinais e sintomas neurológicos que se
desenvolvem dias ou semanas após uma queda devem levar à consideração desse
problema potencialmente curável.”
Fonte: Instabilidade e Quedas
domingo, 28 de abril de 2013
quinta-feira, 25 de abril de 2013
É bom Envelhecer
No dia da Liberdade, uma mensagem especial para todos aqueles que ainda não se libertaram do medo de envelhecer
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Demência
Por Nancy Andreasen
“As
demências são doenças do envelhecimento. O desenvolvimento de uma
demência numa pessoa idosa traz o desespero aos seus entes queridos,
especialmente marido, mulher ou filhos, que terão de cuidar de uma pessoa que
irá progressivamente desaparecendo. As demências são relativamente incomuns nas
pessoas com menos de 65 anos de idade, mas o risco aumenta proporcionalmente ao
aumento da idade. As pessoas com demência «perdem a cabeça» lenta mas
inexoravelmente, enquanto os seus corpos mantêm uma saúde robusta.” As
demências não são uma doença única. Elas dividem-se em diversos grupos. Com
causas e evoluções ligeiramente diferentes. As principais incluem a doença de
Alzheimer e a demência vascular (...). Embora estas diversas espécies de
demência tenham causas diferentes, a sua apresentação clínica é notavelmente
semelhante.
As marcas típicas de todas as demências são:
- Défice da memória e da cognição que é acompanhado por um declínio geral da capacidade para se relacionar ou funcional no trabalho, em casa e em situações sociais.
- Perda da memória associada às demências é muito mais grave do que os esquecimentos normais e interfere com a capacidade para funcionar normalmente.
Como o número das pessoas com mais de 65 anos está a ultrapassar
o crescimento da população geral, as demências tornar-se-ão um
problema cada vez maior no futuro”.
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