Neufild (2011, pag. 16) classifica o medo e a
ansiedade como elementos “muito vulgares”. No entanto estes “elementos” causam
“apreensão, preocupações, falta de ar, transpiração, dificuldade de
concentração e hipervigilância”.
Os indivíduos que estão constantemente amedrontados
por algo que eventualmente possa acontecer estão sempre apreensivos, não vivem
o presente em sua plenitude nem têm capacidade para desfrutar os momentos que a
vida lhes oferece. Estão a projetar toda a energia para uma eventualidade que
poderá acontecer no futuro, deixando desta forma de viver o presente. Com isto
sofrem por antecipação, e abrem consequentemente as portas da alma para a
depressão e outras patologias se desencadearão como consequência óbvia.
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
A ansiedade como fator de envelhecimento
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
O exercício físico e a saúde dos ossos
Nos dias actuais tem sido um dos maiores desafios da
gerontologia conscientizar as pessoas de que o envelhecimento é tão-somente
mais uma etapa da vida e como tal tem os seus lados positivos e negativos.
Embora entendamos que
envelhecimento não seja sinónimo de doença, também necessitamos ser sensíveis à
realidade do efeito que os anos vividos podem trazer. Como bem observaram os
investigadores franceses Thiebauld e
Sprumont (2009, p:41) “a senescência é caracterizada pela perda de tecido ósseo
que fragiliza o esqueleto”. A essa perda acentuada do tecido ósseo dá-se o nome
de osteoporose. Com feito, os poros normais dos ossos de uma pessoa com
osteoporose passam a ser muito maiores, de uma forma extremamente acentuada,
resultante da perda da massa óssea. Com isso o esqueleto fica fragilizado.
Muitos estudos tão recentes como
os de Thiebauld e Sprumont mostram que com o passar da idade é natural certa
diminuição da condensação óssea. Entretanto esse fenómeno pode caracterizar-se
com o surgimento excessivo de poros cada vez maiores, o que compromete o bom
funcionamento de todo o esqueleto.
Embora muitos dos motivos que
levam uma pessoa a adquirir osteoporose ainda estejam para serem descobertos,
pesquisadores como Barreiros, Espanha e Correia (2006) compartilham a ideia que
a inactividade física é um dos factores que apresenta uma grande contribuição
para o surgimento dessa doença. Enquanto nos idosos fisicamente activos foi
observado uma diminuição, menos acentuada, de massa óssea. Ou seja, mais
exercício físico, menor a probabilidade de adquirir osteoporose.
Ter ossos saudáveis e resistentes
sem exercício físico constante é como tentar fazer um bolo somente com farinha
e açúcar, ou um castelo com areia seca.
A grande questão que se coloca é,
como posso fazer exercícios físicos com um rendimento tão baixo? Infelizmente o
excesso de cuidado tem colocado muito dos nosso idosos inactivos. Para aqueles
que nunca apreciaram o desporto, algumas actividades domésticas, feitas com
segurança, poderão ser de grande auxílio na manutenção da saúde do idoso.
Parece que as câmaras municipais de norte a sul do país estão cada vez mais
conscientes da relevância do exercício físico e centenas jardins têm sido
agraciados com máquinas para promover o desporto. Há também muitas zonas
pedonais que foram recuperadas e tornam as caminhadas muito mais atractivas.
Comece hoje mesmo a usufruir desses recursos. Equipa-se de roupa e sapatos
confortáveis e não esqueça da sua garrafa de água. Caminhe na sua velocidade. O
importante é mover-se. Daqui há algum tempo gostava de receber um relato
daquilo que o exercício tem proporcionado na sua vida!
Nunca é tarde para começar a
exercitar-se. Entretanto relembramos que antes de começar qualquer exercício
físico consulte o seu médico e contacte o seu gerontólogo para saber quando
será a próxima caminhada de grupo.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
terça-feira, 8 de outubro de 2013
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Qualidade de vida e bem-estar dos idosos
Por: Liliana
Sousa, Helena Galante e Daniela Figueiredo
qualidade
de vida e bem-estar e deve ser fomentado ao longo dos estados anteriores de
desenvolvimento.
De
acordo com Victor et al a qualidade de vida inclui um alargado
espectro de áreas da vida. Os modelos de qualidade de vida vão desde a “satisfação
com a vida” ou “bem-estar social” a modelos baseados em conceitos de
independência , controle, competências sociais e cognitivas. Smith considera
que o conceito de bem-estar mudou a partir de meados do séc XX. Até aí
significava, apenas disponibiliade de bens materiais(comida, casa de banho,
casa aceitável, acesso a serviços de saúde e de acção social, dinheiro
suficiente). Actualmente relaciona-se, também condições com dimensões menos
tangíveis (sentido de segurança, dignidade pessoal, oportunidades de atingir
objectivos pessoais, satisfação com a vida, alegria, sentido positivo de si)
A noção de qualidade de vida também passa
pela mesma alteração, engloba os recursos e o direito de “gozar” a vida".
Fonte: Rev Saúde Pública 2003;37(3):364-71
Secção Autónoma de Ciências da Saúde da Universidade de Aveiro
domingo, 29 de setembro de 2013
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Novidades sobre os estudos referentes à doença de Alzheimer
"Cientistas descobriram como uma proteína implicada na doença de Alzheimer destrói ligações nervosas"Por Ana Gerschenfeld
Noticia do Jornal o Público, editada na totalidade
Pela
primeira vez, investigadores mostraram que pequenos agregados de proteína
beta-amilóide, o ingrediente de base das placas que se formam à volta dos
neurónios na doença de Alzheimer, conseguem ligar-se fortemente a uma molécula
receptora presente à superfície dos neurónios. Os seus resultados são hoje
publicados na revista Science.
A
proteína beta-amilóide, naturalmente presente no cérebro, tem tendência para
formar aglomerados. Inicialmente pequenos, esses agregados acabam por formar
placas ditas amilóides que "asfixiam" os neurónios e são uma das
"assinaturas" inequívocas da Alzheimer.
Carla
Shatz, da Universidade de Stanford (EUA), e colegas, tinham anteriormente
estudado, em ratinhos, um receptor presente à superfície dos neurónios chamado
PirB. E tinham descoberto que, quando activado por substâncias que se ligam a
ele, favorece o enfraquecimento das sinapses (as estruturas de passagem dos
impulsos nervosos de um neurónio para outro). Ora, como uma outra
característica da doença é a perda maciça de ligações nervosas, os cientistas
quiseram ver o que aconteceria, com uma estirpe de ratinhos geneticamente
manipulados com particular predisposição para a doença de Alzheimer, se os seus
neurónios fossem "despidos" do receptor PirB. Puderam constatar então
que, efectivamente, esses ratinhos deixavam de apresentar sinais da doença tais
como formação de placas amilóides ou perda de memória. Pelo contrário, os
ratinhos cujo receptor PirB funcionava normalmente apresentavam sintomas
patológicos de degradação mental, como era de esperar.
O
que poderia estar a proteger os primeiros animais das suas nefastas mutações
pró-Alzheimer? É aqui que entram em cena o autor principal do estudo agora
publicado, Taekho Kim, e a sua teoria. Segundo Kim, o que poderia estar a
acontecer é que a proteína beta-amilóide, ao ligar-se ao receptor PirB,
estivesse a provocar o enfraquecimento das sinapses e a comunicação entre os
neurónios acabava por se tornar impossível - e a memória por desaparecer.
As
experiências seguintes mostraram que, efectivamente, os pequenos agregados de
proteína beta-amilóide se ligavam fortemente ao receptor PirB. Entretanto, Kim
descobriu que existe também um receptor equivalente nos neurónios humanos,
chamado LilrB2, igualmente capaz de se ligar à beta-amilóide.
Restava
perceber como é que PirB fazia para enfraquecer as sinapses. Mais experiências,
desta vez a comparar os cérebros de ratinhos com e sem receptor PirB (mas todos
eles propensos à doença de Alzheimer), permitiram constatar
que,
nos primeiros, a actividade de uma enzima, a cofilina, era muito mais elevada
do que nos segundos. O mesmo se verificou, aliás, na autópsia ao cérebro de
doentes com Alzheimer, quando comparados com os de pessoas que não tinham a
doença na altura da morte.
A
cofilina actua partindo aos bocados uma outra proteína, a actina, que é por sua
vez essencial à manutenção da integridade das sinapses. E de facto, estes
cientistas mostraram que a ligação dos agregados de beta-amilóide ao receptor
PirB, à superfície dos neurónios, acarreta, dentro dessas células, alterações
bioquímicas na cofilina, reforçando assim a acção destruidora de sinapses da
actina. Todas a peças encaixavam perfeitamente.
"O
nosso estudo é um dos primeiros a explicar como a proteína beta-amilóide pode
conduzir à perda de ligações cerebrais através da ligação a um receptor de
superfície das células nervosas", disse ao PÚBLICO Carla Shatz. "Isso
é novo - como também a descoberta de um receptor equivalente no cérebro
humano." Os resultados sugerem, em particular, "que a doença de
Alzheimer começa a manifestar-se muito antes de a formação de placas amilóides
se tornar óbvia", salienta a cientista - e poderão abrir o caminho a
tratamentos mais eficazes nas fases precoces da doença.
Conhecem-se
outros receptores da proteína beta-amilóide no cérebro. Mas ainda nenhum deles
foi associado a mecanismos específicos de patologia celular, lê-se num
comentário na mesma edição da Science.
"Os novos resultados são provavelmente uma nova e importante peça do puzzle que nos permitirá perceber totalmente
a doença de Alzheimer", diz-nos Bart De Strooper, do Instituto de
Neurociências e Doença de Lovaina (Bélgica) e um dos co-autores daquele
comentário. "Existem outros receptores da amilóide e a questão é agora a
de saber como cada um dos diversos receptores contribui para a patologia."
Fonte: Jornal o Público online -
Publico Ciência. Data da visita ao site 25/09/2013
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Envelhecimento na Europa
O esforço principal consistirá em promover o envelhecimento saudável dos cidadãos europeus. Viver mais anos em boa saúde significa melhor qualidade de vida, mais autonomia e a possibilidade de se manter activo. Quando a população envelhece com saúde, os sistemas de saúde são menos solicitados e há menos casos de reforma por invalidez, o que é muito positivo para o crescimento económico da Europa.
A UE colabora activamente com os Estados-Membros para promover o envelhecimento saudável, através de iniciativas que visam melhorar a saúde dos idosos, da população activa, das crianças e dos jovens e prevenir as doenças ao longo de toda a vida. Além disso, a UE desenvolve acções destinadas a melhorar as condições de vida das pessoas idosas".
Fonte: Saúde UE - Comissão Européia
domingo, 15 de setembro de 2013
A Saúde e a Informação
Anne Squire
In”Saúde e bem - estar para Pessoas Idosas”
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Conceitos de Resiliência
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Depressão e Suas Causas
Encontrei este vídeo com um excelente explicação prática sobre depressão, sintomas e causas. Uma excelente ajuda para aqueles que estão ligados ao mundo da Gerontologia.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Comunicar, muito difícil!
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
O segredo de um viver saudável
"Nunca será demais lembrar que a saúde não depende do acaso. É resultado da obediência da lei. Isso é reconhecido pelos competidores nos jogos atléticos e nas provas de resistência. Esses homens preparam-se da maneira mais cuidadosa. Submetem-se a um treino perfeito, e uma estrita disciplina. Todo hábito físico é cuidadosamente regulado. Sabem que a negligência, o excesso ou a indiferença, que enfraquecem ou prejudicam qualquer órgão ou função do corpo, resultaria na derrota certa".
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Fotografia Sénior
Um gesto vale mais que mil palavras. Obrigado especial à Sandra pela permissão de publicar esta série fotografias tão singela e ao mesmo tempo tão espectacular! Necessite de um booking dos seus idosos? Contacte os serviços da Sandra Ventura!
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Lidar com a Depressão no Idoso
Por Ana Costa
A depressão, acompanhada de abrandamento psicomotor e perda
de motivação, pode surgir em qualquer idade. Não é mais frequente nos idosos do
que nos adultos. Do mesmo modo que as outras perturbações emotivas, a depressão
é uma doença, e não uma manifestação de envelhecimento.”
A chave para um diagnóstico e intervenção efectiva na
depressão geriátrica talvez esteja, por um lado, na manutenção de um elevado
índice de suspeição e, por outro lado, em dar uma especial atenção à
incapacidade funcional e às questões relacionadas com a qualidade de vida
provocadas por uma depressão nesta idade.
Fonte: Envelhecer em Portugal
terça-feira, 23 de julho de 2013
quinta-feira, 18 de julho de 2013
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Cuidados Paliativos
Por Estela Landeiro
Assim, em 1968
surge o primeiro movimento dos cuidados paliativos em Inglaterra com Cicely Saunders e um
pouco mais tarde nos EUA com Kluber-Ross. Em 2002, a OMS – Organização Mundial
de Saúde,5 definiu os cuidados
paliativos como uma abordagem que visa melhorar a qualidade de vida dos doentes
e suas famílias que enfrentam problemas decorrentes de uma doença incurável e/ou
grave e com prognóstico limitado, através da prevenção e alivio do sofrimento,
com recurso à identificação precoce e tratamento rigoroso dos problemas não só
físicos, como a dor, mas também dos psicossociais e espirituais. Já o Plano
Nacional de Cuidados Paliativos,19 ressalta alguns aspetos:
- Os cuidados paliativos afirmam a vida e aceitam a morte como um processo natural, pelo que não pretendemos provocá-la ou atrasá-la, através da eutanásia ou de uma obstinação terapêutica desadequada;
- Os cuidados paliativos têm como objetivo central o bem-estar e a qualidade de vida do doente;
- Os cuidados paliativos promovem uma abordagem global e holística do sofrimento dos doentes, trabalhando em equipas multidisciplinares; Os cuidados paliativos são oferecidos com base
- nas necessidades e não apenas no prognóstico ou no diagnóstico, pelo que podem ser introduzidos nas fases mais precoces da doença;
- Os cuidados paliativos, tendo a preocupação de abranger as necessidades das famílias e cuidadores, prolongam-se pelo período de luto;
- Os cuidados paliativos pretendem ser uma intervenção rigorosa no âmbito dos cuidados de
- saúde, não devendo existir à margem do mesmo.
Fonte: Revista Patient Care Julho de 2013
segunda-feira, 15 de julho de 2013
A Caminho do Reconhecimento da Gerontologia pelo Governo Português
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

Assunção A. Esteves

Resolução da Assembleia da República n.º 92/2013
Recomenda ao Governo a regulamentação das profissões de podologista, gerontólogo e optometrista. A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, considerando que a podologia, a gerontologia e a optometria respondem à promoção de cuidados de saúde, ao envelhecimento ativo e a cuidados primários de saúde visual, recomendar ao Governo que regulamente o exercício das profissões de podologista, gerontólogo e optometrista no prazo de seis meses.
Aprovada em 31 de maio de 2013.
A Presidente da Assembleia da República, Maria daAssunção A. Esteves
domingo, 14 de julho de 2013
Paratonia
Entende-se como
Paratonia o distúrbio que aparece no tónus muscular provocando uma debilidade
motora distinguindo-se principalmente pela ausência da capacidade de
relaxamento dos músculos. Para Hobbelen (2006 pag 56) a paratonia “é um
problema motor que aparece em indivíduos com demência”. Também é apresentada
como “resistência a movimentos passivos”. A paratonia afeta drasticamente os
movimentos do indivíduo, impossibilitando a locomoção segura. Esta patologia é
provocada pela degeneração cerebral, podendo ocorrer tanto em adultos como em
crianças. Tantos os movimentos de práxia globais como de práxia fina ficam
severamente comprometidos. “As paratonias são observadas quer nos membros
superiores, quer nos membros inferiores, através de mobilizações passivas e de
quedas” Fonseca (2007 pag. 148).
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Criar laços nas relações sociais
terça-feira, 9 de julho de 2013
O segredo da eficácia para o Cuidador Formal e Informal
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Vegetarianos vivem mais tempo
Fonte: Diário de Notícias 07/Junho/2013
De acordo com a
investigação da Associação Médica Americana, os vegetarianos tiveram menos 12%
de mortos ao longo dos quase seis anos abrangidos pelo estudo. Os vegetarianos
sofrem ainda de menos problemas de coração do que os consumidores habituais de
carne, cerca de 19% menos.
Problemas de rins e a
diabetes também efectuam em menor grau os praticantes de uma dieta vegetariana.
A diferença de dieta
reflectiu-se de forma mais evidente nos elementos do sexo masculino do que no
feminino, e não está associada ao valor das calorias ingeridas.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Intervenção Pro-activa no Envelhecimento
Por Schneider RH, Marcolin D, Dalacorte RR
A partir da terceira década de vida, o desempenho funcional dos indivíduos declina progressivamente, devido ao processo fisiológico do envelhecimento. Muitas vezes, limitações funcionais apresentam maior repercussão na vida diária de um idoso do que as doenças crónicas. Diagnosticar e tratar as comodidades
Fonte: Scientia Medica, Porto Alegre, v. 18, n. 1, p. 4-9, jan./mar. 2008
peculiares produz benefícios em qualquer faixa etária, principalmente em idosos. Isso inclui detectar, o mais precocemente possível, deficiências visuais e auditivas, disfunção de membros superiores e inferiores com aumento do risco de quedas, sintomas depressivos, incontinência urinária, deficits cognitivos e prejuízos nas actividades instrumentais e básicas da vida diária.
terça-feira, 2 de julho de 2013
Abuso e Negligência contra o Idoso
Por Célia Afonso Alves

O abuso e negligência do idoso é um fenómeno mais recente que outros tipos de abuso, como o dirigido à mulher ou a crianças, sendo reconhecido como problema médico e social há apenas três décadas.
Trata-se de um problema sub-diagnosticado e sub-notificado.
O abuso pode existir sob várias formas: físico, psicológico, emocional, sexual, financeiro ou sob forma de negligência. Estudos publicados estimam a prevalência do abuso de idosos entre 1 e 5 %.
Factores de risco para abuso do idoso incluem dependência, incapacidade mental ou física, perda de
laços familiares, cultura de violência familiar, fracos recursos económicos, escassez de suporte na comunidade, bem como más condições de trabalho e reduzido ordenado nas instituições. Factores que contribuem para o sub-diagnóstico e para a sub-notificação do abuso de idosos incluem negação, quer da vítima, quer do perpetrador, relutância dos médicos em sinalizar as vítimas, falta de confiança nos recursos médicos e sociais e escasso conhecimento dos médicos acerca dos sinais de alarme. Os resultados do abuso de idosos são devastadores, podendo incluir fracturas, depressão, demência, má-nutrição e morte. Os médicos em Cuidados de Saúde Primários encontram-se em posição privilegiada para prevenção e detecção de abuso e negligência, bem como intervenção e tratamento das vítimas.
terça-feira, 25 de junho de 2013
Análise Swot na Gerontologia Social
A Gerontologia pode utilizar uma infinidade de ferramentas para
desenvolver uma aplicação prática e fazer a diferença na vida dos idosos. É por
isso que esta ciência é transversal e multidissiplinar. Hoje irmos ver como
podemos aplicar, de uma forma simples a Análise SWOT em actividades com grupos
de idosos.
A Análise SWOT é uma ferramenta vastamente utilizada para
avaliação de utilização de metodologias e diagnósticos estratégicos.
O nome SWOT deriva da abreviatura das palavras Strenghts, Weaknesses,
Opportunities e Threats.
Assim, quanto
tivermos uma proposta de atividade com grupos de idosos ou indivíduos podermos
fazer uma análise para avaliar de uma forma prática a sua aplicabilidade. A
grande vantagem da Análise SWOT é que essa avaliação pode ser desenvolvida
juntamente com o grupo e transformar os pontos fracos da atividade em pontos
fortes e as ameças em oportunidades, acrescentando desta forma a técnica de empowement para permitir que haja uma
participação ativa nas decisões do grupo.

sexta-feira, 21 de junho de 2013
Encha a sua vida de cores
Para Newton “a cor alimenta as nossas emoções” e para Goethe
“as cores são resultado da interpretação do cérebro”. Ambas as teorias,
aparentemente contraditórias entre si, são verdades quando fundidas uma à
outra. Deste modo é determinado “a ligação entre a cor e a alma através do cérebro”.
E foi assim que muitos pensadores utilizaram a cor na formação de diversas
ramificações da psicologia actual que veio enriquecer o estudo do comportamento
humano.
No âmbito da Gerontologia podemos utilizar esses recursos
para trazer mais alegria à vida dos idosos com os quais desenvolvemos as nossas
actividades, ao promover um ambiente alegre através de uma mistura adequada de cores,
design e ergonomia.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Qualidade de Vida e Saúde
Por: Aristides A. Rocha e Chester G. Cesar
O trabalho conjunto pela melhoria das condições de
saúde, pelo respeito à relação entre os homens e destes com a natureza e pelo
desenvolvimento de valores de solidariedade só se inicia a partir do
entendimento do significado das demandas da população que vive em um
determinado território.”
In “Saúde
Pública – Bases Conceituais
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Demência x Confusão
O DSMIV identifica os quatro elementos característicos
existentes nas demências:
- Amnésia:
perda da memória;
- Agnosia:
incapacidade de reconhecer objectos mesmo quando a percepção sensorial
esteja intacta.
- Apaxia:
diminuição da capacidade de desenvolver actividades motoras apesar de a
função motora permanecer intacta.
- Afasia:
perturbação da linguagem.
Entretanto, a existência dos sintomas acima indicados
não significa que o idoso esteja a sofrer um tipo de demência. Os sintomas
expostos podem ser causados derivados de confusão. Para Hill (2005) "na
confusão haverá, por regra, perturbação da consciência (...) podendo durar
horas e dias". A confusão no idoso pode ser derivada de uso ou abstinência
de medicamento, intoxicação, infecções gerais, depressão, tristeza pela morte
do cônjuge ou familiares, entre outros.
A demência poderá eventualmente ter uma predisposição
genética mas o seu aparecimento pode ser evitado ou retardado devido ao estilo
de vida, alimentação saudável, desenvolvimento de actividades físicas e
cognitivas e sobretudo o saber lidar com as emoções.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
A Simplicidade do Suporte Social para Idosos
As redes sociais foram criadas com o objectivo
de fornecer o suporte social em todos os níveis para toda a sociedade.
Entretanto neste trabalho iremos dar uma atenção especial ao suporte social
para pessoas idosas.
Já alguém disse
que “o homem não é uma ilha”. Assim o
homem só se realiza como pessoa quando vive ou desenvolve relações com os seus
semelhantes. Esta relação tem vários níveis e assume múltiplas formas que podem
ser caracterizadas como; amizade, intimidade e sociabilidade. Daí derivam as
atracções interpessoais e consequentemente as atribuições causais. Na óptica de
Cutrona (apud Serra 2002) as pessoas devem “confiar umas às outras para obter
certas necessidades básicas. Assim é demonstrada a evidência da fragilidade
humana e como tal dependemos uns dos outros.
O suporte social para pessoas
idosas é o conforto físico e emocional e financeiro que nos é transmitido no
convívio familiar, no círculo de amizades, nas redes sociais mais alargadas. O
homem como um ser social tem a necessidade inerente de viver em sociedade e
desenvolver relações com as pessoas à sua volta. Tornando-se desta forma “relações”
ao agir e interagir com as pessoas à sua volta. Archer (2001, pag. 224) classifica
a pessoa como um “membro vivo de um corpo social, de uma família. Sem sentido
de pertença, nem participação, pode começar a despersonalizar-se”.
domingo, 9 de junho de 2013
Qualidade de Vida
No âmbito da Gerontologia Social, a qualidade de vida é um fator decisivo. Entretanto somos sempre confrontados sobre a definção mais precisa daquilo que seja de fato qualidade de vida. Gosto da forma concreta como Vasco Pinto Magalhães expõe a sua definição quando associa o tema à bioética: " ... uma vida verdadeiramente humanizada, responsabilizada por se autopromover e por denunciar e corrigir a degradação do humano por atitudes e situações de imoralidade ou amoralidade redutoras da pessoa humana. (...) o desafio da qualidade de vida é o cerne da questão ética. É mesmo um dos imperativos do ethos humano. Como se viu, nada tem a ver com vida fácil, ou com auxência de sofrimento e de luta. Pelo contrário, é a conquista, para o meior numero possível de possoas, de uma vida digna com sentido.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Educar para a Saúde
Por Amâncio Carvalho; Graça Carvalho in Educação para a Saúde
“É fundamental capacitar as pessoas para aprenderem
durante toda a vida, preparando-se para todos os estádios do seu
desenvolvimento e para lutarem contra as doenças crónicas e incapacidades (OMS,
1986). Estas intervenções devem ter lugar em vários contextos como a escola, o
trabalho e as organizações comunitárias e serem realizadas por organismos
educacionais, profissionais e de solidariedade social. O conceito de
educação parece envolver a ideia de um processo de desenvolvimento, de algum
modo natural e espontâneo e que se deseja global e harmónico, estruturado e
hierarquizado, das capacidades do homem (Dias 1993:4). Ou seja, a educação
envolve o desenvolvimento das capacidades do homem.”
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