domingo, 10 de abril de 2011

Onde o idoso deve passar a velhice?

As alterações estruturais nos modelos familiares e o novo estilo de vida da sociedade actual tornam muitas vezes impossível uma atenção directa e um acompanhamento personalizado aos idosos em família. 

Uma pergunta pertinente que surge é: Será que o afastamento dos idosos das estruturas familiares não acarreta problemas sociais e psicológicos complexos? Qual o motivo que leva uma pessoa idosa ser forçada a viver onde ela não quer viver? 

A minha experiência no universo da gerontologia confirma o curto período de tempo que o idosos vivem depois de si tornarem institucionalizados. Olievenstein  salienta que os idosos “medem a sua esperança de vida por comparação” desencadeando assim o fenómeno da morte em curto espaço de tempo após ser institucionalizado. Olievenstein também afirma que as respostas sociais “ainda que de luxo” podem muitas vezes ser classificadas como “ ante-câmaras da morte”.  

Ellen White (2005, pag. 57) propõe que “ sejam eles [os idosos] ajudados no próprio lugar, onde podem sê-lo. […] o quanto possível, façam que aqueles cuja cabeça está alvejando e cujos passos trôpegos indicam que se vão avizinhando a sepultura permaneçam entre amigos e relações familiares”. 

Não obstante, deve-se entender e valorizar a importância do serviço que os lares e outros equipamentos de acolhimento para pessoas idosas têm prestado à nossa sociedade no que se refere ao acolhido de centenas de idosos que perderam os seus vínculos familiares e têm no apoio formal o único tipo de  relação familiar que eles tanto necessitam.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Frase do dia

Esta foi a frase que mais apreciei hoje na faculdade, dita pelos meus professores de psicopatologia e psicologia da saúde:

"Numa situação de crise só há duas opções: chorar ou vender lenços"  Saraiva e Fisher (2011)

Tranquilo sim. Tranquilizado não


No texto de Hermógenes, in “Saúde para a terceira idade,” lê-se:


Tratamentos à base de recursos e instrumentos externos têm produzido o homem tranquilizado. Só um autotreino antidistresse tem o poder de tornar o homem tranquilo.
Que deseja ser? Uma pessoa tranquila e liberta, ou um robot artificial, superficial e transitoriamente tranquilizado, mas dependente?

O autotreino, além de proteger contra o distresse, poderá mesmo, dependendo do seu desempenho, transformar o stresse em eustresse, ou seja, mudar radicalmente as coisas, em vez de perturbação e doença, encontrará euforia, eutimia e eurritmia, isto é, saúde e serenidade, vigor e tranquilidade. Para tão prometedor resultado, naturalmente que você terá de decidir, dedicar-se e disciplinar-se. Mas vale a pena.”

Nesta época de crise avassaladora que assola as economias e deixam as nossas finanças de rastro, o melhor seria seguir este método apresentado por Hermógenes e evitar a utilização de remédios que combatem a irritabilidade, o medo, a insónia, o pânico, a agitação, a inquietude e outros. Talvez Homógenes estava a pensar nos “frutos do espírito” que tão bem salientou o Paulo em sua carta aos Gálatas quando escreveu: “ os frutos do Espírito são: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, e domínio próprio (…)      Gálatas 5:22 a 23 

domingo, 27 de março de 2011

A sexualidade da pessoa idosa

Com o florescer da gerontologia começou-se a questionar a sexualidade da pessoa idosa de uma forma mais responsável e respeitável. Entretanto há ainda um grande percurso a ser desbravado. O preconceito acerca da sexualidade dos mais velhos inicia-se na própria família. Os jovens olham para os velhos como seres assexuados.

Muitos autores de renome classificam a velhice como a fase da vida onde ocorre as “perdas”ou a “retrogénese”. Embora estas abordagens tenham os seus devidos valores, elas vêem a velhice de uma forma menos optimista. O processo do envelhecimento e a fase da velhice, especialmente, deve ser encarado numa óptica positiva de desenvolvimento e não como uma mera perda. Isto tem sido uma vitória da gerontologia de mãos dadas com a psicologia positiva. Assim como a infância, a juventude e a adultícia, a velhice também tem as suas perdas e ganhos.

Leite (2010) apresenta a definição de sexualidade proposta pela OMS como “energia que nos leva a procurar amor, contacto, ternura e intimidade, que se integra na forma como nos sentimos, movemos, tocamos ou somos tocados”.  Nestes parâmetros os mais velhos podem usufruir de um leque muito mais alargado no que se refere à sexualidade. Na idade mais avançada não há temores com a ejaculação ou orgasmo precoce e a concepção indesejável. O acto sexual no grupo etário mais avançado pode ser visto como momento dedicado à atenção, ao carinho, ao amor, ao toque e ao prazer de estar junto com a pessoa amada.

Por outro deve-se ter em conta as pessoas que não se enquadraram ainda no seu novo paradigma. Quando abordou o comportamento sexual abusivo e criminoso de alguns idosos condenados a prisão por violar outros idosos Hermógenes (2002) classificou estes indivíduos como “homo eróticus”. Segundo este autor o “homo eróticus” é “ignorante e egoísta, vencido pela compulsão sexual, faz a sua própria desgraça e a de outras pessoas”.

Para Jung a velhice deve ser abordada como oportunidade que o indivíduo tem de abandonar o material e passageiro a abraçar o transcendente, actuando não com o pensamento sobre o que pode ganhar mas sua atenção especial deve ser o que pode fazer para dar e ser útil. Neste ponto de vista a sexualidade da pessoa idosa pode ser encarada como um dom sublime.        

terça-feira, 22 de março de 2011

A medicina do futuro... e do presente

Pelo Dr. Samuel Ribeiro Director da Revista Saúde e Lar


"A medicina de amanhã é a prevenção”, de acordo com o provérbio que diz: “um grama de prevenção é melhor do que uma tonelada de cura”. Estas palavras escritas, há alguns anos, pelo antigo director geral da OMS, Dr. Hiroshi Nakajima, serão talvez o melhor dos alertas quando iniciamos a tão desejada e temida, por muitos, escalada de um novo tempo. Ao fim de quase sessenta anos de publicação é também a confirmação da justeza da posição da Saúde e Lar desde a primeira hora.
As modernas descobertas da medicina levaram muitos a pensar que os maiores problemas de saúde da humidade estariam resolvidos para sempre. Mas, bem pelo contrário, eles não param de aumentar. Até recentemente a humanidade dividia-se em: países ricos que já tinham vencido as doenças transmissíveis e se preparavam para derrotar as não transmissíveis como o cancro, as doenças cardiovasculares e outras próprias das sociedades desenvolvidas, e países em desenvolvimento onde as doenças endémicas transmissíveis, a malária e a pobreza faziam e fazem as suas razias.
Hoje, no século XXI, as coisas mudaram. É verdade que muitos países mudaram. É verdade que muitos países em desenvolvimento têm feito progressos no combate às doenças infecciosas e à malnutrição. Mas a urbanização e industrialização rápida desses países, a par da adopção de estilos de vida modernos mas errados, têm vindo a fazer aumentar a incidência das doenças das doenças não transmissíveis. Assim, novos problemas têm aparecido antes que os antigos estejam resolvidos. Um exemplo típico, entre nós, é o progressivo abandono, sobretudo pela juventude, da nossa alimentação tradicional tipo mediterrânico, por uma alimentação desequilibrada e com excesso de carne e de gorduras. As consequências no aumento das doenças cardiovasculares e do cancro já se estão a começar a sentir.   
O progresso socioeconómico tem melhorado as condições de vida de melhores de pessoas. Mas ao mesmo tempo a adopção de estilos de vida desaconselháveis (alimentação errada, stress, tabaco e falta de exercício) por muitas dessas pessoas tem-lhes trazido um risco acrescido de mortalidade em muitas doenças. A ciência mostra claramente que a prevenção das mais importantes doenças não transmissíveis (cancro, doenças cardiovasculares, diabetes, osteoporose) só é possível se se adoptarem estilos de vida saudável. Essas doenças têm grande parte das suas raízes em factores que os seres humanos criam e que só eles podem controlar.
Um dos mais importantes factores da saúde é a alimentação. Alguém disse que uma alimentação correcta representa 80% da saúde. Há evidências cada vez maiores de que uma dieta sem utilização de alimentos ou gorduras animais é um factor fundamental para se poder ter uma vida mais longa e mais saudável.
Termino com uma frase do professor Fernando Pádua, uma personalidade médica que é uma referência quando se fala em prevenção: “a saúde pode não ser tudo, mas sem ela o resto é quase nada”. 

quinta-feira, 17 de março de 2011

Estabelecer Sintonia


O bom desenvolvimento de relações interpessoais é um dos elementos chaves para o sucesso de uma vida profissional, pessoal e comunitária. No âmbito da gerontologia social é imperativo o desenvolvimento da sintonia com os idosos e cuidadores com os quais iremos interagir. É somente através da cumplicidade e amabilidade que somos capazes de desenvolver relações. 

Todos nós já tivemos a oportunidade de observas filhos parecidos com os mais não somente fisicamente mas na forma de andar, amigos que de uma certa maneira vestem-se de uma forma semelhante, casais que ao longo dos anos tornam-se muito parecidos e cães e donos que muito se assemelham. Vemos também uma grande cumplicidade na natureza à nossa volta. Estes são alguns exemplos de sintonia entre tantos que podemos mencionar. 

Boothman (2008) sugere que "a sintonia é o estabelecimento de um território comum, de uma zona de conforto na qual duas ou mais pessoas se podem unir mentalmente. Quando existe sintonia, cada um de nós traz algo à interacção - atenção, calor, sentido de humor, simpatia, possivelmente duas ou três excelentes anedotas. A sintonia é o lubrificante que permite que as interacções sociais fluam com suavidade". 

O mesmo autor admite, através dos seus estudos, que a recompensa é de grandeza tal que quebra todos os  "gelos" de um relacionamento casual.  "O prémio, quando se atinge a sintonia, é a aceitação positiva da outra pessoa. Esta resposta não se traduzirá em tantas palavras, mas assinalará algo como isto: "eu sei que ainda agora te conheci, mas gosto de ti, por isso vou-te confiar a minha atenção." Por vezes, a sintonia acontece simplesmente por si própria, como que por acaso; outras vezes, temos que lhe dar uma mãozinha. Se acertarmos, a comunicação pode ter início. Se falarmos, vamos ter que batalhar pela atenção da outra pessoa".

Em seu estudo sobre a sintonia, Boothman (2008) postula a existência de três formas de sintonia: A "sintonia natural" que passa pela simpatia ou carisma que desenvolvemos naturalmente com as pessoas com as quais interagimos em nossa vida diária, a "sintonia ocasional" que desenvolvemos em ocasiões ou situações  específicas como eventos, viagens entre outros. E finalmente a "sintonia planeada". Esta é desenvolvida quando há um interesse mútuo ou individual. Neste caso o agente interessado necessita derrubar preconceitos e outras barreiras sociais para "reduzir as distâncias e as diferenças" conforme salienta Boothman (2008). 

É somente através destes princípios que poderemos combater a exclusão social e promover a interacção do indivíduo na sociedade. Não obstante o primeiro passo deve sempre partir de nós próprios. "A chave de estabelecer sintonia com estranhos é aprender de que forma nos podemos tornar como eles". 




segunda-feira, 14 de março de 2011

A arte de envelhecer

Envelhecer é uma característica inerente do ser humano. Ermida (1999) define o envelhecimento como “...processo de diminuição orgânica e funcional, não decorrente de acidente ou doença e que acontece inevitavelmente com o passar do tempo”.  Não obstante muitos estudiosos como Bize e Vallier (1985) e Marujo (2009) postulam que o processo do envelhecimento ocorre a partir da fecundação. 

Para Stanhope e Lancaster (1999)   “…O envelhecimento é um processo normal que não é bem compreendido e, ao longo dos anos, têm surgido mitos a ele associados. Alguns dos mitos comuns implicam a percepção de que todos os idosos são débeis, senis, surdos, que não conseguem adaptar-se à mudança…”

A nossa sociedade ocidental de cultura consumista crê-se que o que é velho deve estar fora de uso ou ultrapassado. Contudo a história regista grandes vultos do passado que tiveram maior capacidade criativa na velhice que na idade jovem. Entre estes destacamos:


Concluo com o poema Envelhecer de Saul Dias, in “Essência”

É bom envelhecer!

Sentir cair o tempo,
magro fio de areia,
numa ampulheta inexistente!

Passam casais jovens
abraçados!...

As árvores
balançam novos ramos!... 
 E o fio de areia a cair… a cair…

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Rir é o Melhor Remédio

Todos nós, a qualquer momento, passamos por algo que não está bem ou que não nos deixa sorrir para a vida, como a doença, a dor pela perda de alguém que nos é querido, as dificuldades financeiras, ou simplesmente a luta que travamos para adaptar as nossas aptidões e capacidades ao estilo de vida em que estamos inseridos.  Não obstante todos nós devemos procurar dentro de nós mesmos ou à nossa volta algo que nos ajude a erguer. Há uma necessidade de encontrar nas coisas simples da vida uma razão para rir e este riso irá transportar-nos através de uma vida cinzenta para uns momentos de alegria que só trará benefícios. 
Segundo Lopes (2010) vários estímulos são percebidos ao rir, e estes percorrem todo o cérebro, essencialmente a parte do comportamento que está ligada à região frontal do mesmo, estimulando assim as áreas motoras da face e de outras partes do corpo.
De acordo com Livingstone  (2004) “o humor também é uma forma de partilha da prática social. Rir com alguém é uma forma de afirmar que todos estamos no mesmo barco”. Para Barroca (2005) O poder do sorriso é grande, e saber sorrir é algo de muito importante. A mesma autora menciona Antoine de Saint-Exupéry ao dizer que: “no momento em que sorrimos para alguém, descobrimo-lo como pessoa, e a resposta do seu sorriso quer dizer que nós também somos pessoa para ele”.
Para além da vertente social o riso tem uma grande conotação no âmbito da saúde do indivíduo. De acordo com a Revista Brain & Mind de 2004 “o riso primeiro, activa o sistema cardiovascular, então a frequência cardíaca e pressão arterial aumentam. As artérias então se dilatam, levando, portanto, a uma queda da pressão. Contracções fortes e repetidas dos músculos da parede torácica, abdómen e diafragma aumentam o fluxo sanguíneo nos órgãos. A respiração forçada eleva o fluxo de oxigénio no sangue”. Para Lewis (1998) “uma atitude positiva é mais saudável que um prato de sopa”. 
Ellen White (2008) postula que “o ânimo, a esperança, a fé, a simpatia e o amor promovem a saúde e prolongam a vida. Um espírito contente, animoso, é saúde para o corpo e força para a alma. O próprio Jesus durante o seu ministério nas terras áridas da Judeia parecia dar a receita de uma vida saudável através do sorriso ao dizer constantemente através dos evangelhos: “tende bom ânimo”. Isto vem de encontro com o conselho do Salmista ao propor que O coração alegre serve de bom remédio." Prov. 17:22. 

Concluo com o pensamento de Lewis (1998) “Acarinha as tuas memórias do passado. Mas sobretudo procura recordar-te daqueles momentos que um dia te fizeram sorrir”.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Os 10 Mandamentos da Gerontologia Social

Extraídos do Texto de Bize e Vallier  ( Uma nova vida: a terceira idade)

I
Um organismo central supra-municipal de coordenação e um preliminar indispensável. 

II
A aglomeração urbana deve ser repartida em sectores sociais com relativa autonomia.

III
A mistura de idades é obrigação absoluta.

IV
Há que manter o meio ambiente habitual: o citadino na cidade, o rural na sua aldeia. 

V
A manutenção de uma actividade é indispensável para a preservação da saúde psíquica e mental.

VI
O enquadramento e a participação das pessoas idosas devem ser o fundamento da organização geriatra de amanhã.

VII
Caso a habitação própria se afigure incompatível com as condições fisiológicas, psicológicas e económicas decorrentes da velhice, quando chegar a reforma deve procurar-se a solução de um lar com equipamento colectivo...solução que deve, se possível, ser preparada com antecedência.

VIII
Ao optar-se por uma solução de tipo colectivo, deve assegurar-se a subsistência neste tipo de vida, mesmo quando sobrevêm  doenças ou invalidez... já que esta escolha corresponde a uma procura de segurança.

IX
O serviço hospitalar impõe-se como um serviço de reinserção social. Este aspecto confere-lhe a sua especialização, conseguida mediante a integração na equipa médica de agentes indispensáveis, nomeadamente os gerontólogos. 

X
É preciso manter um laço ente os diferentes serviços, acompanhado as pessoas idosas no hospital, em colectividade e no domicílio. 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Envelhecimento e chocolate negro

Por Joaquim Parra Marujo

À não é novidade que o chocolate negro pode trazer benefícios para a saúde, mas um novo estudo norte-americano, publicado no «Chemistry Central Journal», avança que tem uma alta concentração de antioxidantes que previnem o envelhecimento prematuro, e tem mais concentrações do que os sumos de fruta.

Os investigadores do Centro Hospitalar Hershey para a Saúde e Nutrição compararam a capacidade antioxidante do cacau em pó com a de frutas e concluíram que, grama a grama, o primeiro era muito mais rico nesta substância e com um conteúdo de flavonóides muito maior.
Quando mediram a quantidade de antioxidantes, por porção, de chocolate negro, cacau, e mesclas de chocolate quente com a fruta, o chocolate continuava no topo da lista com mais capacidade antioxidante, com alta concentração de flavonóides e polifenóis. Contudo, ressalvam que o chocolate quente, devido à transformação, perde grande parte das suas propriedades.

O estudo, liderado por Debra Miller, mostra que as sementes de cacau oferecem “um valor nutritivo que vai muito mais além da composição macronutriente”.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O futuro da Medicina Transfusional

Uma reflexão sobre o artigo de W.G.Aken "O Futuro da Medicina Transfusional" editado na Revista AB0 nº 40. Lisboa.Edição de Out/Dez 2009

Com o aumento da esperança de vida surgem novos desafios para a sociedade. Um dos factores mais perturbadores para Aken é que o idoso “não sofre de uma doença única mas da presença simultânea de várias incapacidades”. A este fenómeno o autor chama de “multimorbilidade”. O outro fenómeno que surge como consequência da longevidade é apresentado como: “fragilidade”. Esta realidade é derivada da vulnerabilidade que a pessoa idosa tem em ser mais susceptível a doenças, contaminações e complicações a nível do quadro clínico. Por este motivo torna-se obrigatoriamente necessário evitar qualquer tipo de contaminação ou efeitos secundários resultantes de uma transfusão de sangue.

O aumento da população idosa, segundo Aken, irá trazer complicações a nível de material sanguíneo. São enumerados alguns desafios para os profissionais da saúde. Um deles está relacionado com o número de dadores que tem vindo a reduzir devido ao envelhecimento e estes lugares não estão a ser preenchidos por pessoas mais jovens.

Aken postula que o número de dadores com idade entre os 50 anos aumentou tanto no grupo feminino como masculino. Assim é cientificamente provado que o perfil dos dadores de sangue está enquadrado numa população que está a envelhecer. Desta forma reduz-se o número de sangue colectado. Em contrapartida a população envelhecida necessita grandemente de material plasmático. 

Uma das soluções propostas é aumentar a idade dos dadores de repetição e pessoas que doam pela primeira vez, desde que tenham saúde para tal. Mesmo assim o autor coloca como indispensável motivar o recrutamento da população mais jovem para “cobrir a perda dos dadores mais velhos” a fim de suprir a necessidade de sangue nos bancos hospitalares.

Segundo o autor o maior número de receptores de sangue e derivados estão relacionados com indivíduos com mais de 60 anos. Estas pessoas “beneficiam com tratamento de longa duração” em “elevadas doses”. Uma vez que a tecnologia tem avançado juntamente com a esperança de vida, calcula-se que em breve poderá serão efectuadas cirurgias mais complexas e tratamentos quimioterápicos “mais agressivos” em pacientes mais idosos o que consequentemente aumenta o número de gerontes a beneficiar dos produtos sanguíneos e plasmáticos.

A segurança no que se refere ao cuidado com o sangue sofreu grandes alterações nos últimos anos. Quanto a esta segurança, segundo Aken, as precauções passavam pelo processo da “educação do dador, o rastreio, a testagem para agentes específicos e o descarte de componentes do inventário” caso aparecesse alguma suspeita que o dador viesse a ser portador de uma doença.

Nos dias actuais Aken garante que a possibilidade de ser contaminado por doenças tais como hepatite e HIV por uma transfusão de sangue é muito remota, devido ao avanço das tecnologias. Não obstante é informando que a globalização e as “alterações climáticas” o risco de “novos agentes transmissíveis” constituem o maior problema no que tange à segurança de sangue.

No que se refere à protecção e preservação do sangue armazenado, a tecnologia tem dado o seu contributo para permitir que o sangue esteja em boas condições para ser usado. Cada vez mais a tecnologia avança e permite mais garantias de saúde nesta área.

É também evidenciado o perigo das reacções derivadas das transfusões de sangue num momento imediato ou posterior à recepção do sangue no corpo humano, bem como lesão pulmonar aguda causada pela transfusão. Para Aken, a melhor forma de evitar problemas de ordem não infecciosa nas transfusões é promover estudos para construir uma base de dados genética para garantir transfusões compatíveis aos receptores, evitando assim os “riscos de aloimunização”, ou seja rejeição.

Como forma de trazer resposta aos novos desafios da medicina, Aken indica que as mais diversas terapias celulares podem dar um grande contributo na evolução do desenvolvimento da medicina no campo das terapias transfusionais. Entre outros exemplos ele destaca a transplantação de células estaminais, uso de 
células dentríticas e linfócitos T para evitar a rejeição.

É enfatizado a necessidade de desenvolver todas estas tecnologias sob a transparência e de acordo com a biovigilância. Todos os serviços de sangue que dispõem de tecnologia e “infra-estrutura avançada” são convidados a participar deste avanço da ciência para o bem da humanidade.   

É focado ainda a importância de uma medicina personalizada, voltada para o doente em vez de centrada na doença. Para finalizar o autor aborda a questões no que se refere à negligência e falta de rigor nos exames de material sanguíneo que afecta metade dos países do mundo e consequentemente as doenças transmitidas devido à esta situação. É salientada a necessidade de cooperação entre diversas entidades para solucionar este problema.

Entendo que a solução segura é a manufacturação de produtos sanguíneo a partir de terapias celulares para suprir a grande demanda. Para além de solucionar o problema de compatibilidade, esta tecnologia irá também solucionar o desafio da contaminação quer por vírus ou bactérias quer as reacções negativas que podem ocorrer após uma transfusão de sangue.

O uso da tecnologia no que se refere ao futuro transfusional poderá ser um grande benefício para solucionar o problema de consciência de grupos religiosos minoritários que poderão ser eventualmente beneficiados com a produção de sangue artificial a partir de células estaminais. Desta forma estaremos a salvar vidas e a promover a tolerância.

Entendo que a função máximo do gerontólogo é promover um envelhecimento saudável. Aprecio o grande desenvolvimento da tecnologia para dar resposta segura, imediata e salutar a todos os gerontes que necessitam de transfusão de sangue num momento de vulnerabilidade. Não obstante compreendo que a tecnologia que engloba o avanço do processo de terapias celulares apresenta grandes custos financeiros em que nem todas as economias estão preparadas para embargar neste projecto. Enquanto a tecnologia não seja acessível a todos é necessária uma consciencialização da sociedade para promover a saúde e assegurar a vida.


sábado, 29 de janeiro de 2011

A comunicação e a auto-revelação

A comunicação é uma das colunas essenciais para qualquer tipo de relação íntima. Sem este factor, nenhum relacionamento pode sobreviver. Brehm define a comunicação como “uma condição indispensável para a existência da própria relação”. O acto de comunicar pode ser definido como receber e passar informações através de diversos métodos, como linguagem falada ou escrita, gestos ou sinais. Contudo Alferes  limita-se a falar sobre a comunicação verbal que deve existir num relacionamento. Assim a importância do diálogo  é   focado para que haja um crescimento saudável nos relacionamentos. “É através da palavra que partilhamos os acontecimentos privados  ou as significações do mundo objectivo e social”.

Derlega mostrar o factor negativo da “auto-revelação”. Isto ocorre quando um dos indivíduos utiliza estes conhecimentos como forma de “adquirir controlo e poder no seio dessa relação”. Uma outra questão que se coloca é a sinceridade ou veracidade da “auto-revelação. Fisher trata da “veracidade, sinceridade, intencionalidade, novidade e carácter privado” da comunicação transmitida. Desta forma não somente o indivíduo que recebe a transmissão pode usar o poder para manipular o relacionamento como também o indivíduo que transmite a comunicação.

É através da fala que expomos o conceito que temos do outro, criamos ou desfazemos conflitos e transmitimos o conceito que temos de nós mesmos. Estas palavras deixam transparecer a ideologia do apóstolo Tiago que escreveu: “Assim também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva!” Tiago 3:5. Desta forma Alferes mostra quão importante é o tipo de comunicação que temos em nossas relações, independentemente da “sua natureza institucional”. Salomão, por sua vez, deixou um grande contributo sobre a comunicação que também é digno de nota: “como maçãs de ouro e salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo”. Provérbios 25:11.

Altman e Taylor designam a “auto-revelação” como um factor gerado através da comunicação. É através da comunicação verbal que as pessoas falam das suas intimidades, dos seus estados emocionais, das suas histórias de vida e ambições para o futuro. Derlega informa que a “auto-revelação” está intrinsecamente ligado com a “reciprocidade” ou cumplicidade nos relacionamentos. O mesmo autor também postula que a “auto-revelação” tende a diminuir ao longo dos anos de relacionamentos. Daí a necessidade do gerontólogo realizar uma intervenção adequada com casais idosos para fortalecer os elos de ligação e promover o desenvolvimento da comunicação e da auto-revelação para estimular o crescimento da auto-estima, da cumplicidade e do companheirismo, uma vez que o amor é como uma planta que necessita ser cultivada constantemente. 

Por Luciano da Silva e Sabrina Mestre


A finitude e infinitude da existência

Continuação do tema apresentado pelo Prof. Dr. Joaquim Marujo e Mestre João da Fonseca

São interrogações perturbantes, categóricas, insofismáveis e evidentes que colocamos inúmeras vezes em momentos de crise existencial.

O Homem é corpo que tem uma mente que é uma tripla mente porque é mente, que mente e que (de)mente(mente) nos leva à loucura. Lou(cura) que cura quando pensamos que não morremos e que viveremos para sempre!

O ser humano produto e resultado de um processo biográfico é composto por corpo, espírito e alma. O corpo é a impressora da alma e o espírito a sua energia. Cada corpo prepara-se, ao longo da vida, para receber a doença. A doença é o caminho da alma. Abrindo caminhos, no caminhar da sua trajectória vital o corpo esgota a sua energia vivificante.

Corpo, alma e espírito são a unicidade, a qualidade de ser único e da unidade, qualidade positiva que se diferencia de toda a outra, i.e., ser um só que não podemos denegar porque se «se negar a alma e o espírito, como explicar o pensamento, a reflexão, a autoconsciência, a liberdade, a experiência de nós enquanto pessoas, enquanto dignidades não redutíveis a coisa?»

Para Montaigne “não há lugar algum na terra onde a morte não nos possa encontrar, mesmo que contorçamos as nossas cabeças em todas as direcções como se estivéssemos num território dúbio e suspeito (…). Todavia, é uma loucura pensar que possamos vencê-la. Os homens vão e vêm, correm e dançam e nunca pronunciam uma palavra a respeito da morte. Tudo está bem enquanto dura, porém, quando ela surge – para eles, para as esposas, para os filhos, para os amigos – apanhando-os desprevenidos e não preparados, oh! Que tempestades de paixões então dominam, que choros, que fúrias, que desesperos! (…)

Para privarmos a morte da maior vantagem que detém sobre nós devemos começar por adoptar um caminho
completamente oposto ao habitual. Retiremos-lhe toda a sua estranheza, frequentemo-la, habituemo-nos a ela, façamos com que seja o pensamento mais constante nas nossas mentes (…) Não sabemos onde nos espera e portanto, esperemos por ela em todo o lado. Praticar a morte é exercer a liberdade. Um homem que aprendeu como morrer, aprendeu a não ser escravo”. Destarte debater ou reflectir sobre a morte, assenta na circunstância de estarmos neste momento colocados na perspectiva de observadores da morte em vez de ser na de participantes caso contrário, todo este ensaio parceria ser no mínimo surrealista.

Obviamente que, neste preciso momento, cada um de nós tem a oportunidade de participar na sua existência mas há medida que ampliamos a consciência sobre a totalidade da linha existencial, rapidamente nos deparamos com a sua inevitável e respectiva finitude. Assim, a existência de todos os “Seres” por mais preciosa, útil ou significativa que ela seja, caminha inevitavelmente em direcção à morte e o preço a pagar por quem procura desenvolver uma consciência autêntica e plena sobre a sua existência, passa invariantemente por aprender a lidar com o destino terminal que o aguarda.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Saber lidar com a morte

Texto de Joaquim Parra Marujo e João Eusébio da Fonseca
Extraído do tema:" A finidude e a Infinitude da Existência"

A morte é um acontecimento da vida, é um mistério mas não é o fim. Compreender e aceitar a nossa morte conduz, inevitavelmente, a uma situação de responsabilidade para connosco, para com os outros e para com a Humanidade. Se, diariamente, pensarmos que poderemos em breve morrer, talvez o nosso comportamento para com os Outros se torne, de facto, responsável e empenhado na construção de um Mundo mais humano, humanizado e fraterno.

Para amar verdadeiramente a vida e os Outros, temos de aprender a amar a morte e o que ela representa no ciclo da vida e na evolução cósmica de todos os seres vivos. O ciclo da nossa existência é temporário. No momento do nosso nascimento, parte de nós já estava a morrer. Quando a vida intra-uterina termina, nascemos. Quando termina a fase da amamentação nasce de imediato um novo mundo gastronómico. Quando saímos da casa dos nossos pais, criamos outra família e uma outra forma de viver mais autónoma. A vida é uma vida ad eternum.

A vida talvez seja uma eterna morte. A morte talvez seja uma eterna vida. Uma vida eterna é talvez a tomada de consciência da nossa finitude. A nossa finitude talvez nos leve a valorizar a preciosidade, a oportunidade e a importância da nossa existência e das nossas relações no aqui e no agora. A vida talvez seja mais do que aquilo que se passa entre o nascimento e a morte. A morte talvez não seja o verdadeiro inimigo. Inimigo talvez seja não viver a vida.

Urge uma aceitação tranquila e lúcida da morte e do morrer no lar (doméstica). Morrer assepticamente nos hospitais é, hoje em dia, um momento solitário, triste, muito mecânico e pouco humano e sem a companhia nem a participação da família. Encarar a morte com calma e naturalidade é tanto mais possível quanto mais a vida for realizada e vivida com grande satisfação e plenitude.

domingo, 16 de janeiro de 2011

A espiritualidade e a aceitabilidade pessoal

Uma das formas pela qual psicologia social classifica o homem é de “ser psicológico”. E a condição de “ser psicológico” vem do facto do homem ter a capacidade de desenvolver a espiritualidade. Para Sequeira, Santos et al (2009) “a espiritualidade é profundamente humana, que congregando todos os aspectos do ser humano lhe confere a capacidade para desenvolver valores transcendentais, valores que estão para além dos valores comuns e também dos valores materiais”.

Desta forma pode-se entender que a espiritualidade é a capacidade do indivíduo de desprender de valores materiais em todas as suas formas em busca de algo mais sublime. Não obstante, em muitas situações a espiritualidade é confundida com religiosidade. Narayanasamy (apud Sequeira, Santos et al, 2009) classifica a espiritualidade como “uma entidade que vai além da filiação religiosa”. Enquanto a religiosidade passar pelo cumprimento de dogmas, a espiritualidade leva o indivíduo à reflexão, a amar, a ceder nas situações mais adversas. Para Saint-Exupéry (1987) a espiritualidade pode ser entendida como “ver em cada coisa uma vida interior”.

O paradigma motor da espiritualidade é seguir o caminho do bom senso, do equilíbrio, da harmonia e da serenidade. É crescer com todas as experiências que ocorrem ao longo da vida e aprender com elas. A espiritualidade também está no acto de compartilhar quer as bênções materiais quer as espirituais. Para White (2009) “Deus é a fonte de vida, luz e alegria no universo. Como raios de luz do sol, como correntes de água brotando de uma fonte viva, bênções fluem d’Ele para todas as Suas criaturas. E sempre que a vida de Deus estiver no coração dos homens, ela fluirá para outros em amor e bênções.

White (2001) classifica a espiritualidade como “a religião pessoal” e postula que esta “religião pessoal é da mais alta importância” uma vez que é “necessária à saúde e felicidade” e consequentemente “aumenta a força física, mental e moral, porque a atmosfera do céu, como um agente vivo, actuante, enche a alma.

Assim a espiritualidade é o crescimento do indivíduo para um nível mais elevado e mais sublime onde o essencial não é o apego às coisas terrenas e passageiras e sim o acto de compartilhar, compreender, amar e buscar a harmonia com as pessoas e o meio ambiente.

O desenvolvimento da espiritualidade pode auxiliar o idoso na aceitação da sua condição e no encontro do seu caminho. Assim a frustração pela perda do vigor e a angústia pela não realização de sonhos e tarefas ou amargura pelos erros do passado poderão ser superados devido ao novo apego ao transcendente onde o idoso “esquece as coisas que para trás ficam e avança para as que estão diante de si, segue para o alvo” (Filipenses 2:13 e 14).

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Alongar para um viver saudável

Durante os últimos 15 anos o mundo passou por uma grande explosão tecnológica. Embora os computadores já existissem, pouquíssimas pessoas tinha uma noção clara e definida de que o acesso à internet e aos sistemas operativos estariam ao alcance de todos. O telefone fixo deu lugar ao telemóvel. A telefonia evoluiu assim de uma caixa pesada e grande para um pequeno e portátil computador com a mais avançada tecnologia. Contudo e apesar de todos estes desenvolvimentos, o cérebro humano continua a ser imbatível.

O nosso corpo é um dos mecanismos mais complexos de todo o planeta. Temos características únicas que nos diferenciam de todos os outros animais. Somos bípedes, temos um fabuloso esquema de linguagem que permite uma comunicação segura, eficaz, temos um cérebro assombrosamente desenvolvido que controla e dirige todas as nossas acções.

Ao longo de um dia, fazemos movimentos dos mais simples aos mais sofisticados. Este processo natural e automático é executado pelo nosso cérebro que interage com o movimento, numa dialéctica perfeita. Levantamo-nos da cama, sentamo-nos, lavamo-nos, dirigimos os alimentos à nossa boca, fechamos a porta, subimos e descemos escadas. Conduzimos os nossos carros, andamos nos transportes públicos, cumprimentamos os nossos amigos e acenamos para as pessoas do outro lado da rua. No dia-a-dia, todos estes movimentos e muitos outros estão a ser pormenorizadamente controlados e planeados pelo nosso cérebro. Quase se pode dizer que ele anda dois passos à frente das nossas acções.

Para manter a saúde desta máquina tão maravilhosa, é preciso não somente alimentar-se bem, praticar exercícios como também alongar-se. A extensibilidade  é a capacidade de elasticidade ou a flexibilidade produzida pelo alongamento dos músculos. A flexibilidade é de sumamente importante para a execução correcta de alguns movimentos do dia-a-dia bem como na manutenção do corpo saudável. Nestes termos as actividades de alongamento representam uma função preventiva muito relevante uma vez que eles ajudam no fortalecimento da musculatura.

Comece o dia alongando os braços, pernas e tronco de uma forma segura. Há uma vasta gama de exercícios de alongamento que podem ser encontrados em revistas e livros. Lembre-se que o alongamento também promove a circulação sanguínea especialmente nos membros extremos (pés e mãos) evitando assim as microtromboses (frieras dos pés e mãos) causadas especialmente pela má circulação, tão comuns durante o inverno.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Como fortalecer o Sistema Imunológico


Texto de Virgílio Figueira

Partindo do princípio que a saúde é um estado de normalidade funcional do ser humano, em todas as suas funções – níveis físico, mental e espiritual –, a missão da Naturopatia é ajudar a conservar e recuperar esta normalidade funcional.

A saúde deteriora-se e perde-se pela transgressão das Leis da Natureza. A Naturopatia ensina a remover as causas das doenças. Não existe efeito sem causa. A recuperação da normalidade funcional do Corpo Humano requer a eliminação de todas as substâncias tóxicas.

O melhor que se tem a fazer (de imediato, dada a proximidade do tempo propício para contrair gripes e constipações sejam de que tipo forem) para reforçar o nosso sistema imunológico é ter uma alimentação saudável (frutas e verduras da época), a fim de preparar as nossas células brancas do sangue (neutrófilos), os linfócitos (células T) e as células B (células matadoras naturais).

As células B produzem anticorpos que destroem os invasores estra-nhos, tais como vírus, bactérias e células cancerígenas. As células T controlam as actividades imunológicas e produzem duas substâncias químicas: Interferon e Interleucina, essenciais ao combate de infecções e tumores.

A Medicina trata mas é a Natureza que cura. A Naturopatia ajudará a encontrar os caminhos que facilitam a natureza no restabelecimento da normalidade funcional do paciente. A Natureza dá-nos tudo o que é preciso para nos curarmos verdadeiramente.

Alimentos bons para o sistema imunológico

Assim, vamos falar de alguns alimentos que mais estimulam e potenciam o sistema imunológico. Antes de mais, tome pelo menos um litro de água por dia, natural e de boa qualidade. Não tome leite, principalmente se estiver constipado ou com sinusite, pois produz muito muco e dificulta bastante a cura.

Iogurte natural é um excelente alimento do sistema imunológico. Coloque bastante cebola na confecção dos seus alimentos. Use e abuse do alho e de alimentos ricos em caroteno (cenoura, beterraba, batata doce cozida, espinafre cru, couve e damasco seco) e ainda alimentos ricos em zinco (fígado de vaca e sementes de abóbora).

Salmão, bacalhau e sardinha são peixes que também protegem o sistema imunológico. O chá de gengibre ajuda muito a destruir o vírus da gripe.

Evitar alimentos ricos em gordura: carnes vermelhas e seus derivados. Evitar também óleos vegetais poli-insaturados (óleo de milho, girassol e de soja). Evitar sempre o açúcar branco.

O corpo humano é a mais perfeita criação do Supremo Criador. Por tal motivo é importante estar em simbiose com a Natureza respeitando as leis físicas e alimentares.

Não há doença mas sim doentes. A Naturopatia não luta contra as doenças, mas ajuda cada doente a encontrar o caminho da recupe-ração e da normalidade funcional através das leis da Natureza.

"Que o teu alimento seja o teu medicamento e que o teu medicamento seja o teu alimento".

Aconselhe-se no Instituto do Bem-Estar, em Alverca. Com a nossa orientação, os vírus nem chegam perto de si.

domingo, 19 de dezembro de 2010

As relações Interpessoais e o Idoso

O homem é um ser social. Tem a necessidade inerente de viver em sociedade e desenvolver relações com as pessoas à sua volta. Tornando-se desta forma “relações” ao agir e interagir com as pessoas à sua volta.

Texto: Luciano da Silva e Sabrina Mestre

Archer (2001, pag. 224) classifica a pessoa como um “membro (vivo) de um corpo social, de uma família. Sem sentido de pertença, nem participação, pode começar a despersonalizar-se”.

Já alguém disse que “o homem não é uma ilha”. Assim o homem só se realiza como pessoa quando vive ou desenvolve relações com os seus semelhantes. Esta relação tem vários níveis e assume múltiplas formas que podem ser caracterizadas como; amizade, intimidade e sociabilidade. Daí derivam as atracções interpessoais e consequentemente as atribuições causais.

Como ser social, tudo que o indivíduo diz ou deixa de dizer, que faz ou deixa de fazer tem um grande peso na sociedade em que está inserido. O sujeito está constantemente a ser observado pelas suas atitudes. Estes julgamentos, entretanto não são constantemente correctos pois nem sempre o indivíduo age ou reage de acordo com o seu pensamento mas de acordo com a demanda o meio social. Vemos desta forma a influência que o meio tem sobre o sujeito.

Do ponto de vista da Psicologia Social encontramos diversas formas de atracção interpessoal que irão contribuir para o desenvolvimento de relacionamentos. Estes relacionamentos interpessoais desencadeiam, consequentemente, acções entre os indivíduos. Estas acções provocam observações e análises, culminando assim a atribuição causal.

Tanto o estudo da atracção interpessoal como o estudo da atribuição causal são de vital importância para um envelhecimento bem sucedido e feliz. Uma vez que estes elementos sejam bem aplicados poderão ser de grande valia para promover a integração ou reintegração do idoso na sociedade, combatendo desta forma o isolamento.
(Texto: Luciano da Silva e Sabrina Mestre)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Resiliência


No livro “A resiliência ultrapassar os traumatismos” Marie Anaut designa a resiliência como “a arte de se adaptar às situações adversas”. Para levar o leitor a um conceito mais profundo sobre este tema, a autora faz três abordagens distintas sobre a origem do conceito da resiliência.


No mundo da Física o Dictionnaire Robert define resiliência como “a resistência do material a choques elevados e a capacidade de uma estrutura em absorver a energia cinética de meio sem se modificar”. Enquanto no mundo da Metalurgia a resiliência é designada pela “qualidade e elasticidade dos materiais em voltar ao seu estado inicial depois de passar por uma pressão contínua de uma série de choques. E no mundo da Informática a resiliência é abordada como a capacidade de um sistema operativo perante uma falha, continuar a ser funcional.

A autora é enfática ao afirmar que a resiliência poder ser algo que esteja em nós e precisa ser activado e cita Massiaux e colaboradores que avaliam este processo como “ um potencial presente em cada pessoa”. Anaut também faz menção das observações de Garmezy que observou famílias desfavorecidas. Este trabalho levou-o a concluir que a resiliência pode apresentar três factores de protecção que são enumerados como: Factores individuais, familiares e factores de suporte.

Os “factores individuais” são tudo aquilo que faz parte da personalidade única e exclusiva do indivíduo. Faz parte da sua individualidade, sua forma natural de acção e reacção à determinada circunstância. Por outro lado os “factores familiares” representam a forma como o núcleo familiar responde ao indivíduo numa fase de crise. Neste aspecto a unidade da família, o interesse, o calor humano, a cumplicidade, a observação e o envolvimento dos pais, do cônjuge ou dos irmãos são decisivos na motivação e na acção resiliente, enquanto os “factores de suporte” dizem respeito ao meio social mais alargado em que o indivíduo está inserido. Pode ser representado pelos colegas de estudo, professores, grupos de convívio, de actividades religiosas ou lúdicas, colegas de trabalho, entre outros.

Marie Anout apoia enfaticamente Rutter que por sua vez também apoiou as observações de Garmezy ao afirmar que “estes três pólos de protecção favorecem a resiliência porque melhoram a auto-estima e a auto-eficácia, abrindo novas possibilidades para o sujeito”. É digno de nota que é necessário haver uma harmonia entre o indivíduo e os factores de suporte a fim de que a acção positiva possa exercer a sua função benéfica. Em caso contrário os tão chamados “factores de protecção” podem tornar-se “factores de risco”.

A capacidade de adaptação, a capacidade de controlo de determinada situação, O bem-estar e a satisfação com a vida, os bons tratos e a capacidade de enfrentar um problema têm a sua contribuição especial no desenvolvimento de uma personalidade resiliente. Daí provem a necessidade de valorizar, cuidar e respeitar os que estão à nossa volta, contribuindo assim para a construção de uma pessoa resiliente.

Anaut informa que só mais recentemente verificou-se a necessidade de estudar a resiliência em adultos e idosos. O interesse dos pesquisadores tem voltado mais recentemente para o campo dos idosos de uma forma especial. Isto é evidente quando é assim mencionado: “A população idosa tornou-se nomeadamente um dos grupos de investigação mais instrutivos para completar o estudo da resiliência”.

Um dos grande motivos em dar um enfoque especial aos idosos é para estudar a elasticidade da resiliência ao logo da vida. Os pesquisadores desejam constatar se a resiliência no idoso terá novos parâmetros e paradigmas, se a resiliência no idoso é fruto de um desenvolvimento ao longo da vida ou se pode ser accionada na velhice.

A vida dos gerontes é um vasto campo para estudar a resiliência, uma vez que é na velhice que os traumas ou situações que podem ser traumatizantes são mais comuns. É na idade mais avançada que acumulam-se os problemas como, a baixa reforma salarial, a perda do poder físico, social e cognitivo, perda do cônjuge, aumento do número de falecimento de familiares e amigos e a grande vulnerabilidade às doenças. Esta realidade é observada de uma forma especial quando a autora menciona que “o envelhecimento poderia ser considerado como um contexto de risco”.

Entretanto é evidente o facto que cada indivíduo reage de uma forma diferente a uma mesma situação. O mesmo ocorre com os idosos. Há idosos que sabem lidar com as perdas e estes têm um envelhecimento bem sucedido. A autora observa esta realidade ao informar que “alguns [idosos] parecem desenvolver um comportamento que facilmente podemos classificar como resiliente. O idoso poderá recorrer à sua bagagem psicológica para desenvolver ou fortalecer a sua resiliência. Este conceito é abordado a obra de Aguerre que segundo a autora passa a ideia que “ a definição muito generalista, que faz referência à resiliência das crianças como a capacidade de ultrapassar a adversidade graças aos seus recursos psicológico, pode aplicar-se igualmente aos idosos que conseguem viver bem a sua velhice apesar das dificuldades ligadas à idade com que deparam”.

Assim pode-se concluir que a resiliência é mais que a capacidade para superar os desafios que encontramos ao longo da vida. É a “arte”, como diz Marie Anaut, que temos para ultrapassar as situações traumatizantes e mesmo assim sair vencedores e com uma nova bagagem de experiência pois viver requer acção.

Uma das formas de promover a resiliêcia nos idosos de amanhã será sem dúvida demonstrar amor e respeito para com os jovens de hoje. Assim estaremos ajudando a construir personalidades resilientes e uma sociedade mais disposta a erguer-se e a reconstruir-se.


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A Psicomotricidade Humana e o envelhecimento

O nosso corpo passa por um processo maravilhoso de desenvolvimento. Este processo misterioso e dinâmico começa no útero materno e a sua evolução progride com o decorrer dos anos. Passa pela infância, juventude, idade adulta até chegar à velhice onde “a evolução caminha, portanto para a involução” Fonseca (2005 pag. 09). As fases de evolução e involução, são essenciais e naturais no nosso desenvolvimento como seres humanos e como indivíduos. As etapas evolução-involução são conhecidas como: tonicidade, equilibração, lateralização, noção do corpo, estrutura espácio-temporal, práxia global e práxia fina.” Fonseca (1998 pag. 08).

O desenvolvimento psicosomático do ser humano (ontogénese) atinge o seu clímax na idade adulta onde ocorre o aprimoramento das funções. Na fase idosa inicia-se um processo de regressão, conhecido por retrogénese. Inicia-se então a jornada no sentido inverso, onde existe um declínio das funções. O facto mais intrigante neste sistema é a forma como é feita a regressão. Ela não começa pela tonicidade mas sim pelo práxia fina que foi um dos últimos factores a ser aperfeiçoados. Desta forma o declínio funcional destas fases começa pela práxia fina, práxia global, estruturação espácio-temporal, noção do corpo, lateralização, equilíbrio e por fim a tonicidade. Fonseca (1998 pag.8). Assim, todo o processo de desenvolvimento tende naturalmente a degradar-se.

Todo o sistema evolutivo das funções psicomotoras desenvolvem-se a partir do cérebro. O cérebro é o “motor de toda a actividade”. Río (2004 pag. 15) Este mesmo autor cita Pavlov e Luria que organizam os neurónio cerebrais em 3 grupos: “grupo energizador, grupo de recepção, elaboração, armazenamento de toda a informação procedente do meio exterior e o grupo motor.”

“No córtex cerebral está a origem da vida em relação consciente e deliberadamente produzida. Nele se realizam funções concernentes a recepção, análise e integração (ou interpretação) das informações; funções decisivas que implicam a motricidade… ”. Rigal, Paoletti e Portmann (1979 pag. 22).

O envelhecimento pode ser classificado como “um processo multidimensional que comporta mecanismos de reparação e destruição que são desencadeados ou interrompidos em momentos e ritmos diferenciados consoante as características de cada pessoa”. Berges e Mailloux-Poirier, citado por Sá (2009).

Este afirmação vem ao encontro de diversos estudos que mostram que não existe uma idade determinada para o inicio da retrogénese. Depende do estilo de vida, do factor genético e da saúde do indivíduo. Mais uma vez fica provado que o nosso estilo de vida irá determinar a nossa saúde quer a curto ou a longo prazo.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O descanso e o bem-estar físico e emocional

Um dos males que mais açoitam a nossa sociedade actual é o stress. Martins, Hagen et al (2005) enfatiza que “A palavra stress foi adaptada por Hans Seyle pela primeira vez na década de 30. Ele emprestou a palavra da engenharia que stress refere-se ao desgaste de materiais submetidos a pressão excessiva”. Nos tempos actuais o termo “stress” é empregado para determinar o estado de grande fadiga em que uma pessoa se encontra quer nos que se refere à “pressão profissional, social ou familiar”.

A necessidade de descanso é tão real como a necessidade de actividades físicas e mentais para o bom desempenho do organismo. O indivíduo que não descansa as horas necessárias para recompor as energias está tão sujeito a doenças como o indivíduo sedentário.

De acordo com Leitão (2010) uma forma de dormir sem a utilização de medicamentos é “tomar um copo de leite antes de dormir, um pouco de leitura, etc. Algumas rotinas são necessárias para desligar e dormir tranquilamente”.

O sono deve ser obtido através de processos naturais de relaxamento e não por via de calmantes em forma de medicamentos. Segundo Pape e Puzenat (2003) os calmantes “trata-se de medicamentos sintomáticos, que aliviam mas não eliminam a causa, e é por vezes necessário aumentar a dose para manter os mesmos efeitos. Estes factores podem provocar, em certas pessoas verdadeira dependência na sequência de uma utilização prolongada.

Melo (2003) sugere a necessidade de “relaxar o sistema nervoso obtendo-se o descanso natural reparador”. O mesmo autor informa ainda que “o melhor momento para o diencéfalo encontrar a sua liberdade total de acção neurovegetativa é a noite, sono natural, quando o córtex repousa e nenhum pensamento o perturba”.

Seguindo esta linha de pensamento Cordeiro (2010) confirma a necessidade do sono nocturno ao informar que “a melatonina, substância produzida pela glândula pineal, que se localiza no centro do cérebro é sensível à luz que entra pelos olhos, é também muito importante no processo do sono. A secreção aumenta com a escuridão”. Em conformidade com este conceito White (apud Handysides, Kuntaraf at al, 2010) salienta que “o sono é muito mais valioso antes do que depois da meia-noite. Duas horas de bom sono antes das doze valem mais do que quatro horas depois das doze”. Se o corpo não se purificar surge um estado de permanente fadiga que muitas vezes leva o indivíduo a patologias que poderiam se evitadas caso o corpo fosse ouvido.

Entretanto não é somente o descanso nocturno que promove a saúde e o bem-estar. A execução de outras actividades diferentes da actividade rotineira do trabalho pode trazer descanso ao cérebro e contribuir para o conhecimento de novos horizontes. Melo (2003) postula que “as actividades ao ar livre e no campo, na praia ou montanha são salutares, descontraem e reabilitam o organismo”.

Margarido (2009) salienta a necessidade de “deixar para trás as preocupações de mais uma semana de trabalho” e “beber o ar puro da serra, escutar o seu silêncio e penetrar no que ela tem de melhor”, como forma de desfrutar do contacto com a natureza e descansar da rotina dos dias das da semana.

O descanso semanal também é um grande agente curativo e pode actuar de uma forma positiva quer na saúde física e espiritual do indivíduo.



terça-feira, 9 de novembro de 2010

A automedicação e os seus efeitos

O homem sempre sonhou em ser eterno. A procura pela longevidade vem de tempos remotos. E esta busca insaciável pela eternidade tem levado centenas de pessoas a cometer os maiores crimes e disparates ao longo da história da humanidade. E um dos maiores disparates de todos é o abuso de medicamentos que em vez de proporcionar a saúde pode mesmo levar a uma morte prematura.


Foi o caso do primeiro imperador da China Ying Jien. Os relatos históricos dizem que este imperador no desejo de perpetuar a sua vida, obrigou os seus curandeiros a encontrarem um remédio que lhe proporcionasse a vida eterna. Os médicos sem saberem o que fazer e na busca para satisfazer o desejo do imperador, começaram a ministrar doses de mercúrio no imperador. No desespero de viver mais, o imperador exigia mais e mais doses de mercúrio e a busca da vida eterna provocou-lhe a morte prematura devido à intoxicação provocada.

Mais recentemente, durante a época dos descobrimentos muitos aventureiros portugueses e espanhóis perderam as suas vidas ou desapareceram em florestas tropicais à procura da lendária fonte da juventude. Por volta do século XV e XVI era muito comum a crença na existência da fonte da juventude. Havia pessoas consideradas de grande conhecimento que escreviam sobre o tema. Um dos aventureiros que mais se empenhou em encontrar a tão desejada fonte foi Ponce de León que passou a pente fino tanto a península da Flórida como as ilhas da América central. Ele acreditava que se não a encontrasse, alguém havia de a encontrar. Fontinha (2008). Assim a população mundial tem procurado ardentemente a busca miraculosa para ultrapassar o problema da morte e por muitas vezes centenas e centenas de pessoas buscam no excesso de medicamento o tónico para a vida.

Um dos casos mais recentes e mais polémicos é o que sucedeu ao rei da pop Michael Jackson. O jornal O Público declara que o excesso de medicamentos poderá ter sido a causa da morte do cantor. O jornal ainda relata parte da entrevista da empregada do cantor em que ela afirma: “Houve uma altura em que as coisas estavam tão mal que não deixava as crianças vê-lo. E comia muito pouco e fazia misturas em excesso”. O Público (2009).
É muito grande o número de idosos que se intoxicam anualmente devido ao abuso da quantidade de medicamentos, ou auto medicação. Estes valores aumentam de uma forma avassaladora quer a nível nacional, europeu e mundial. A saúde pública mundial gasta muito dinheiro com as intervenções hospitalares no que se refere a internamento de idosos intoxicados com medicamentos.

O investimento que é necessário para fazer na saúde pública todos os anos a nível nacional para receber e custear estes idosos que diariamente são atendidos nos hospitais em todo o país, podiam ser encaminhados para proporcionar uma melhor qualidade de vida para estas pessoas, caso houvesse uma educação preventiva que mostrasse o risco que uma pessoa corre ao fazer auto medicação. Caso houvesse uma prevenção para evitar estes problemas que atinge os países de uma forma indiscriminada, haveria mais verbas para apostar nos cuidados do geronte e proporcionar assim melhores condições de vida. Com isto todos sairiam beneficiados.

Certamente o Estado gastava menos com a saúde pública, haveria mais camas disponíveis nos hospitais e a população idosa poderia beneficiar de uma vida mais saudável e o próprio Estado podia investir em áreas de interesse para estes gerontes. Mas para tal é preciso uma mudança de atitude, uma reeducação e uma consciencialização em massa dos perigos que o abuso dos medicamentos pode causar.

Mas seria de facto necessário fazer uma consulta médica para poder obter os tão conhecidos "medicamentos de primeira mão"? Não estaríamos nós a entrar num sistema burocrático que colocaria em risco a saúde prática e imediata do cidadão? Fica por analizar qual seria a opção mais adequada.