segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Gerontoecologia


Os leitores do Blog poderão achar engraçado o título deste tema. A "Gerontoecologia" não existe nos dicionários, nem na net. Foi uma palavra que criei com o objetivo de vincular a gerontologia à ecologia. É impossível não falar de envelhecimento humano e saúde sem falar de ecologia. Assim essa palavra, acabada de "sair do forno" vem fortalecer o conceito  que um ambiente saudável favorece um envelhecimento bem-sucedido. 

Vivemos num planeta que sem sombra de dúvidas é o cantinho mais lindo e exuberante do universo. A terra é o único ponto do sistema solar em que foram criadas condições adequadas para o florescimento da vida.
As árvores altaneiras com as luxuriantes folhagens cobrem a superfície da terra e nelas são abrigados bandos de aves que enchem o ar com a mais melodiosa música e pintam o nosso imenso céu azul com as suas mais diferentes cores.

Os frutos e as flores dessas árvores inundam o ar de uma verdadeira sessão de aromaterapia que transcende a alma e eleva o ser. Os rios, que nascem nas mais distantes montanhas, serpenteiam a terra, regando esse nosso jardim e providenciando ao Homem e a todas as espécies de animais, a água que nos é tão essencial.
Os mares, fonte de alimento, de energia e inspiração para muitos, abraçam todos os continentes e garantem a estabilidade na biosfera.

Contudo o Homem, a pensar na sua comodidade momentânea, tem utilizado em grande escala os recursos naturais do planeta de uma forma irresponsável. A Natureza não é uma fonte inesgotável. Embora ela se regenere, o processo é lento e o feito maléfico do Homem não tem dado à Natureza a oportunidade de se transformar e se restabelecer. Assim a Natureza, não podendo se refazer, utiliza a própria arma mortífera do Homem para avisar o próprio, através da disseminação de doenças que se a humanidade não cuidar da Natureza, irá acabar matando-se a si própria.  

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Infoinclusão e gerontotecnologia

O novo paradigma de envelhecimento da sociedade atual criou novos desafios. Segundo a AMI “A infoexclusão define uma nova forma de exclusão nos países desenvolvidos, em que as dificuldades de acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) aumentam entre as pessoas com necessidades especiais ou em circunstâncias de maior vulnerabilidade”.

 De acordo com Pacievitch (2009) a TIC pode ser definida como um “conjunto de recursos tecnológicos, utilizados de forma integrada (…) nas mais diversas formas, (…) no processo de automação”.

Segundo Kenski (2007, p:59) “as novas tecnologias da informação e comunicação, caracterizadas como mediáticas, são portanto, mais do que simples suportes. Elas interferem no nosso pensar, sentir, agir (…) ”.

Não obstante a importância da intervenção, no âmbito da gerontologia, sobre a  interação dos idosos com as novas tecnologias, deve ser feita de acordo com o contexto da vida do idoso (Goulart, 2007;Lindoso, 2008; Mendes,2010; Nunes, 2006; Oliveira,2009). Assim a Gerontologia aposta no avanço das tecnologias como uma forma de inclusão e desenvolvimento das capacidades psicossomáticas. 


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Turismo Sénior e a Gerontologia


Nos dias atuais muito se fala do turismo para a população mais envelhecida como “turismo sénior”. Na experiência do estagiário ao longo do curso de Gerontologia Social, falar-se de turismo nesses termos pode não ser o título mais agradável tendo em conta que uma pessoa de 65 anos de idade não devia ser considerada idosa uma vez que a esperança de vida nos dias atuais é cada vez mais elevada.

Para Ferreira (2007; p:39 “teorizar acerca do fenómeno turístico requer o seu devido enquadramento no conceito mais vasto do lazer”. O conceito de turismo como promoção de lazer e gastos para os idosos deve ser repensado. Stravrakis (apud Baptista 1990; p:40) determina que “o lazer corresponde ao bem-estar do Homem, em si próprio e nas relações com os outros. É uma qualidade de estar, no sentido de poder expandir-se e realizar-se. É uma recriação contínua de ser ou de estar durante a vida”.

O turismo pode ser uma ferramenta que desencadeia bem-estar e emoções agradáveis. Williams (1998) realça a relevância do turismo no que se refere ao aumento da motivação em determinados grupos de idosos. No que toca ao lazer também podemos visualizar a importância do turismo como meio de inclusão, uma vez que o lazer produz descontração e interação. Para Baptista (1990; p:41) “o lazer, num mundo económico, tem uma função de acalmar e distrair o Homem (…). É o balão de oxigênio que permite recuperar as forças para continuar”. Assim, deveríamos repensar o nosso conceito de Homem para entender as suas necessidades aquando da sua fase de idoso. 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Semana do Envelhecimento Activo

Semana do Envelhecimento Activo

Gerontotranscendência

Algum tempo atrás escrevi que a gerontotranscendência " pode ser definida como a capacidade do idoso de elevar-se acima das dificuldades, dos obstáculos, do materialismo e de tudo que é superficial e colocar-se numa posição mais elevada mas ao mesmo tempo ter a humildade para saber ouvir e respeitar as pessoas à sua volta". 
A isso acrescento que essa transcendência desenvolve-ve no momento sublime do encontro íntimo e profundo consigo próprio na busca  do Alto e Sublime. Vou deixar que os próprios idosos falem sobre o tema da gerontotranscendência a música que encontrei no vídeo abaixo. Vale a pena ouvir: 



quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A Mobilidade e a Vitamina D


De acordo com a investigação desenvolvida no Hospital da Universidade de Loma Linda, a redução da vitamina D tem sido associada a uma série de problemas de saúde, incluindo obesidade, diabetes e pressão alta, e agora uma nova pesquisa sugere que a falta desse nutriente importante também podem contribuir para problemas de mobilidade na idade avançada.
Os pesquisadores acompanharam mais de 3.000 pessoas entre as idades de 70 e 79 anos durante seis anos, e descobriram que aqueles com menores níveis de vitamina D no início do estudo tinham quase 30 por cento de risco a mais no que se refere a limitação da mobilidade. No final do estudo o risco de desenvolver uma deficiência na mobilidade era duas vezes maior nas pessoas carentes de vitamina D do que nas pessoas com os mais altos níveis dessa vitamina. Os resultados do novo estudo, que foi financiado pelo National Institutes of Health EUA, foram publicados online na edição de maio do Journal of Gerontology: Medical Sciences.

O corpo produz vitamina D naturalmente quando exposto aos raios do sol. Contudo o abuso pode gerar o risco de cancro da pele. Os estudos também mostram que conforme as pessoas envelhecem, a pele diminui a capacidade de absorver e processar a luz ultravioleta do sol de forma tão eficaz como acontece nas pessoas mais jovens.

De acordo com Houston a vitamina D desempenha um papel importante na função muscular. Ela é necessária para conduzir cálcio para os músculos, o que é fundamental para a contração muscular. Houston também observou que os músculos têm os seus próprios recetores de vitamina D.
Contudo é necessário ressaltar sempre que a exposição má orientada ao sol pode provocar desidratação, queimadoras e cancro de pele.

Fonte: Loma Linda University – Medical Center

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Quando a casa dos avós se transformam numa creche

Por Teresa Paula Marques

Os avós do século XXI têm mais saúde e disposição do que os de antigamente, o que faz com que assumam mais compromissos. Se acrescentarmos a esta evidência a vida agitada das famílias, assim se explica por que os avós são cada vez mais chamados a ajudarem os filhos a tomarem conta dos netos. O convívio, sem dúvida alguma, tende a ser saudável para toda a família, desde que haja cuidado para não sobrecarregar nenhum dos lados. 

Antes de pedir ajuda aos avós, é importante verificar se estes têm disponibilidade física e mental para assumirem este compromisso. Existem casos em que os avós substituem literalmente os pais, pelo que há uma necessidade de imporem regras. Algumas vezes, essas regas vão conflituar com as que são adotadas pelos pais, mas, nesse caso, há que estabelecer um diálogo entre gerações, com vista a entrar em acordo quanto às linhas mestras da educação. 

As pesquisas mostram que aqueles que tomam conta dos netos apresentam uma maior probabilidade de se manterem fisicamente ativos nos anos seguintes. Estar perto de filhos ou netos tem efeitos extremamente positivos sobre a saúde física e mental dos mais velhos. 

fonte: Revista Caixa Ativa Ed. nº 8 ano III 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Mude os seus pensamentos, mude a sua vida


Por: Carol Herferman. Extraído da Revista Saúde e Lar de Maio de 2012

Existe uma relação profunda entre o pensamento positivo e diversos benefícios, tais como, um melhor sistema imunitário, menores níveis de stresse e uma maior capacidade para enfrentar os problemas.
Se pensar de forma positiva tem tantas vantagens, por que razão não somos mais felizes? A resposta foca dois aspetos. Por um lado, não é fácil adotar sempre uma atitude positiva. 
Além disso, poucos têm a capacidade de reconhecer que a sua atitude é negativa.

Existem métodos práticos que podem ajudá-lo a ser menos crítico e mais otimista:
  1. Avalie os seus pensamentos. Ao longo do dia, faça uma pausa para avaliar aquilo em que está a pensar. 
  2. Resista aos pensamentos negativos. “Todos temos as nossas próprias lutas, e creio que ter consciência dos nossos ‘gatilhos’ é a chave para começarmos a ter pensamentos mais positivos”, afirmou Kristi Hussain, conselheira na Califórnia. “O mais grave é que o pessimismo pode transformar-se num mau hábito difícil de vencer. 
  3. Seja sábio na escolha dos seus amigos. Se os seus colegas, vizinhos e amigos passam o tempo a queixar-se dos seus problemas profissionais, pressões financeiras ou filhos indisciplinados, talvez seja conveniente procurar relacionar-se com pessoas que tenham uma perspetiva mais positiva na vida. 
  4. Periodicamente, faça algo de que gosta. Por isso, é essencial descobrir um objetivo para cada dia. Uma dose saudável de expectativa adiciona um elemento agradável à vida mais rotineira.
  5. Recorde que cada dia é um novo começo. Há muita sabedoria nesta afirmação: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento…”  Romanos 12:2
Não somos transformados por assistirmos a conferências sobre pensamento positivo ou por sermos pessoas mais amáveis. Somos transformados ao renovarmos a nossa maneira de pensar.

Para ler todo o artigo viste o site da Revista Saude e Lar. 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

A relevância das emoções

Neufeld (2011) desenvolveu em seu livro " Bíblia e as Emoções Humanas" um excelente apanhado sobre o tema das emoções,  envolvendo os relacinamentos intra e interpessoais. Eis aqui algumas amostras colhidas diretamente do livro de estudo já mencionado: 


"As emoções são uma parte vital da personalidade humana. Elas podem ser poderosos motivadores, tanto para o bem como para o mal. E, dependendo das emoções, elas nos deixam felizes, tristes, temerosos ou alegres.

As emoções “positivas” podem trazer um sentimento de satisfação e bem-estar; as “negativas” tendem a provocar dor e angústia. Embora as primeiras possam promover saúde mental, uma exposição prolongada às emoções “negativas” pode provocar problemas comportamentais e relacionais. Assim, as emoções podem desempenhar uma parte importante em nosso bem-estar global.

Deus quer que desfrutemos os efeitos de emoções positivas. No entanto, por causa do pecado, frequentemente enfrentamos os efeitos adversos de experiências emocionais negativas. Os personagens bíblicos também não estavam imunes às oscilações emocionais. Alguns tiveram sucesso em obter controle sobre elas; outros perderam o controle, permitiram que as emoções negativas os levassem a ações erradas".




segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Ecologia em Saúde

Este artigo foi gentilmente cedido pela Prof Maria Manuela Barreiro Sousa.

“O Homem é o agente da sua própria educação através da interação permanente da sua reflexão e das suas ações. Do mesmo modo o Homem é agente da sua saúde, já que deve desenvolver a sua capacidade      de criar bem-estar e defender a sua saúde, isto, sem esquecermos a enorme influência das condições ambientais.”

“Educação e saúde exigem uma visão holística, englobando uma abordagem global e particular da pessoa nas suas várias dimensões em constante interação com o meio envolvente.”

“Como tal, a Educação para a Saúde deve ser um processo holístico, porque pretendendo aumentar a saúde da pessoa, grupo ou comunidade, procura desenvolver os processos internos que permitam à pessoa adotar comportamentos saudáveis, respeitando o seu estilo de vida e as suas crenças, sendo estas influenciadas pela comunidade da qual faz parte".

Extraído da obra de Amâncio Carvalho; Graça Carvalho
In ”Educação para a saúde: Conceitos, práticas e necessidades de formação”

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Atividade física e envelhecimento humano: a busca pelo envelhecimento saudável

Por:Mauro Lúcio Mazini Filho, André Luiz Zanella, Felipe José Aidar, Aurélio Meirelles Soares da Silva, Rosimar da Silva Salgueiro e Dihogo Gama de Matos.

O envelhecimento populacional vem tomando proporções significativas nos últimos trinta anos em nosso país. A expectativa é a de que no Brasil o número de pessoas idosas irá se igualar aos países europeus, tornando-nos o sexto país com o maior número de idosos até o ano de 2025. A melhoria na qualidade de vida e o aumento da expectativa de vida levam a que o número de pessoas que atingirão a terceira idade irá aumentar significativamente em nosso país.

Dentre os diversos fatores que têm contribuído para esse fenômeno estão a preocupação com o estilo de vida e o incremento da atividade física. Assim, o objetivo deste estudo foi contribuir com a literatura, informando como o processo de envelhecimento evolui no corpo humano e como a atividade física pode intervir no envelhecimento populacional. Para isso foi realizado um estudo descritivo com uma análise qualitativa sobre envelhecimento e atividade física nos idosos.

Concluímos que não se pode interferir no processo de envelhecimento mesmo com a prática regular de atividade física, mas que esta pode auxiliar no processo evolutivo do envelhecimento, conduzindo a que a manifestação dos sintomas do envelhecimento e o surgimento de doenças, como a hipertensão e as doenças cardiovasculares, sejam reduzidos, o que, por conseqüência, diminuirá também o consumo de remédios.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O desafio da Mobilidade Motora em Portugal


Baseado nas informações do Instituto Nacional de Estatística, é possível fazer uma leitura do recenseamento de 2001, e analisar a condição da dificuldade de mobilidade da população portuguesa, especialmente dos idosos, como se vê no quadro que se segue:
  
Tabela 1 – População total e com deficiência e taxas de deficiência por faixas etárias
Faixa etária
População
Percentagem da população com deficiência motora
0 a 15 anos
1 656 602
2,2%
16 a 24 anos
1 352 106
3,5%
25 a 54 anos
4 396 336
5,2%
55 a 64 anos
1 121 137
9,5%
64 anos ou mais
1 702 120
12,5%
Pop. residente
10 356 117
6,1%
(Fonte INE Censos 2001, Doc. de trabalho PAIPDI)


Uma análise superficial ao quadro revela a flagrante realidade da população portuguesa no âmbito da imobilidade motora em relação com a faixa etária. O índice de pessoas com deficiência motora aumenta flagrantemente com o aumento da idade. Aponta que 6,1% da população portuguesa residente no continente e ilhas tem deficiência motora, desse grupo 12,5% têm idade igual ou superior a 65 anos, o que mostra que o maior índice de deficiência está na população idosa. Com o aumento e o envelhecimento da população que será revelado no censo de 2011 é de se esperar que o número de idosos com deficiência tenda a aumentar.
As indicações acima demonstram a necessidade que temos, face aos desafios, em promover acessibilidade a idosos, tendo em vista que 12,5% dessa população tem dificuldade em locomover-se.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

A Educação no Contexto do Envelhecimento


Por Luciano da Silva e Margarida Monteiro
O ato de promover a educação das camadas mais velhas da sociedade está relacionado com o desenvolvimento de uma gerontologia educativa. Glendenning (apud Veloso 2011) traça o desenvolvimento dessa vertente da Gerontologia no ano de 1976 por Howard, professor da Universidade do Michigan.

Para Anaut (2005, p: 123) “a população idosa tornou-se nomeadamente um dos grupos de investigação mais instrutivos […]”. Assim o idoso dos nossos dias passou a ser visto como parte integrante de um grupo com um grande potencial. Este grupo entretanto tem as suas características, necessidades e fragilidades próprias.

Tornou-se obrigatório criar e desenvolver meios para proporcionar aos idosos melhor qualidade de vida e promover um modelo de envelhecimento onde sejam garantidas condições de integração social e que potenciem um envelhecimento saudável em todos os seus aspetos.

A Quinta Conferência Internacional sobre Educação de Adultos, de 1997, que teve lugar na cidade de Hamburgo declara: “é importante que (esses adultos idosos) tenham oportunidade de aprender em igualdade de condições e de maneira apropriada. As suas capacidades e competências devem ser reconhecidas, valorizadas e aproveitadas”. Segundo Terra (2009, p:5) “educação para os idosos são programas educacionais voltados atender às necessidades da população idosa, considerando as características desse grupo etário”.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

O Novo Conceito de Envelhecimento


Por Luciano da Silva e Margarrida Monteiro

No âmbito do reconhecimento do novo paradigma da velhice, sendo uma realidade nos dias atuais e que continuará a ser cada vez mais nos anos vindouros, Osório e Pinto (2007 p:216) apresentam o quadro comparativo do idoso do passado com o idoso de hoje e do futuro, como segue:  

O paradigma do envelhecimento produtivo na prática gerontológica
Perspetiva tradicional
Perspetiva do envelhecimento produtivo
Nihilista
Esperançoso
Deterioração
Crescimento e desenvolvimento
Incapacidade
Saúde e bem-estar
Institucionalização e dependência
Autonomia, independência e interdependência
Forte resistência à mudança
Ajustamento à mudança
Incapaz de aprender
Estimulação intelectual
Preparação para a morte
Desfrutar o dia-a-dia
Vulnerabilidade/passividade
Empowerment
Qualidade de vida (uma dimensão)
Qualidade de vida (multidimensional)
Desapego social
Envolvimento social
Isolamento comunitário
Integração comunitária
Negação e evitamento de desafios
Enfrentar desafios
Necessidades, défices, perda de oportunidades
Força, habilidades, desejos, oportunidades
O passado e o que este poderia ter sido
O futuro e o que ele ainda poderá representar
O microambiente
O macro ambiente
Comportamentos “apropriados à idade”
Comportamentos neutrais para a idade
Uso de um stock terapêutico
Melhoria terapêutica
Estilo de vida sedentária
Ativismo e atividade
Receber
Dar, prestar voluntariado, trocar











A sociedade está em mudança e, como aborda Aken (2009), a esperança de vida mudou consideravelmente em todo o mundo. Isto inclui não somente os países desenvolvidos como também os países mais pobres. Esse crescimento da esperança de vida aumenta a taxa da população com idade superior a 65 anos, mostrando que essa realidade está longe de ser invertida como sugere Aken (2009). Nesse sentido, a Gerontologia Social deve fomentar meios para que os idosos estejam capacitados a adaptarem-se ao novo conceito de um envelhecimento focado no bem-estar consigo próprio, com o micro e macro ambiente social. Para tal torna-se evidente a necessidade emergente de trabalhar na promoção da educação dos mais velhos a fim de equipa-los com uma educação transversal e transdisciplinar.

Para Paul (2002, p:29) “para envelhecer com qualidade é preciso ser criativo, responder às pressões mobilizando a sabedoria e o relativismo que a experiência ensinou, alterando as prioridades e os percursos, numa luta interna com o corpo e externa com a sociedade”. Esse conceito é uma nítida expressão sucinta daquilo que foi apresentado na tabela de Osório e Pinto. 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Educação Ambiental e o Envelhecimento


A má utilização pelo Homem dos recursos naturais, tem sido provavelmente um dos fatores que mais danificam a biodiversidade no nosso planeta. Nem mesmo a própria natureza com as suas catástrofes naturais tais como erupções vulcânicas, terremotos, furações, tempestades avassaladoras e até mesmo os ataques interplanetários de meteoros, tem feito tanto dano no meio ambiente como a ação do Homem. Segundo afirmam Reeves e Lenoir (2006, p:10) “o aumento da temperatura média planetária, desde o início da era industrial, é avaliado em 0,8ºC (…) a poluição pelo ozono bateu todos os máximos desde que há registos, (…) o dióxido de carbono é o principal causador do efeito de estufa. E todavia, verifica-se que a quantidade de CO2 lançado na atmosfera continua a crescer”.

Com a intervenção de uma forma negativa do homem no ambiente, os efeitos têm sido devastadores e continuarão a ser, e as consequências afetam diretamente a humanidade pois necessitamos dos recursos naturais que estamos a destruir. Com isso a nossa saúde no seu todo é seriamente afetada. Falamos tanto em logevidade, bem-estar, qualidade de vida e envelhecimento bem-sucedido... mas tudo isso só é possível num planeta saudável. Assim cabe também ao gerontólogo alertar para o cuidado do meio ambiente.  

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Porque envelhecimos de forma diferente


Por Rui Oliveira 

Lisboa – Uma equipa de investigadores identificou, pela primeira vez, variantes genéticas ligadas ao envelhecimento biológico nos seres humanos.

O estudo, publicado na revista Nature Genetics, foi levado a cavo por uma equipa de investigadores da Universidade de Leicester. A descoberta permite perceber porque é que as pessoas não reagem todas da mesma forma à velhice.O ser humano tem duas idades – a cronológica, que diz respeito aos anos, e a biológica, que diz respeito à idade das nossas células – e essa idade nem sempre é a mesma. A idade biológica é avaliada pelos telómeros (repetidas sequências genéticas nas extremidades dos cromossomas), que se vão encurtando mais ou menos rapidamente com o envelhecimento.


A equipa de Nilesh Samani descobriu que, os telómeros de pessoas portadoras de certas variantes genéticas pontuais eram mais curtos do que os das não portadoras, o que faz com que as portadoras fossem biologicamente mais velhas do que as outras, apesar de terem a mesma idade em anos.
«O que o nosso estudo sugere é que certas pessoas estão geneticamente programadas para envelhecer mais depressa», diz o co-autor do estudo, Tim Spector, do King’s College de Londres, num comunicado. O investigador acrescentou ainda, que as pessoas portadoras das tais variantes genéticas poderão envelhecer mais depressa ainda se forem expostas a ambientes nocivos para os telómeros.


Os factores agravantes que foram apresentados foram «o tabaco, a obesidade e o estilo de vida sedentário». Estas pessoas poderão vir então a «desenvolver um maior número de doenças ligadas ao envelhecimento».


(c) PNN Portuguese News NetworkFonte: noticiasongs.org/archives/8220



sábado, 23 de junho de 2012

Enfrentando a morte sem receios

Lidamos com a realidade da morte de maneiras diferentes. Alguns riem-se, como o homem que disse que a sua mulher queria que estas palavras fossem inscritas na sua lápide:"Eu bem te disse que estava doente!" Outros exprimem o seu receio da morte, como um dos amigos de Job, que apelidou de "rainha dos temores" (Job 18:14.

Mas muitos de nós recusamo-nos totalmente a lidar com a morte. Colocamo-la fora da nossa mente, desejando não ter de pensar acerca desse assunto até àquele inevitável momento do qual não podemos escapar. Aprendemos, mais do que qualquer outra geração que nos precedeu, a falar mais abertamente acerca dos fatos da vida. Mas sentimos-nos provavelmente culpados por estarmos pior capacidatos que qualquer outro grupo de pessoas que nos precedeu a aceitar os factos da morte.

Existirá porventura um meio pelo qual possamos aparender a fazer face à morte sem receios? O Instituto Bíblico de Ensino à Distância desenvolveu uma série de estudos sobre tanatologia que poderá ajudar a avaliar esse tema tão pertinente. Ligue para 808 208 637 ou envie o seu pedido para Instituto Bíblico à Distância: Rua Acácio Paiva, 35 - 1700-004 Lisboa e Peça gratuitamente o manual: Para uma Vida com Sentido

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Irradiar alegria para viver mais e melhor


O nosso universo é composto por cores. As galáxias estão banhadas em cores, as estrelas irradiam luzes que são coloridas. Imaginar um mundo sem cor é viajar no caos e ver a terra “sem forma e vazia” como diz o relato de Génesis 1. 

A Gerontologia Social, como a ciência que estuda o fenómeno do envelhecimento humano e os desafios do idoso na sociedade, tem um vasto campo de atuação. Pode-se fazer uso do universo das cores à nossa volta. Como diz um antigo ditado inglês, “put a little bit of blue in everything you do" . Isso determina que devemos por vida em tudo o que tocamos.

Podemos utilizar as cores para promover a alegria à nossa volta. Como diz Toquinho, na música aquarela, “se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel, num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu”. 

Dessa forma devemos encorajar os idosos a transmitir alegria para esquecer as dores,  as fadigas, o insucesso, a solidão e tantos outros desafios existentes na sociedade. Pintando mundo com um sorriso de cores a vida será muito mais fácil.  

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Premissas do Calçado Gerontológico


Os pés fazem parte da base da nossa estrutura. Entretanto são constantemente negligenciados ao longo da vida com sapatos que causam deformações, falta de estabilidade e desconforto.  No âmbito da Gerontologia Social há uma preocupação no sentido de avaliar um tipo de calçado ideal para promover a saúde, proteção e conforto. A Dra Ana de Sousa sugere as seguintes premissas do calçado gerontológico ideal:
  • Proteção e conforto para o pé;
  • Boa abertura que facilite o calçar e descalçar;
  • Leveza. Não exceder a 350 gramas por sapato;
  • Flexibilidade;
  • Estabilidade;
  • Formas gordas, médias e cheias;
  • Escolher materiais macios, respiráveis e antialérgicos;
  • Não existência de peças que criem zonas de fricção;
  • Forro em toda a área interna do sapato;
  • Costura revestida pelo forro;
  • Estética em resposta aos estilos e gostos comercializados pela moda.