terça-feira, 9 de julho de 2013

O segredo da eficácia para o Cuidador Formal e Informal

Os equipamentos de suporte social somente alcançam os seus objectivos quando a mensagem ou a comunicação transmitida atinge o seu o elemento alvo e o agente receptor assimila o gesto. Desta forma o grande objectivo do agente emissor é quebrar a armadura em que o idoso se esconde. Boothman (2008) fala dos quatro elementos essenciais para fortalecer a sintonia do suporte social para a pessoa idosa: “abrir – olhos nos olhos – irradiar – aperto de mão ”. Para este autor “a primeira parte do acolhimento deve ser abrir a nossa atitude e o nosso corpo”. Esta abertura está relacionada com a nossa aceitação incondicional do outro, independentemente da sua cultura, estatuto social, crenças, raça, estilo de vida e outros. Implica também a atitude positiva e “uma linguagem corporal” adequada a fim de mostrar disponibilidade e aceitação. 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Vegetarianos vivem mais tempo

Fonte: Diário de Notícias 07/Junho/2013 
Resultado de imagem para vegetarianosOs vegetarianos vivem mais tempo do que as pessoas que consomem principalmente carne, de acordo com um estudo divulgado na mais recente edição pela Revista de Medicina Interna da Associação Médica Americana. O estudo incidiu sobre mais de 73 mil adeptos da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que se prolongou por quase seis anos, sendo que esta denominação religiosa advoga a prática de uma dieta onde a carne praticamente não tem lugar, ainda que nem todos os seus fiéis a pratiquem de forma continuada. O estudo seguiu quer os vegetarianos quer os restantes para determinar quantos elementos de cada um dos grupos viria a morrer durante o período em causa.
De acordo com a investigação da Associação Médica Americana, os vegetarianos tiveram menos 12% de mortos ao longo dos quase seis anos abrangidos pelo estudo. Os vegetarianos sofrem ainda de menos problemas de coração do que os consumidores habituais de carne, cerca de 19% menos.
Problemas de rins e a diabetes também efectuam em menor grau os praticantes de uma dieta vegetariana.
A diferença de dieta reflectiu-se de forma mais evidente nos elementos do sexo masculino do que no feminino, e não está associada ao valor das calorias ingeridas.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Intervenção Pro-activa no Envelhecimento

Por Schneider RH, Marcolin D, Dalacorte RR
A partir da terceira década de vida, o desempenho funcional dos indivíduos declina progressivamente, devido ao processo fisiológico do envelhecimento. Muitas vezes, limitações funcionais apresentam maior repercussão na vida diária de um idoso do que as doenças crónicas. Diagnosticar e tratar as comodidades
peculiares produz benefícios em qualquer faixa etária, principalmente em idosos. Isso inclui detectar, o mais precocemente possível, deficiências visuais e auditivas, disfunção de membros superiores e inferiores com aumento do risco de quedas, sintomas depressivos, incontinência urinária, deficits cognitivos e prejuízos nas actividades instrumentais e básicas da vida diária. 

Fonte: Scientia Medica, Porto Alegre, v. 18, n. 1, p. 4-9, jan./mar. 2008

terça-feira, 2 de julho de 2013

Abuso e Negligência contra o Idoso

Por Célia Afonso Alves

O abuso e negligência do idoso é um fenómeno mais recente que outros tipos de abuso, como o dirigido à mulher ou a crianças, sendo reconhecido como problema médico e social há apenas três décadas.

Trata-se de um problema sub-diagnosticado e sub-notificado.
O abuso pode existir sob várias formas: físico, psicológico, emocional, sexual, financeiro ou sob forma de negligência. Estudos publicados estimam a prevalência do abuso de idosos entre 1 e 5 %.
Factores de risco para abuso do idoso incluem dependência, incapacidade mental ou física, perda de
laços familiares, cultura de violência familiar, fracos recursos económicos, escassez de suporte na comunidade, bem como más condições de trabalho e reduzido ordenado nas instituições. Factores que contribuem para o sub-diagnóstico e para a sub-notificação do abuso de idosos incluem negação, quer da vítima, quer do perpetrador, relutância dos médicos em sinalizar as vítimas, falta de confiança nos recursos médicos e sociais e escasso conhecimento dos médicos acerca dos sinais de alarme. Os resultados do abuso de idosos são devastadores, podendo incluir fracturas, depressão, demência, má-nutrição e morte. Os médicos em Cuidados de Saúde Primários encontram-se em posição privilegiada para prevenção e detecção de abuso e negligência, bem como intervenção e tratamento das vítimas.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Análise Swot na Gerontologia Social

A Gerontologia pode utilizar uma infinidade de ferramentas para desenvolver uma aplicação prática e fazer a diferença na vida dos idosos. É por isso que esta ciência é transversal e multidissiplinar. Hoje irmos ver como podemos aplicar, de uma forma simples a Análise SWOT em actividades com grupos de idosos. 
A Análise SWOT é uma ferramenta  vastamente utilizada para avaliação de utilização de metodologias e  diagnósticos estratégicos. O nome SWOT deriva da abreviatura das palavras Strenghts, Weaknesses, Opportunities e Threats.
Assim, quanto tivermos uma proposta de atividade com grupos de idosos ou indivíduos podermos fazer uma análise para avaliar de uma forma prática a sua aplicabilidade. A grande vantagem da Análise SWOT é que essa avaliação pode ser desenvolvida juntamente com o grupo e transformar os pontos fracos da atividade em pontos fortes e as ameças em oportunidades, acrescentando desta forma a técnica de empowement para permitir que haja uma participação ativa nas decisões do grupo.

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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Encha a sua vida de cores

A cor altera o nosso estado de espírito, desperta a nossa sensação de fome, sede, satisfação, amor, ódio, discussão, aceitabilidade, desperta a criatividade, deixa-nos em estado de stress, faz-nos felizes ou deprimidos, entre outros. Isso ocorre devido ao simbolismo que a cor tem para a nossa sociedade e cada pessoa individualmente. Observamos que o efeito das cores envolve muito mais que a observação ligeira de sensação quente e frio do ambiente.

Para Newton “a cor alimenta as nossas emoções” e para Goethe “as cores são resultado da interpretação do cérebro”. Ambas as teorias, aparentemente contraditórias entre si, são verdades quando fundidas uma à outra. Deste modo é determinado “a ligação entre a cor e a alma através do cérebro”. E foi assim que muitos pensadores utilizaram a cor na formação de diversas ramificações da psicologia actual que veio enriquecer o estudo do comportamento humano.

No âmbito da Gerontologia podemos utilizar esses recursos para trazer mais alegria à vida dos idosos com os quais desenvolvemos as nossas actividades, ao promover um ambiente alegre através de uma mistura adequada de cores, design e ergonomia. 

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Qualidade de Vida e Saúde

Por: Aristides A. Rocha e Chester G. Cesar

“Apesar do conceito de qualidade de vida como padrão de consumo ser eticamente enganoso e colaborar para manter alienada a população, e, ainda, considerando o argumento do relativismo cultural e de todo o aporte da discussão que a literatura traz, é quase impossível deixar de reconhecer a importância dos profissionais de saúde de estarem atentos, ouvirem e compreenderem o significado do consumo para a população.

O trabalho conjunto pela melhoria das condições de saúde, pelo respeito à relação entre os homens e destes com a natureza e pelo desenvolvimento de valores de solidariedade só se inicia a partir do entendimento do significado das demandas da população que vive em um determinado território.”

In “Saúde Pública – Bases Conceituais

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Demência x Confusão

O DSMIV identifica os quatro elementos característicos existentes nas demências:  
  • Amnésia: perda da memória;
  • Agnosia: incapacidade de reconhecer objectos mesmo quando a percepção sensorial esteja intacta.  
  • Apaxia: diminuição da capacidade de desenvolver actividades motoras apesar de a função motora permanecer intacta.
  • Afasia: perturbação da linguagem.   
Entretanto, a existência dos sintomas acima indicados não significa que o idoso esteja a sofrer um tipo de demência. Os sintomas expostos podem ser causados derivados de confusão. Para Hill (2005) "na confusão haverá, por regra, perturbação da consciência (...) podendo durar horas e dias". A confusão no idoso pode ser derivada de uso ou abstinência de medicamento, intoxicação, infecções gerais, depressão, tristeza pela morte do cônjuge ou familiares, entre outros.   

A demência poderá eventualmente ter uma predisposição genética mas o seu aparecimento pode ser evitado ou retardado devido ao estilo de vida, alimentação saudável, desenvolvimento de actividades físicas e cognitivas e sobretudo o saber lidar com as emoções.  

quarta-feira, 12 de junho de 2013

A Simplicidade do Suporte Social para Idosos

A complexidade do fenómeno do envelhecimento humano obriga a uma abordagem dinâmica e ao mesmo tempo complexa pois estamos a lidar com seres humanos e cada um envelhece de uma forma única e ao seu próprio tempo.
As redes sociais foram criadas com o objectivo de fornecer o suporte social em todos os níveis para toda a sociedade. Entretanto neste trabalho iremos dar uma atenção especial ao suporte social para pessoas idosas.
Já alguém disse que “o homem não é uma ilha”. Assim o homem só se realiza como pessoa quando vive ou desenvolve relações com os seus semelhantes. Esta relação tem vários níveis e assume múltiplas formas que podem ser caracterizadas como; amizade, intimidade e sociabilidade. Daí derivam as atracções interpessoais e consequentemente as atribuições causais. Na óptica de Cutrona (apud Serra 2002) as pessoas devem “confiar umas às outras para obter certas necessidades básicas. Assim é demonstrada a evidência da fragilidade humana e como tal dependemos uns dos outros.

O suporte social para pessoas idosas é o conforto físico e emocional e financeiro que nos é transmitido no convívio familiar, no círculo de amizades, nas redes sociais mais alargadas. O homem como um ser social tem a necessidade inerente de viver em sociedade e desenvolver relações com as pessoas à sua volta. Tornando-se desta forma “relações” ao agir e interagir com as pessoas à sua volta. Archer (2001, pag. 224) classifica a pessoa como um “membro vivo de um corpo social, de uma família. Sem sentido de pertença, nem participação, pode começar a despersonalizar-se”. 

domingo, 9 de junho de 2013

Qualidade de Vida


No âmbito da Gerontologia Social, a qualidade de vida é um fator decisivo. Entretanto somos sempre confrontados sobre a definção mais precisa daquilo que seja de fato qualidade de vida. Gosto da forma concreta como Vasco Pinto Magalhães expõe a sua definição quando associa o tema à bioética: " ... uma vida verdadeiramente humanizada, responsabilizada por se autopromover e por denunciar e corrigir a degradação do humano por atitudes e situações de imoralidade ou amoralidade redutoras da pessoa humana. (...) o desafio da qualidade de vida é o cerne da questão ética. É mesmo um dos imperativos do ethos humano. Como se viu, nada tem a ver com vida fácil, ou com auxência de sofrimento e de luta. Pelo contrário, é a conquista, para o meior numero possível de possoas, de uma vida digna com sentido. 


terça-feira, 4 de junho de 2013

Educar para a Saúde

Por Amâncio Carvalho; Graça Carvalho in Educação para a Saúde 

“É fundamental capacitar as pessoas para aprenderem durante toda a vida, preparando-se para todos os estádios do seu desenvolvimento e para lutarem contra as doenças crónicas e incapacidades (OMS, 1986). Estas intervenções devem ter lugar em vários contextos como a escola, o trabalho e as organizações comunitárias e serem realizadas por organismos educacionais, profissionais e de solidariedade social.  O conceito de educação parece envolver a ideia de um processo de desenvolvimento, de algum modo natural e espontâneo e que se deseja global e harmónico, estruturado e hierarquizado, das capacidades do homem (Dias 1993:4). Ou seja, a educação envolve o desenvolvimento das capacidades do homem.”

terça-feira, 21 de maio de 2013

Inclusão social para idosos


Bruto da Costa et al In “ Um olhar sobre a pobreza

“A inclusão na sociedade depende também do posicionamento dos indivíduos relativamente ao domínio económico, quer no que se refere aos sistemas geradores de rendimentos, quer à possibilidade (ou não) de aquisição de bens e serviços indispensáveis ao funcionamento em sociedade.
Mas a vida em sociedade é também moldada pela relação que estabelecemos com referências identitárias que construímos e que nos permitem ser reconhecidos e reconhecermo-nos como parte dessa sociedade e pela construção das memórias individual e colectiva que permitem um processo de ancoragem social essencial à inclusão.
O acesso aos sistemas geradores de rendimento (pelo menos a um deles) e ao mercado de bens e serviços representa, pois, outro factor de inclusão social.
O acesso à informação e ao conhecimento, por exemplo, é crescentemente reconhecido como um dos factores mais decisivos de inclusão/exclusão nas sociedades modernas.
“(...) a inclusão exige não apenas condições objectivas de integração, mas também o reconhecimento subjectivo de se estar incluído. Este domínio abrange o sistema social que diz respeito às referências identitárias, e à construção das memórias individuais e colectivas e que constituem um patamar fundamental de inclusão na sociedade.”

domingo, 12 de maio de 2013

ERGONOMIA, ENVELHECIMENTO E ADAPTAÇÃO


Por Cláudia MouraIn”Século XXI – Século do Envelhecimento”

“Habitualmente o domicílio alcança uma significação única, na vida do geronte, desenvolvendo em determinados casos, uma conexão de espaço – ambiente. O uso da Ergonomia, enquanto abordagem interdisciplinar no âmbito do envelhecimento, é substancial para a promoção da autonomia incitando condições de vida, estimulantes e aceitáveis, permitindo habilitar o «ambiente» às necessidades e limitações do geronte.
No entanto, tais mudanças ambientais, nomeadamente no domicílio, aduzem alguma resistência, quer por parte do geronte, quer pela própria família. A conjuntura da ergonomia face ao ambiente familiar traduz-se na otimização das condições e conforto visando de forma integrada a sua garantia através de um ambiente seguro (…) Os vínculos inabaláveis entre o indivíduo e o ambiente edificam a base para uma abordagem socio-ecológica da saúde. (…) a enunciação de ambientes favoráveis à saúde, reporta aos aspetos físicos e sociais que nos envolvem, nomeadamente, aos locais onde os gerontes habitam.”  

terça-feira, 7 de maio de 2013

Educação para a Saúde


“Educação para a saúde é toda a actividade intencional conducente a aprendizagens relacionadas com saúde e doença [...], produzindo mudanças no conhecimento e compreensão e nas formas de pensar. Pode influenciar ou clarificar valores, pode proporcionar mudanças de convicções e atitudes; pode facilitar a aquisição de competências; pode ainda conduzir a mudanças de comportamento e de estilos de vida (Tones e Tilford, 1994:11).”

Citado por Amâncio Carvalho; Graça Carvalho in Educação para a Saúde

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Como envelhecemos?


Recebi um email de um leitor que fez a seguinte afirmação: "todos nascemos, crescemos e morremos, como seres humanos somos todos iguais, mas por algum motivo umas pessoas parecem ser mais jovens que outras e mesmo entre os idosos há uns mais cheios de vida que outros."

Certamente a afirmação do leitor vem de encontro com o conceito de envelhecimento adotado pela Gerontologia Social em que cada pessoa envelhece de uma forma única, a seu próprio tempo, como salientou Neves (2000, p 77)“…Ninguém envelhece da mesma maneira e as alterações causadas pelo envelhecimento desenvolvem-se a um ritmo diferente para cada pessoa e dependem de factores externos como o estilo de vida, actividades e ambiente, e de factores internos como a bagagem genética e o estado de saúde…



segunda-feira, 29 de abril de 2013

Instabilidade e Quedas entre Idosos


“As quedas estão entre as principais causas de morbidade na população geriátrica. Cair não é apenas um problema isolado; em geral, as quedas são marcadores de fragilidade e podem ser indicadores de óbito, assim como as suas causas indirectas (em geral, fraturas).
O medo de cair pode afetar negativamente o estado funcional dos indivíduos idosos. As quedas repetidas e as lesões consequentes podem ser fatores importantes na decisão de internar os indivíduos idosos em uma instituição de longa permanência.
Fraturas de quadril, de fêmur, do úmero, de punho e de costelas e lesões dolorosas dos tecidos frouxos são as complicações físicas mais comuns. Algumas dessas lesões acarretam internações hospitalares, com os seus riscos associados de imobilização e complicações iatrogênicas.
As fraturas de quadril e de membro inferior frequentemente causam  limitações físicas prolongadas, devido à restrição da mobilidade. O hematoma subdural é uma lesão menos comum, mas igualmente importante. Sinais e sintomas neurológicos que se desenvolvem dias ou semanas após uma queda devem levar à consideração desse problema potencialmente curável.”

Fonte: Instabilidade e Quedas

quinta-feira, 25 de abril de 2013

É bom Envelhecer

No dia da Liberdade, uma mensagem especial para todos aqueles que ainda não se libertaram do medo de envelhecer 



quarta-feira, 24 de abril de 2013

Demência


Por Nancy Andreasen
“As demências são doenças do envelhecimento. O desenvolvimento de uma demência numa pessoa idosa traz o desespero aos seus entes queridos, especialmente marido, mulher ou filhos, que terão de cuidar de uma pessoa que irá progressivamente desaparecendo. As demências são relativamente incomuns nas pessoas com menos de 65 anos de idade, mas o risco aumenta proporcionalmente ao aumento da idade.                 As pessoas com demência «perdem a cabeça» lenta mas inexoravelmente, enquanto os seus corpos mantêm uma saúde robusta.” As demências não são uma doença única. Elas dividem-se em diversos grupos. Com causas e evoluções ligeiramente diferentes. As principais incluem a doença de Alzheimer e a demência vascular (...). Embora estas diversas espécies de demência tenham causas diferentes, a sua apresentação clínica é notavelmente semelhante. 
As marcas típicas de todas as demências são: 


  • Défice da memória e da cognição que é acompanhado por um declínio geral da capacidade para se relacionar ou funcional no trabalho, em casa e em situações sociais.
  • Perda da memória associada às demências é muito mais grave do que os esquecimentos normais e interfere com a capacidade para funcionar normalmente.

Como o número das pessoas com mais de 65 anos está a ultrapassar o  crescimento da população geral, as demências tornar-se-ão um problema cada  vez maior no futuro”.