segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Viver Mais e sem Sofrer Artrite Reumatóide


Um dos estereótipos que a sociedade ocidental agrega é que ser velho é sofrer de artroses e ter as mãos e dedos deformados. Se procurarmos, no motor de busca do Google, por “mãos de idosos” encontraremos uma infinidade de mãos com artroses. Entretanto, ser velho, não significa estar deformado. 
No processo de envelhecimento temos duas opções: “transformar ou deformar”, como sempre salientou o nosso diretor de curso, Doutor Joaquim Marujo.
Sharp (2003 p:18) aconselha que “o exercício suave evita a inflamação, os exercícios ativos e regulares podem ser úteis” para aliviar as dores provocadas pelos variados tipos de inflamações das artrites e até evitar o surgimento das mesmas. 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A Saúde do Coração do Idoso


Nunes (1995, p: 27) sustenta que o exercício físico “regular e moderado provoca alterações benéficas importantes na função cardíaca”. Pesquisas realizadas na Universidade de São Paulo, mostram que num grupo de 40 pessoas idosas sedentárias, 20 idosos passaram a ter uma prática de exercício físico semanal de 4 vezes e outros 20 idosos continuaram sedentários. Durante cinco meses as modificações nas análises foram consideráveis. “As modificações no HDL-colesterol total foram de 9,3%; HDL2-colesterol, 21,6%, e, 39,9% para a relação HDL2-colesterol/HDL3-colesterol”, Prado e Dantas (2002 p: 245). Este estudo salienta a eficácia do exercício físico para reduzir os níveis do colesterol, evitando assim doenças cardiovasculares.

Para Barata e altri (1997 p: 240) “nos doentes coronários assume uma importância fundamental o condicionamento cardiorrespiratório que é obtido predominantemente através de esforços dinâmicos ou isotónicos.” Gupta (2009 p: 77) informa que “levantar pesos, caminhar, andar de bicicleta e correr podem ajudar o coração e os pulmões.” Assim, pode-se entender a importância que um conjunto de exercícios devidamente desempenhados, poderão promover na saúde do coração. 

domingo, 4 de novembro de 2012

A Síndrome Sarcopénica e as Quedas


O Dictionary.com define a síndrome sarcopénica como “uma condição de perda da massa muscular e da  física relacionada com a idade”. Thiebauld e Sprumont (2009, p:29) apresentam as investigações de Aniasson, Grimby, Lexell, Fiatarone, Evens, entre outros, para afirmar que “100% dos idosos são afetados por ela.”
De acordo com Barata e altri (1997 p:228) o exercício físico está associado ao aumento da força muscular e à preservação do bom desempenho da motricidade, evitando assim as quedas dos idosos que podem levar à morte. Segundo Giles (2005 p: 45) o exercício físico pode “contribuir para a redução da fratura do fémur até 50%”.
Em consonância com essa afirmação Matsudo & Matsudo (1993 p:118) informam que o exercício físico tem uma influência positiva sobre o corpo do idoso e contribui visivelmente para fortalecer os músculos. Assim, como salienta Thiebauld e Sprumont (2009, p:29) “a síndroma da atrofia da musculatura, pode ser mascarada na pessoa idosa pela manutenção da massa corporal” para evitar quedas.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Actividade física regular ajuda idosos a reduzir riscos de demência


Resultado de imagem para exercises for elderlyUm estudo publicado numa revista da Associação Americana do Coração, liderado ela investigadora portuguesa Ana Verdelho, concluiu que a Actividade física regular pode ajudar os idosos a reduzir os riscos de ficarem dementes. A investigação apurou que os idosos, sem doenças, que praticam regularmente uma actividade física reduzem o seu risco de demência de origem vascular em 40% e em 60% o de comprometimento cognitivo de qualquer etiologia.

O efeito protector de uma regular actividade física manteve-se, independentemente da idade, educação, alterações na massa branca do cérebro e do historial de acidente vascular cerebral ou diabetes, segundo os investigadores, liderados por Verdelho. A conclusão é baseada num estudo europeu prospectivo multinacional que incluiu avaliações cognitivas durante três anos.
Os resultados apontam para uma evidência cada vez maior de que a actividade física regular promove a saúde cerebral, afirmam os autores do estudo. "Recomendamos fortemente uma actividade física de intensidade moderada e durante pelo menos 30 minutos, três vezes por semana, para evitar o prejuízo cognitivo", disse Ana Verdelho, investigadora na área das neurociências no Hospital Santa Maria, em Lisboa.
A medida reveste-se de particular importância para pessoas com factores de risco vascular como hipertensão, acidentes vasculares cerebrais e diabetes.
A investigação abrangeu 639 pessoas com idades entre os 60 e os 70 anos, dos quais 55% eram mulheres. Dos inquiridos, 64% afirmaram-se activos pelo menos durante 30 minutos por dia, três dias por semana. A actividade incluía ginásios, caminhadas e bicicleta.

Para ler a investigação na íntegra, por favor clique aqui.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Fatores que afetam a saúde

Por Manuel Ferro

Se perguntássemos às pessoas na rua quais são os fatores que elas acham que mais determinam a sua qualidade de vida e quanto tempo vão viver, muitas das respostas que obteríamos apontariam os traços herdados (a hereditariedade, os fatores genéticos) como número um. É vulgar ouvirmos as pessoas dizerem, referindo-se aos seus problemas de saúde: “Eu tenho este problema, mas o meu avô já o tinha, o meu pai também, e a minha tia…” E é certo que, nalguns casos, recebemos dos nossos ancestrais uma “herança” genética já algo debilitada e alterada (eu diria mesmo, estragada), o que nos predispõe para certas doenças.

Mas a verdade é que, para a grande maioria de nós, a nossa saúde depende de outros dois fatores: 1) daquilo que metemos no nosso corpo, e 2) do que fazemos com o nosso corpo. Ou seja, depende do nosso “estilo de vida”. Se é certo que não podemos mudar a nossa herança genética (embora hoje a engenharia genética já tente fazer “arranjos” no maltratado ADN que alguns de nós recebemos), não é menos certo que podemos mudar o nosso estilo de vida. As escolhas que fazemos no nosso dia-a-dia, no nosso estilo de vida, podem prevenir ou potenciar o desenvolvimento de doenças para as quais teremos (hipoteticamente) uma predisposição genética. Alguém dizia, com muito acerto: “A genética estragada carrega a arma, o estilo de vida puxa o gatilho.”

Fonte: Revista Saúde & Lar Setembro de 2012 nº 779

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O consumo de Oxigénio e a Capacidade Funcional do Idoso


Resultado de imagem para idoso respirando ar puroNo processo do envelhecimento há a diminuição das capacidades físicas do indivíduo, principalmente a capacidade aeróbica. Segundo Silva (2006, p: 31), este processo é causado pelo “declínio gradual do consumo máximo de oxigénio” mais conhecido como “VO2 max”. Entretanto a diminuição do “VO2max” pode ser causada por vários motivos tais como; doença, vida social ou sedentarismo. Bortz (2001 p: 45). Quanto mais o geronte se movimentar, mais retoma o seu “VO2max” promovendo assim a saúde e combatendo de uma forma saudável os efeitos naturais do envelhecimento.
A retoma deste fator é gradual e não se pode esperar por uma mudança de um dia para o outro. A persistência é um fator necessário. Daí a necessidade de um exercício físico  planeado e metódico como sugeriu Ogden (2004) a começar o quanto mais cedo possível. Esta afirmação está em harmonia com a investigação de Gupta (2009 p: 77) onde foi concluído que “os idosos sedentários que se submeteram a um programa semestral de exercício, como caminhada ou corrida, ciclismo e alongamentos, foram capazes de melhorar a eficácia no envio de oxigénio para os músculos até níveis próximos aos de pessoas na casa dos 20 e 30 anos.”

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

O Segredo da Longevidade com Saúde


A revista National Geographic de Janeiro de 2006 apresenta um artigo sobre a longevidade de diversos povos entre eles um grupo de aldeões de Okinawa, da Sardenha, e um grupo cristãos Adventistas do 7º Dia da cidade de Loma Linda, Califórnia, como campeões de longevidade. Entre eles destacam-se idosos de 103 a 112 anos que ainda conduzem, fazem caminhadas e andam de bicicleta diariamente. Um dos aspetos indicados é o facto de estas pessoas participarem ativamente de ações denominadas, como “boas práticas”, das quais mencionam o exercício físico e consequentemente uma alimentação saudável. Buettner (2006 p: 9).

A relação entre o exercício físico e a longevidade parece estar intrinsecamente ligadas entre si e encontra apoio em muitos investigadores. Para Barata e altri (1997 p:233) “a longevidade é um conceito que é influenciado pelo exercício, pelos níveis de condição física e por outros comportamentos que constituem o estilo de vida do indivíduo”. Em concordância com esta afirmação Sardinha (1999 p: 48) sugere que “ o principal benefício de uma vida ativa está associado à redução da morte prematura.” 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O Exercício Físico e a Tonicidade do Geronte


Inúmeros investigadores, já escreveram sobre o exercício físico não só como elemento curativo mas também preventivo. Com o passar do tempo o idoso começa a perder capacidades no plano físico, psíquico e cognitivo. É a evolução do processo da “retrogénese psicomotora”, como salientou Fonseca (1998 p:8). É preciso uma intervenção sábia e adequada. O exercício físico poderá ajudar grandemente para que o idoso mantenha o tónus muscular em condições favoráveis ao bom desempenho de suas funções. Monteiro (2008 p:7) realça o exercício físico como um dos fatores essenciais na vida do idoso quando esse está ligado ao processo do envelhecimento. “Envelhecer é verbo, ação, continuidade”.

Segundo Fonseca (2007) é na tonicidade ou a partir dela que se desenvolve todo o nosso contacto com o mundo exterior. A tonicidade está diretamente ligada não somente com o nosso corpo físico como também com as nossas funções psicossomáticas. Desta forma pode-se dizer que os benefícios do exercício físico englobam o indivíduo na sua totalidade. Para Barata (1977 p:228) “a diminuição da força nos idosos não é apenas devido à diminuição da massa muscular, mas também à perda de inervação motora”.  

Para Veríssimo (1991 p:121): “À medida que a idade aumenta tornam-se mais frequentes as doenças crónicas e as intercorrências agudas, sendo várias as situações em que o exercício físico regular parece ter um efeito positivo”. 

domingo, 21 de outubro de 2012

Osteoporose e o Exercício Físico


Embora entendamos que envelhecimento não seja sinónimo de doença, Thiebauld e Sprumont (2009, p:41) postulam que “a senescência é caracterizada pela perda de tecido ósseo que fragiliza o esqueleto”. 
Para Vieira (2009, p: 152) a inatividade física, para além de outros fatores apresenta uma grande contribuição para o aparecimento da osteoporose. 
Barata e altri (1997 p: 229) enfatizam que os idosos ativos têm uma diminuição, menos acentuada, de massa óssea.
Lexell, Robertson, at al (apud Thiebauld e Sprumont 2009, p:36) revelam que “a prática de exercício físico é salutar porque permite conservar a densidade óssea e retardar a perda de fosfato de cálcio”.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Exercício Físico: uma necessidade vital


A partir do séc. XIX iniciou-se nos E.U.A a reforma da saúde. Um dos livros mais antigos deste período é uma pequena obra intitulada Healthful Living da autora Ellen G. White editado em 1897. Este livro realça a  da atividade física para a saúde do indivíduo. Em 1900 a mesma autora escreve um livro mais abrangente intitulado Ministry of Healing, que foi traduzido para o português sob o título “A Ciência do Bom Viver”. Este livro mostra a necessidade do exercício físico para um viver saudável. Esta autora que viveu numa época em que as pessoas habitavam em casas sombrias sem uma boa circulação do ar, teve a ousadia de desafiar os médicos da época ao escrever: “o exercício ao ar livre devia ser prescrito como necessidade vital”. White (2004 p: 265).
A Associação Portuguesa de Medicina Preventiva em parceria com a Associação Internacional de Temperança apoiam o conceito de Ellen G. White que por sua vez classifica o exercício físico com um dos oito remédios naturais para “aumentar a nossa qualidade de vida e contribuir para a recuperação da saúde” Ferreira (2004 p: 2). Já aqui vemos o exercício físico atuando como um fator preventivo e curativo.
A importância do exercício físico nunca foi tão abordada, como nos nossos dias. Praticamente quase todos os tabus já foram investigados e fazem parte da história.  

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Caminhar para um viver mais e melhor


"Há bastante indícios de que um par de tenis bem usados aumenta as suas capacidades mentais. O exercício mantém o fluxo de sangue no cérebro e promove ligações entre as células nervosas. O estudo da Universidade de Pittsbugh concluiu que, quando as pessoas de idade caminham 9 a 15km por semana, são menos suscetíveis ao declínio mental. Outros estudos segerem 15 minutos de caminhada por dia para fazer a diferença. 
Uma investigação sueca publicada em 2005 na Lancet Neurology concluiu que meia hora de caminhada na meia-idade, duas vezes por semana, reduz significativamente o risco de Alzheimer mais tarde na vida". 

Fonte: Seleções Reader's Digest - Outubro de 2012




domingo, 7 de outubro de 2012

O Turismo das Emoções


Quando aludimos sobre a importância de trabalhar as emoções no idoso através das opções de turismo   estamos a falar num modelo de intervenção que não somente acrescenta dias à vida mas que acrescenta acima de tudo vida aos dias. A esse modelo de turismo, passo a chamar de Turismo das Emoções.

Para Bomfim (2011, pw) “Quanto maior for a intensidade da emoção, tanto maior será a tendência de que sua influência seja sentida em nossas atitudes, crenças e relacionamentos.” Como bem frisou Darwin (2006, p:193) “Devido à estimulação do prazer, a circulação torna-se mais rápida, os olhos brilham mais e o rosto adquire umas cores mais vivas. Ao ser estimulado por um aumento do fluxo sanguíneo o cérebro reativa as capacidades intelectuais, as ideias fervilham na mente com mais nitidez e avivam-se os afetos.” 

Desta forma, o turismo das emoções deve estar centrado na pessoa. Como sugeriu Vieira (2007, p:17) o que define o turismo são as pessoas e não os recursos, só existindo turismo se houver essa vivência emocional, no local onde ela se pode viver”.

Mas o próprio planeamento de uma viagem ou excursão está cheio de momentos de prazer. Mesmo que o evento não venha a acontecer, o próprio folhear das brochuras já é uma viagem através das emoções. Como postula Tocquer e Zins (2004, p:117) “as brochuras, os guias e os desdobráveis são uma fonte de informação”. Entretanto, arriscar-me-ia em dizer que as brochuras são fontes para desencadear emoções. Os olhos vêm e o coração sonha. Assim, o Gerontólogo que se empenha no turismo como uma oportunidade de intervenção é um vendedor de sonhos.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Saúde Emocional


Segundo Neufeld (2011, p: 6) “As emoções positivas podem trazer um sentimento de satisfação e bem-estar; as negativas tendem a provocar dor e angústia. Embora as primeiras possam promover saúde mental, uma exposição prolongada às emoções negativas pode provocar problemas comportamentais e relacionais. Assim, as emoções podem desempenhar uma parte importante em nosso bem-estar global”. A Afirmação de Neufeld vem de encontro com a orientação do sábio Salomão que escreveu: " O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos". Provérbios 17:22

Nas suas investigações, Martin & Boeck (1999, p:32) entenderam que “As emoções são mecanismos que nos ajudam das seguintes formas:

*  "Reagir com rapidez perante acontecimentos inesperados";
*  "Tomar decisões com prontidão e segurança";
*  "Comunicar de forma não-verbal com outras pessoas.”

Para Bomfim (2011, pw) “Quanto maior for a intensidade da emoção, tanto maior será a tendência de que sua influência seja sentida em nossas atitudes, crenças e relacionamentos.”

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Humanitude


De acordo com Boris Gineste e Pellissier (2008, p:17 e 18), o Homem nasce duas vezes: Hominídeo: “marcado pela extrema vulnerabilidade. Incapaz de perceber o seu meio envolvente e de se proteger; medo de morrer ou  ser abandonado”, etc. A outra forma o homem nasce, segundo os autores já mencionados é o homem Humano: “quando entra para a sociedade do Homem (…) quando entra numa rede de trocas e de estimulações que irão levar a desenvolver as características da humanidade.” Gineste e Pellisier (2007,p:30) salientam ainda que “(…) somos constantemente seres comovedores e comovidos, seres de emoções”. Esse conceito é interessante pois faz-nos pensar que podemos sempre desenvolver mais humanidade e compaixão com as pessoas do nosso raio de ação e com pessoas com as quais trocamos experiências ao longo do dia. 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Turismo das Emoções


Happy senior citizen couple eating ice cream at holidayPara Ferreira (2007; p:39) “teorizar acerca do fenómeno turístico requer o seu devido enquadramento no  mais vasto do lazer”. O conceito de turismo como promoção de lazer e gastos para os idosos deve ser repensado. Stravrakis (apud Baptista 1990; p:40) determina que “o lazer corresponde ao bem-estar do Homem, em si próprio e nas relações com os outros. É uma qualidade de estar, no sentido de poder expandir-se e realizar-se. É uma recriação contínua de ser ou de estar durante a vida”.

O turismo pode ser uma ferramenta que desencadeia bem-estar e emoções agradáveis. Williams (1998) realça a relevância do turismo no que se refere ao aumento da motivação em determinados grupos de idosos. No que toca ao lazer também podemos visualizar a importância do turismo como meio de inclusão, uma vez que o lazer produz descontração e interação. Para Baptista (1990; p:41) “o lazer, num mundo económico, tem uma função de acalmar e distrair o Homem (…). É o balão de oxigênio que permite recuperar as forças para continuar”. Assim, deveríamos repensar o nosso conceito de Homem para entender as suas necessidades aquando da sua fase de idoso...

Amanhã iremos falar sobre o conceito de Humanitude! 


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Turismo Sénior


À medida que tomamos consciência do envelhecimento das nossas sociedades, e da inevitabilidade desta tendência a crescer como “uma linha reta dirigida para cima”, Aken (2009, p:47), para as décadas que se avizinham, a nossa sociedade sofrerá uma pressão por parte da população idosa, com novos desafios face ao papel da sociedade. Envelhecer deixou de ser um ato individual para tornar-se um desafio social.

Como sugere Ferreira (2006, p:25) a nossa sociedade é “cada vez mais assumida sociedade do lazer”. Este fenómeno também é uma realidade no meio da população idosa. Um dos relatos mais flagrantes dessa alteração foi apresentado pela CM Lisboa que confirma, num estudo estatístico, que 80% dos turistas que visita a cidade anualmente tem acima de 65 anos de idade. Fontes do European Tourism apontam para o início da grande mudança e da aposta do turismo sénior, a nível internacional, a partir da década de 1980. 

Em 1993 a Organização Mundial do Turismo, em parceria com outras instituições de carater internacional tais como a Organização Mundial da Saúde, Nações Unidas e União Europeia escreveu a Declaração de Mogan em que foi estabelecido o estatuto do turismo sénior, criando o “First International Forum on Tourism for the Senior Citizen”. Esse foi um grande passo para a aposta de mercado de qualidade para o turismo voltado para o idoso. Mas Ferreira (2007, p:52) postula que “sénior será sempre um significado pouco preciso, dado que nos critérios de classificação, existirão estados transitórios cujo veredito final cabe a cada investigador, técnico ou político avalizar”.

Fazer uma distinção entre o turista e o turista sénior requer muito mais que a classificação por idade. Como postula Ferreira (2007, p:51) “ a mera diferenciação dos seniores apenas com base no parâmetro “idade” é, contudo, uma opção redutora e simplista, tanto mais que os outros fatores emergem e ganham relevância, sobretudo quando se aborda este universo populacional na ótica do seu interesse para o turismo”. 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A Saúde e o Meio Ambiente


O conceito de saúde tem vindo a sofrer alterações com o passar do tempo, dos costumes e das ideias. Chaves (2009, p:29) defende que “saúde é um estado dinâmico, um equilíbrio biológico e ecológico, é um bem-estar físico, mental e social”. Assim, a preservação do ambiente está relacionada diretamente com a nossa saúde. A preservação ou deterioração do meio local em que a pessoa está inserida traz reflexos megalómanos numa escala global. Daí a ligação intima entre a saúde e o meio ambiente, entre a ação local do Homem no ambiente e o reflexo global, alterando o ecossistema e consequentemente a saúde do planeta que reflete imediatamente na saúde da humanidade.

A poluição do ar e da água, a contaminação do solo, a presença de novos e temíveis agentes causadores de doença, apontam para a intervenção irresponsável do Homem no meio ambiente. Como admite Handysides e Kuntaraf (2010 p:40) “À medida que mais e mais países procuram desenvolver-se, e à medida que os países desenvolvidos procuram continuar a manter o seu nível (padrão) de vida, poderão ser tremendos os desafios para a saúde que a humanidade enfrenta por causa dos danos causados ao ambiente”. 

A afirmação de Handysides e Kuntaraf apontam para a relevância da gerontoloecologia. Teremos melhor qualidade de vida se vivermos num ambiente  saudável. Daí a necessidade urgente da preservação do meio em que vivemos. 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O Homem como agente da sua própria saúde


Os estudos de Ogden (2004, p:129) levaram-no a concluir que a aprendizagem social pode ser uma ferramenta de grande utilidade na promoção da saúde pois “os comportamentos de dependência podem ser desaprendidos, não são irreversíveis”. Isso reforça o conceito de Carvalho & Carvalho (2009) sobre a importância da educação para a saúde.  

Um exemplo de educação pela consciencialização está no conceito desenvolvido por Paulo Freire. O modelo de educação criado por Freire encaminha o Homem à reflexão e à tomada de consciência. Esse princípio pode ser aplicado para uma educação global onde a pessoa se questiona a si própria sobre os caminhos que está a tomar, as decisões que faz e como isso influencia a sua saúde e como a suas atitudes contribuem para a preservação ou deterioração do meio em que vive. 

Assim, como sugere Carvalho & Carvalho (2009), o Homem deixa de ser apenas um recetáculo de informação para ser “o agente da sua própria educação e das suas ações”, no grande plano da promoção da saúde através da sua “enorme influência das condições ambientas”, como tão claramente encontramos no texto em análise.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A Educação Ambiental e a Gerontoecologia


A educação ambiental é um dos fatores mais importantes no âmbito da preservação do ambiente e da promoção da saúde. Como sugere a Carta de Ottawa (1986) um dos elementos essenciais, entre outros, é um “ecossistema estável”. Para Gaudiano (2005, p:61) a “preocupação da conservação recupera a componente verde do ambiente; isto é, põe um empenho maior em problemas ambientais relacionados com as questões ecológicas”. Se os habitats naturais são preservados, consequentemente estaremos a conservar toda uma estrutura do mundo animal quer em grande escala que os micro organismos. Uma vez que toda a cadeia ambiental precisa estar em harmonia para que sejam garantidas todas as condições ambientais necessárias. 
Mussarela e Jacquemart (1994, p:194) apontam para a importância da proteção e preservação das áreas verdes e salientam três grandes recursos que são dessa forma protegidos: “O ar, o solo e a água”. Segundo a sua investigação a floresta “limita as variações na temperatura do ar, humidifica-o, depura do gás carbónico, ao mesmo tempo que produz oxigénio” (…) “as produções florestais contribuem para a formação dos solos e lutam contra o seu empobrecimento” e finalmente “ a poluição das terras é atenuada pela presença dos bosques e das florestas, que filtram (…) numerosos poluentes”.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O início da capaticação educacional do idoso


A capacitação educacional do Homem começa já desde muito cedo. Arriscar-me-ia em dizer que essa educação começa não na infância mas no planeamento familiar. É nesse momento que os futuros pais deviam tomar decisões de como estimular os filhos para uma aprendizagem progressiva e positiva em todos os aspetos da vida, principalmente no âmbito da saúde e do ambiente. Collins e Kuczaj (apud Oliveira, 1994, p: 107) sugerem que “muitos estudos concluem que os estilos educativos parentais têm um grande impacto no desenvolvimento psicológico de crianças e adolescentes”. Oliveira (1994 p:137) afirma ainda que no âmbito da ralação familiar, essa “influencia grandemente (…) o comportamento” da criança e consequentemente do adulto. Dessa forma podemos constatar que a capacitação para uma aprendizagem que se desenvolva ao longo da vida tem o seu lugar, não numa sala de aula mas no núcleo familiar.

O conceito de Carvalho & Carvalho parece ser um eco à voz do grande sábio Salomão que escreveu no Livro de Provérbios 22:6 “ensina a criança o caminho que deve andar e ainda quando for velho não se apartará dele”. Aqui estão traçados os alicerces para uma educação que pode ter efeito para toda a vida. Quando o núcleo familiar é disfuncional ou não existe, aí a intervenção parte da sociedade e do meio envolvente, como as instituições.  

Carvalho & Carvalho apresentam ainda o texto da OMS para assegurar que essa busca constante da capacitação não deve somente estar na fase escolar, mas ao longo de toda a vida. Esse conceito de uma educação constante é que habilita o Homem a aparelhar-se “para todos os estágios do seu desenvolvimento e para lutarem contra as doenças crónicas e incapacidades”. Os estágios do desenvolvimento tão salientados por Piaget (apud Pelitti, 2009) são, nomeadamente, a infância, adolescência, adultíce e velhice.